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Reflexos japoneses no equilíbrio de poder

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Novamente, é posto em pauta o debate armamentista entre as principais potências econômico-militares da Ásia: Japão e China. O Livro Branco de Defesa do Japão, publicado recentemente pelo governo, estabelece, em uma pura tarefa de RealPolitik, que o país deve reforçar sua segurança em detrimento a três potências próximas: China, Coréia do Norte e Rússia.

A República Chinesa repudia o ato japonês, e estabelece que a volta como potência militar japonesa é um ato com fundamentos incongruentes com as atuais condições sócio-políticas da região. Dissertemos sobre o assunto.

Desde sua independência da condição de colônia japonesa, na guerra de independência entre 1949 e 1962, a China resguarda suas decisões perante ao vizinho ex-colônia. Nas ocasiões, o partido comunista assumia um país devastado pela guerra civil contra sua metrópole, e a duras penas sucedeu a independência. A abertura dos sucessores de Mao Tsé-Tung ao desenvolvimentismo e à entrada de capital estrangeiro foi, talvez, a via de escape que incluiu negociações entre os dois países.

O Japão, como potência tecnológica, já possuiu o maior Hard Power da Ásia, contando como o primeiro do continente a possuir armamento atômico, e sua marinha de guerra toma conta das manobras no mar asiático desde seu desenvolvimento econômico-industrial entre 1949-1974. O fator das potências socialistas asiáticas serem financiadas pelo estabelecimento bélico Russo no período da Guerra Fria, estabilizando a Guerra das Coréias, por exemplo, transforma a região em uma nova velha zona crítica para análise.

A partir do momento em que, com as atenções mundiais voltadas à Gaza e Ucrânia são foco, o Japão começa a estipular seu novo desenvolvimento para efeitos de segurança na Ásia, garantindo o mar territorial para a zona de pesca e comércio japonesa como um artifício para poder se restabelecer.

O investimento chinês na armada pluralizou-se em dez vezes nos últimos dez anos; O reflexo da parte japonesa evidencia uma busca pelo equilíbrio. O encontro constante de navegações japonesas na encosta chinesa gera, no momento, um temor de um incidente armado. É bom que se preste mais atenção na região pelo momento pré-tensão que se encontra.

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Nota do autor: Caso a leitura do artigo traga-lhe alguma dúvida ou sugestão, deixe o seu comentário abaixo. Estamos sempre disponíveis para atendê-los!

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Este artigo foi escrito pelo graduando de Relações Internacionais, Luis Gustavo Colalto Silva, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 

 

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