Velas ‘acendem’ parque em Hong Kong lembrando vítimas de massacre

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Um parque do centro de Hong Kong se transformou na noite de quinta-feira (4) em um mar de velas, em torno das quais milhares de pessoas se reuniram para lembrar a repressão de 1989 na Praça da Paz Celestial de Pequim.

Embora os cidadãos de Hong Kong lembrem esta aniversário a cada 4 de junho há 15 anos, este ano o evento tem um significado particular pelas tensões entre os pró-democratas e o executivo local, apoiado pela Cina.

“Isso é uma luta permanente pela justiça”, lançou Richard Tsoi, da Aliança de Apoio aos Movimentos Democráticos e Patrióticos na China, organizadora da manifestação.

Os organizadores do evento previam a presença de 150.000 pessoas nesta vigília no parque Victoria. Após um início de manifestação marcado por cantos e discursos, a multidão começou a agitar milhares de velas em silêncio.

Um grupo de estudantes, coletivo que esteve na liderança das manifestações do último inverno, queimou uma cópia da “constituição” de Hong Kong com as novas leis eleitorais.

O Legislative Council (LegCo), o Parlamento de Hong Kong, examinará no dia 17 de junho um projeto de reforma que prevê permitir que todos os cidadãos de Hong Kong maiores de idade votem nas eleições de 2017 para eleger o novo chefe do executivo deste território autônomo chinês.

A reforma, no entanto, contém uma cláusula que limita a dois ou três o número de candidatos que deverão receber o aval de um comitê leal a Pequim.

No ano passado, o movimento pró-democracia, que luta contra uma “democracia falsificada”, paralisou com os protestos durante dois meses uma parte desta antiga colônia britânica.

 

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Cidade dividida
As reuniões entre o governo local e autoridades chinesas com os ativistas pró-democracia foram infrutíferas até o momento, ante a negativa de ambos os grupos de ceder.

Para que avance, o texto deve conquistar dois terços dos votos do LegCo, mas os deputados pró-democracia, que têm mais de um terço dos assentos, ameaçam se opor.

As últimas pesquisas mostram que mais de 45% dos cidadãos de Hong Kong apoiam o projeto de reforma contra pouco mais de 35%, que são contrários.

A concentração anual de 4 de junho em Hong Kong constitui a principal lembrança na China da repressão à primavera de Pequim, cuja memória está oficialmente proibida por Pequim.

O massacre

Na madrugada de 4 de junho de 1989, após sete semanas de manifestações para exigir reformas democráticas na China, dezenas de milhares de soldados apoiados por centenas de tanques abriram fogo contra a multidão até chegar à praça de Tiananmen, como é conhecida em chinês a Praça da Paz Celestial.

Embora as autoridades chinesas nunca tenham fornecido um balanço oficial, fontes independentes afirmam que a repressão deixou entre centenas e mil mortos em Pequim, sem contar os mortos no resto da China.

 

Fonte: G1

10262025_886228171391647_2818839064440297890_n Por Manuella Miz – Direto de Pelotas – RS, Brasil.

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