Religiões na China


A China é um país de muitas religiões, razão pela qual não exista apenas uma que se destaque das outras, sendo que as religiões mais importantes e próprias deste país são o Confucionismo, Taoismo e o Budismo. Em menor escala são professados o Cristianismo, o Protestantismo e o Islamismo, que são religiões adaptadas de outros países. Algumas destas religiões são também consideradas filosofias de vida, tornando-se complicado distinguir uma filosofia de vida de uma religião, pois algumas vezes as crenças de uma determinada religião misturam-se com correntes filosóficas e por isso algumas das religiões acima referidas são consideradas por alguns como filosofias de vida

Existiram vários pensadores, sábios e filósofos chineses com doutrinas importantes, mas nenhum conseguiu alcançar tantas gerações de chineses como o Confucionismo, Taoismo e o Budismo.


Segundo a ordem cronológica, a primeira religião filosófica a surgir na China foi o Confucionismo que foi fundado pelo Kung-Fu-Tzu –o “Venerável Mestre Kung”-, também conhecido por seu nome latinizado, Confúcio.  Nascido no século 5 a.C- uma época de guerras, fome e miséria-, Confúcio estava mais interessado em reformar o mundo dos homens do que em desvendar os mistérios do Universo.

A filosofia de Confúcio se baseia no conceito de ren, termo que pode ser traduzido por “benevolência” ou “humanismo”. Para ele, um sábio deve medir suas ações tendo em vista o bem da humanidade – tanto as gerações presentes quanto as futuras. Esse apelo ao altruísmo universal se resume na máxima cunhada pelo mestre 400 anos antes de Jesus Cristo: “Não faças aos outros o que não desejes que te façam”. Outro conceito essencial do confucionismo é o li, que pode ser traduzido como “ordenamento social”. Confúcio acreditava que só poderia haver harmonia entre os homens se cada indivíduo seguisse à risca as normas de sua sociedade – incluindo respeito à hierarquia e etiqueta.

Socialmente, o chinês moderno ainda é profundamente confuciano por haver um apreço pelas regras de etiqueta que poderá parecer estranhos aos olhos de outros povos – um tipo de choque cultural que ocorre com frequência entre empresários ocidentais que vão fazer negócios na China.   A entrega de um cartão comercial chinês sendo apresentado com o braço estendido, suave referência com a cabeça e a palma das mãos voltadas para o interlocutor revela um exemplo claro desta influência confuciana. Apesar de sua influência sobre a espiritualidade chinesa, o confucionismo está mais para filosofia ética do que religião.


Seguidamente temos o Taoismo que começou por ser uma filosofia de vida, mas passados alguns tempos tornou-se numa religião.  Para alguns estudiosos, o taoismo é a viga mais forte do templo espiritual chinês, se sua influência sobre práticas típicas da cultura chinesa, como o feng shui e o tai chi chuan, são provas disso. A palavra Tao – “caminho” ou “curso” em mandarim – indica a força primordial que mantém o Universo em equilíbrio.


Se o ideal de Confúcio era reformar a sociedade, o de Lao-tsé era harmonizar o ser humano com o Cosmos. “O homem segue a Terra, a Terra segue o Céu, o Céu segue o Tao, e o Tao segue a si mesmo” . Essa busca de equilíbrio entre o indivíduo e o Universo é o que rege, ainda hoje, a disposição das mobílias segundo o feng shui, os movimentos do tai chi chuan e os exercícios de disciplina das artes marciais chinesas.

Ao lado da vertente filosófica, muitas superstições taoistas continuam vivas até hoje. Um exemplo: quando um chinês tem problemas domésticos, costuma pôr a culpa na presença de gênios mal-humorados em sua casa. O jeito é contratar os serviços de algum sacerdote taoista especializado em exorcismos.   São rituais similares ao umbanda brasileiro.


Por fim, temos o Budismo que seguiu muitas características das religiões antecedentes, como o culto dos antepassados. O Buda Amitabha é bastante venerado na China, principalmente por estar ligado ao pensamento antigo chinês da ordem do mundo moral.
O Budismo chegou pela primeira vez na China durante a Dinastia Han e rapidamente foram construídos locais de culto ao Buda.  Entre os conceitos budistas que deram certo na China, está o “nirvana”- estado de elevação espiritual em que todo sofrimento desaparece- e o “samsara”, que pode ser entendido como reencarnação.


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Por Romero Castro – Direto de Pelotas – RS, Brasil.

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