Por que o iPhone é produzido na China?

Você sabia que o iPhone é produzido na China? A razão disso tem relação com o fato de a mão de obra chinesa ser mais barata, obviamente, mas há outros motivos para as grandes companhias, como a Apple, preferirem fabricar seus produtos fora do território americano.

Uma dessas razões é o fato de que a maioria dos fornecedores da Apple estar localizada no gigante asiático. E, por isso, levar a produção dos aparelhos da empresa aos Estados Unidos criaria grandes desafios na logística, inclusive, um obstáculo para a troca de fornecedores chineses – algo que a Apple faz hoje com flexibilidade na China.

As fábricas da China são, hoje em dia, maiores e mais ágeis do que as norte-americanas, o que configura um novo motivo para a produção nesse país. A rapidez se soma à habilidade técnica dos engenheiros chineses, satisfazendo a montagem complexa dos aparelhos. No entanto, os profissionais chineses não são tão qualificados a ponto de receber altos salários, como receberiam os engenheiros norte-americanos, caso a produção ocorresse nos Estados Unidos.

 

Nesse vídeo a seguir te explicamos se vale a pena ou não comprar um Iphone na China. Se liga!

Quanto custa a produção do iPhone na China?

Montar um iPhone nos Estados Unidos custaria US$ 65 a mais do que na China, onde o custo de produção é cerca de US$ 8.

Logo, se o preço médio de venda do aparelho é de US$ 600, a Apple lucra uma margem bruta de 40%, sendo que o lucro bruto de cada iPhone fica em torno de US$ 250.

iPhone

Como é o trabalho em uma fabricante da Apple na China?

Na periferia de Shanghai, encontra-se a fábrica Pegatron, onde milhares de trabalhadores fabricam, diariamente, os smartphones mais lucrativos do mundo, incluindo parte da cadeia de abastecimento da Apple.

Depois de anos sendo acusados por exporem seus trabalhadores a longas e extenuantes jornadas de trabalho, a Pegatron e a Apple adotaram novos procedimentos para evitar que os funcionários realizem horas extra em excesso.

Alguns anos atrás, era bastante comum que os funcionários trabalhassem mais do que o limite para incrementarem o próprio salário. Além disso, a própria fábrica exigia mais tempo dos trabalhadores, o que acontecia frequentemente, já que grande parte dos trabalhadores chineses dorme nas fábricas.

Segundo, o The New York Times, em 2007, pouco antes dos iPhones irem às prateleiras, a Apple redesenhou a tela do aparelho, o que exigiu a revisão da montagem do aparelho. Em seguida, na China, o chefe dos operários teria acordado 8 mil deles. “Cada empregado recebeu um biscoito e uma xícara de chá, foi conduzido à estação de trabalho e, em menos de 30 minutos, eles começaram um turno de 12 horas, encaixando as telas de vidro no aparelho”, conta o jornal. Após 96 horas de trabalho, a planta produziu cerca de 10 mil iPhones por dia.

Atualmente, segundo o diretor da Pegatron, com o novo sistema de identificação implantado na fábrica, o banco de dados monitora o tempo de trabalho, os salários e até os gastos dos dormitórios e dos almoços de cada funcionário. O novo sistema contribuiu para que as normas em relação às horas extras fossem quase 100 por cento cumpridas, com apenas umas poucas exceções no caso de engenheiros que fazem consertos de emergência.

Além da Pegatron, a Foxconn é outra fabricante contratada que domina a produção mundial de diversos produtos, como tablets, smartphones e laptops. Aparentemente, nos dias de hoje, as suas fábricas apresentam mais comodidade, como conexão Wi-Fi gratuita, salas de TV, serviços de limpeza e opções de dormitórios melhores.

iPhone

Estando de fora, é bastante difícil analisar o tipo de trabalho e em quais condições os operários das fabricantes do iPhone se encontram. No entanto, além dos fatores apresentados no início do artigo, como a mão de obra barata e a elevada produtividade das fábricas chinesas, o fato de que os funcionários chineses vivem nas fábricas e para as fábricas, definitivamente, contribui para a escolha da China como principal produtora de aparelhos da Apple.

Lys Brittes, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Estadão, New York Times, Exame, Site da Logística

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