Vinho: um crescente mercado na China

Quando se pensa em vinho, é bem provável que a gente se lembre de alguns países específicos: na Europa temos a Itália, a Espanha, Portugal e a Grécia, nossos vizinhos latino-americanos também têm alguns destaques, principalmente Argentina e Chile. Mas atualmente a China está em todas as áreas e setores, e com o vinho não é diferente, nos últimos anos o consumo da bebida pelos chineses vem aumentando gradualmente.

 

O vinho na China

Vinho
Vinho. Fonte: China Link Trading

 

A China é o 5º maior consumidor de vinho do mundo, atrás de Estados Unidos em primeiro lugar com 31 milhões de hectolitros (unidade de medida referente a 100 litros) consumidos em 2014, e de França, Itália e Alemanha. A quantidade consumida pelos chineses no mesmo ano foi de 16 milhões de hectolitros. Em compensação, se considerarmos outra forma de mensurar o consumo, a China fica bem atrás de outros países, na relação de consumo por habitante Portugal é o primeiro colocado com 27 litros por ano, nessa lista a China fica fora dos 10 primeiros colocados.

Quando consideramos o crescimento do mercado de vinhos, a China aumenta seu destaque. Em 2015 o país oriental passou a França como o segundo com maior crescimento no consumo de vinho do mundo. As outras bebidas que mais fazem sucesso entre os chineses são os chás, os refrigerantes, as cervejas, as bebidas com leite e os sucos de frutas, boa parte dessas são importadas e na lista de principais exportadores está incluído o Brasil.

Uma grade parcela do vinho consumido na China é nacional, no final de 2014 o país superou a França outra vez, agora com relação à área plantada de vinhedos, atingindo 799 mil hectares de terras destinada à produção da bebida, ficando atrás apenas da Espanha que ultrapassa o número de 1 milhão de hectares.

A indústria de vinhos chineses cresce rapidamente, mas ainda não é a mais produtiva, isso faz com que o país dependa da importação para complementar o consumo de seu mercado interno, e nesse ranking as exportações francesas ocupam o primeiro lugar com 38% da quantidade que chega até as taças dos chineses. Na sequência estão a Austrália (22%), Chile (12%) e Espanha (7%). A China também é a maior importadora de vinhos brasileiros do mundo, já até falamos disso no blog da China Link Trading, para ler a matéria é só clicar aqui.

 

O perigo do vinho falso na China

 

Vinho
Vinho. Fonte: China Link Trading

 

Uma curiosidade muito interessante é que boa parte do vinho consumido na China pode ser falso. Estima-se que cerca de 30 mil garrafas de vinho falsificadas são vendidas na China a cada hora. Os vinhos falsos não são exclusividade da China, alguns especialistas afirmam que 1 a cada cinco garrafas da bebida vendidas no mundo é de procedência duvidosa.

O vinho falso que aparece nas prateleiras chinesas pode ter a adição de sucos para imitar a coloração original ou então de temperos para imitar o gosto e ainda de produtos químicos para deixar a bebida mais doce. Além de haver a mistura de vinhos de mais prestígio com produtos de menor qualidade. Existem até casos da bebida produzida sem nenhum traço de uva.

 

Vinho
Vinho: um crescente mercado na China. Fonte: Unsplash.

A famosa marca de vinhos francesa Chateau Lafite, é uma das mais consumidas na China, só que entre os rótulos falsificados. Por isso, a vinícola também é conhecida como a 3ª mais falsificada do mundo, e grande parte dessas garrafas fakes vem da região chinesa de Zhejiang. 6 garrafas dos produtos alternativos são vendidas por 737 dólares, enquanto a mesma quantidade da bebida original chega a quase 1.200 dólares, ou seja, praticamente metade do preço. Outra marca muito célebre, a norte-americana Opus One também é grande alvo de falsificações chinesas.

Mais uma vez podemos ver que praticamente tudo na China chega a números colossais, inclusive o vinho, uma bebida muito tradicional e praticamente cultural em alguns países do mundo, chegando a ser a segunda mais consumida no mundo. Os chineses assimilaram o hábito de tomar vinho e conseguiram chegar na primeiras posições de várias listas relacionadas ao ramo.

Por Victor Silva Mallavazi, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Forbes, Estadão, Falando em Vinhos, Caminhos e Vinhos

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