Megaprojetos chineses e investimentos em parceiros econômicos

A China tem se modernizando cada vez mais com seu plano de desenvolvimento econômico liderado por Xi Jinping, e para isso tem feito projetos de locomoção e infraestrutura que buscam tornar ainda mais conveniente (chineses prezam a conveniência) o comércio internacional, principalmente com seus principais parceiros econômicos que vem recebido seus megaprojetos de braços abertos, apesar de receber algumas críticas de estudiosos acerca da política de expansionismo chinês.

 

Megaprojetos chineses

O projeto, que é comparado por muitos à antiga Rota da Seda chinesa(grande rota de comércio entre o sul da Ásia e o resto do Oriente e até Europa), se chama Belt and Road Initiative (traduzido como “Iniciativa Um Cinturão, Uma Rota) e foi iniciado em 2013 com a posse do presidente Xi Jinping. Seu objetivo é conectar uma grande região contendo dois terços da população mundial e 70 países, utilizando-se de meios de transporte de diferentes modais como vias marítimas, que representam a fração da Rota (Road), e ligações terrestres, como o Cinturão (Belt). Os megaprojetos vão interligar a China com seus principais parceiros econômicos de maneira mais relevante devido as facilitações que seus megaprojetos trarão às transações entre esses países.

 

Megamáquinas

A China passou a investir nos últimos anos em megamáquinas de construção que fossem capazes de levar adiante esses megaprojetos no tempo proposto, sendo essas megamáquinas grandes facilitadoras do ambicioso projeto, que tem em seu caminho um relevo tão desafiador quanto ele. Para a construção de pontes que fizessem o trajeto mais rápido possível e que fossem construídas a tempo semelhante, está em utilização a máquina de construção de pontes SLJ900/32, chamada também de Monstro de Ferro, que tem sido protagonista no projeto chinês de 30.000 km de ferrovias até 2020.

megaprojetos

A política chinesa tem como característica projetos de longo prazo, e não de curta duração devido a disputas partidárias como ocorre em países como o Brasil.  O investimento é estimado em trilhões de dólares advindos de bancos tanto dos países envolvidos nos megaprojetos como do governo chinês. A Nova Rota da Seda promete ser tão gigante quando seu país idealizador, a China. O projeto acarretará em conexões entre regiões de importante presença econômica na balança chinesa através de redes ferroviárias de alta velocidade, portos, centros logísticos e de combustíveisEle funciona encaixando blocos pré-fabricados de trechos dos trilhos que vão sendo encaixados em um ritmo inacreditável de apenas 4 minutos para instalação de cada trecho.

A incrível máquina de perfuração de túneis, antes exportada para a China de países europeus, passou a ser fabricada em território nacional recentemente e são denominadas Tunnel Boring Machine. Esse grande perfurador tem 15,3 m de diâmetro e foi construída pela maior empresa do ramo chinês, a Railway Engineering Equipment Group Company. Esse interesse demonstra claramente a intenção chinesa de se tornar pioneira neste tipo de construção.

 

 

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Expansionismo chinês

Estudiosos da política chinesa e de sua mais recente campanha de expansionismo econômico fazem uma crítica quanto a sua pretensiosa política externa que está fazendo com que países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos adquiram uma grande dívida externa com a China.

Por outro lado, os megaprojetos de infraestrutura estão tornando mais próximos países como o Quênia que recebeu atenção mundial com a ferrovia que liga Mombaça a Nairobi, não só devido a entrega de seu projeto ter ocorrido com 18 meses de adianto mas também pelo fato de que é a primeira linha ferroviária construída no país desde sua independência em 1963.

 

América Latina

Os mais recentes grandes projetos de infra-estrutura que ocorreram na América Latina tem uma ligação estreita com esse mega projeto chinês de conectar as grandes potências mundiais através de uma rede de transportes e outras facilidades ao comércio internacional. Um exemplo desse projeto é a Mineradora Las Bambas, no Peru, e também a presença da petroleira China National Offshore Oil Corporation (Cnooc) na Argentina, onde se tornou a segunda maior do país.

Além disso, no Brasil, a China realizou operações financeiras de grande parte por parte da empresa Sinotec, a maior refinaria chinesa, além de participarem de leilões de bacias de petróleo. Essa parceria entre China e Brasil vem se moldando desde o final dos anos 90 e vem se tornando cada ano mais equilibrada, o que é muito importante para o Brasil nesse período de instabilidade.

Por Mariana M. Fidalgo, diretamente de São Paulo, SP , Brasil

Fontes: G1, BBC

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