Limite de um filho por casal deve ser abolido na China

A China estuda um meio de acabar com o limite de um filho por casal, mas qualquer mudança teria de ser gradativamente e não eliminam as políticas de planejamento familiar.

O vice-ministro da comissão Nacional de Planejamento Familiar e de População Zhao Baige, disse em uma coletiva de imprensa aos repórteres que as autoridades chinesas admitem que precisem mudar suas atuais políticas de controle de população.

“Queremos que a mudança seja gradual”, disse Zhao. “Eu não posso afirmar como nem quando vai acontecer, porém isso se tornou muito importante entre os líderes.”

A China é o país mais populoso com mais de 1,3 bilhão de pessoas e tem os sistemas de planejamentos familiares mais rígidos. A maioria dos casais não pode ter mais que um filho, a não ser que paguem uma altíssima multa. Fazendeiros pode ter uma segunda criança, caso a primeira seja uma menina. Minorias podem ter duas ou mais crianças.

A mais de três décadas, a restrição em relação aos nascimentos, tem sido o principal foco das políticas econômicas e sociais do governo. Autoridades locais receberam avaliações de desempenho baseados em parte no quão elevado foi a adesão dos residentes às restrições.

Na década de 80, constantemente mulheres eram obrigadas a abortar fetos que teriam resultado de nascimento além da quota pelas autoridades, além de mulheres e homens serem constantemente obrigados a passarem por cirurgias de esterilização.

Nos anos mais recentes essa rigidez política foi mais suavizada, com a maioria das áreas usando multas para garantir o cumprimento da diretriz. Porem escândalos de abortos forçados continua a surgir com frequência. Essas restrições ajudaram a agravar um enorme desiquilíbrio na proporção entre meninos e meninas na população, porque muitas famílias utilizaram o aborto seletivo para assegurar o nascimento de um filho, que é a preferência tradicional.

As autoridades chinesas procuram deter os excessos e abusos e justificam que com essa restrição de apenas um filho por casal, preveniu cerca de 400 milhões de nascimentos o que permitiu ao país prosperar e viver melhor com seus recursos.

Porém as taxas de natalidade atualmente estão muito baixas, além de a população estar envelhecendo muito rápido, principalmente nas áreas urbanas.

Especialistas alertaram que a China está caminhando em ritmo acelerado para uma crise com muitos idosos que demandam serviços caros e poucas pessoas jovens trabalhadoras pagando impostos caros que cubram essas contas. A China é constantemente considerada uma fonte inesgotável de jovens trabalhadores baratos, porém já estamos vendo uma falta de mão-de-obra nos maiores centros de manufatura.

Por Douglas Pazelli – Diretamente da China
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