Conheça Lhasa, o coração do Tibete

Está pensando em viajar pra China e ainda não sabe para onde ir? Que tal um destino cujas paisagens com montanhas e templos mais se parecem com um cenário de um filme do que com a realidade? Já falamos sobre os encantos do Tibete, hoje é dia de explorar sua capital. Além de possuir uma atmosfera espiritual incrível, cheia de história e significados, Lhasa é a capital de uma região famosa no mundo inteiro por sua espiritualidade. Se a resposta for sim, você precisa conhecer Lhasa- ou como também é conhecida, a cidade dos deuses.

 

Lhasa, a cidade dos deuses

Lhasa, ou Lassa (tibetano: ལྷ་ ས་, chinês: ), é a capital da região autônoma do Tibete, na China. A cidade de Lhasa é a segunda área urbana mais populosa do planalto tibetano, cuja altitude média de toda a região é de 4.900, classificando-o como o lugar mais alto da terra (ou como também é chamado, o teto do mundo). A cidade, localizada nas encostas norte do Himalaia, possui clima semiárido frio, porém é um dos lugares mais ensolarados do mundo.

Altamente turística, a cidade promove atmosfera diferenciada de paz espiritual (para aqueles que possuem alguma crença), sendo o berço do budismo tibetano e casa do líder religioso Dalai Lama. De acordo com a crença, há uma espécie de energia muito forte, que eles chamam de shugs ou ktsal, que se propaga em ondas e que pode ser transmitida a objetos. Os monges tibetanos costumam realizar ritos onde transmitem esta energia a determinados objetos, transformando-os em uma espécie de amuleto sagrado. O mais comum é são as Kha-tags, popularmente conhecido como lenços de oferenda, que são pendurados pela cidade, dando o ar colorido à ela. As Kha-tags podem ser brancas, vermelhas, azuis, verdes e amarelas, que são as 5 cores místicas.

 

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Palácio de Potala, em Lhasa

Principais pontos de Lhasa

Como citado anteriormente, o principal marco da cidade de Lhasa é o fato de ser o berço da fé budista tibetana. Portanto, Lhasa possui vários templos e locais sagrados que são imperdíveis para qualquer um, por se tratar de lugares belíssimos e cheios de história.

Construído no século 7, pelo primeiro rei budista do Tibete, o Jokhang Temple é o lugar mais sagrado do budismo tibetano– pois, segundo a lenda da região, havia um demônio gigantesco e que, após os budistas subjuga-lo, prenderam-no debaixo da terra com 108 selos, representados na superfície por templos, sendo que cada um desses selos está relacionado com uma parte do corpo do tal demônio. O templo de Jokhang é onde está preso o coração dele, sendo, portanto, a parte mais importante.

O passeio no templo dura aproximadamente uma hora e só se pode entrar dentro dele uma vez. Após isso, só é permitido passear ao redor, na conhecida Barkhor Street, famosa por ser o principal local de peregrinação dos budistas tibetanos, onde é possível quase sempre presenciar diversas pessoas em oração.

Outro lugar imperdível é o monastério de Se ra, que em tibetano significa “rosa selvagem”, devido à presença da planta nas encostas de onde está localizado. Considerado uma universidade de monges, cuja capacidade é de 6 mil alunos, o monastério é um dos três maiores e mais importantes do Tibete. O local é famoso pelo debate dos monges que acontece diariamente, onde fazem uma espécie de ritual com desafios de perguntas sobre as escrituras para os aprendizes.

Por fim, não podemos esquecer do palácio de Norbulingka, o palácio de Verão do Dalai Lama: declarado em 2001 Patrimônio Cultural pela UNESCO, o Norbulingka toma está situado em um imenso jardim, repleto de flores e ar fresco, contribuindo para uma atmosfera de calma e tranquilidade. O local possui vários prédios, sendo o primeiro construído em 1755, pelo sétimo Dalai Lama. Além de poder fazer piqueniques e descansar no belo jardim do palácio, o Norbulingka também conta com espetáculos que acontecem eventualmente, onde pessoas vestem roupas típicas e fazem apresentações.

 

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Templo Jokhang: destino imperdível em Lhasa, na capital do Tibet

Como e quando ir para Lhasa

Por se tratar de um local de grande altitude e em região montanhosa, o inverno é extremamente rigoroso, sendo que algumas regiões chegam a ficar inacessíveis devido ao frio intenso, o que pode comprometer algumas visitas. Portanto, no geral, os meses que possuem temperaturas menos extremas são o de abril, maio, setembro e outubro, época que também é mais fácil de fazer atividades como trekking nas montanhas que rodeiam o local.

É importante saber que, para visitar o Tibete, o visto chinês não é suficiente: é necessária uma permissão especial, a qual só é possível de ser obtida através de agencias de turismo especializadas e permitidas pelo governo chinês. Além da permissão, o turista também é obrigado a fazer um tour guiado.

Em relação aos meios de transporte para chegar à Lhasa, temos:

  • AVIÃO

O Aeroporto Lhasa Gonggar (贡嘎 机场) (IATA: LXA) está a 61 km a sudoeste de Lhasa. Há voos de Pequim, Chengdu, Chongqing, Cantão, Kunming, Qamdo, Xangai, Xi’an, Xining e Zhongdian (Shangri-La). Os vôos internacionais estão disponíveis para Kathmandu e Nepal. Posteriormente, é possível pegar um ônibus oficial (¥25), ou táxis localizados fora do aeroporto, ou ainda, alugar um carro particular fornecido pela agência de viagens.

  • ÔNIBUS

Os cidadãos não chineses não estão autorizados a viajar nos ônibus intermunicipais no Tibete. Para os cidadãos chineses, há um serviço de ônibus frequente e barato entre Lhasa e quase todas as partes do Tibete.

  • TREM

A ferrovia Qinghai-Tibete (Qingzang) conecta Lhasa e Golmud, com serviços continuando em Xining, Pequim, Chengdu, Xangai, Guangzhou e Chongqing.

Turistas não chineses não podem comprar bilhetes sozinhos, é preciso a ajuda de uma agência de viagens. Além disso, é difícil conseguir uma passagem durante o Ano Novo Chinês (janeiro e fevereiro) e nas férias de verão (julho e agosto).

  • TRANSPORTE DA ESTAÇÃO DE TREM

Uma corrida de táxi entre a área urbana e a estação de trem deve custar em torno de ¥30 e os motorista não usam o medidor. Certifique-se de fixar o preço com antecedência, para não ser cobrado um valor exorbitante. Como alternativa, é possível pegar um ônibus (¥1) para qualquer lugar do outro lado do rio e, em seguida, pegar um táxi que use o aparelho.

 

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Por se tratar de um local de grande altitude e em região montanhosa, o inverno é extremamente rigoroso

Confira nosso vídeo da série “Antes de vir pra China”, onde damos dicas para você que está planejando visitar esse país inesquecível:

E aí, malas prontas?

 

Por Caroline Malheiros Costa, diretamente de Marília, SP – Brasil

Fontes: Multiplus, WordPress

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