Viagem de intercâmbio para a China

Você já pensou em estudar na China? Não? O número de estudantes brasileiros na China, por menor que seja, vem crescendo lentamente a cada ano. A procura por intercâmbios para aprender uma nova língua ou para adquirir um bacharelado tem se mostrado mais vasta do que a procura por destinos tradicionais como EUA e Europa. Continue lendo para saber mais sobre brasileiros que foram estudar na China!

A influência que a China tem no mercado global é tamanha. Saber falar mandarim ou estudar em universidades chinesas que proporcionem conhecimentos para o mundo dos negócios, abrirá diversas portas no mercado profissional. A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e muitas multinacionais chinesas já se instalaram no Brasil, sendo assim, a demanda por profissionais com conhecimento do mandarim está crescendo. Inclusive, de acordo com o diretor brasileiro do Instituto Confúcio, que é ligado ao governo chinês, senhor Luis Antonio Paulino, empresas chinesas entram em contato com ele para contratar estudantes com o domínio de mandarim. Contudo, a China ainda está sendo “descoberta” entre os intercambistas. Veja aqui o relato de alguns estudantes. Em 2009, o número de brasileiros que estudavam na China era de 797, segundo dados do Ministério da Educação da China.

 

intercâmbio
Universidade de Hong Kong

 

Candidatura

Para se candidatar a um intercâmbio, é preciso saber o foco do estudo, se é aprender mandarim ou realizar um curso superior. Em ambas as escolhas, existem três opções para chegar lá. 

  1. Mandar o pedido de candidatura do curso diretamente para a faculdade. Este é o caso do estudante que irá viajar por conta própria e está fazendo a própria pesquisa.
  2. Inscrever-se em programas de mobilidade internacional da sua faculdade atual. Este é o caso do estudante que está matriculado em alguma faculdade que tem acordo com faculdades no exterior. Provavelmente haverá um processo seletivo entre ambas as faculdades para selecionar um candidato e o curso oferecido já foi previamente combinado entre as faculdades.
  3. Entrar em contato com uma agência de turismo e solicitar opções de cursos para realizar o intercambio.

Lembrando que o processo de admissão para os estudantes internacionais, normalmente tem exigências, como nota mínima em exames de proficiência em inglês ou em mandarim, para cursos superiores ministrados na língua desejada. Além disso, também existe um número limitado de vagas, portanto, é preciso pesquisar bastante. O visto de estudante só será obtido após a aprovação do aluno na faculdade. Os documentos para o visto serão encaminhados pela faculdade, como comprovante de matrícula do ano letivo, formulário de aplicação, carta de admissão da faculdade, além dos documentos pessoais do aluno, como foto 3×4, passagem aérea, comprovante de residência na China, roteiro de viagem e atestado de saúde.

 

Choque cultural de estudantes brasileiros

A maioria dos relatos citam um choque cultural tremendo entre os dois países. Inclusive, em cidades que estão se desenvolvendo rapidamente, como Wuhan, não há muitos estrangeiros, o que causa uma curiosidade nos chineses a ponto de eles tirarem fotos de estudantes brasileiros e apontarem os dedos para mostrar para o amigo que “viu um estrangeiro”.

Nas ruas, em muitos lugares, o trânsito é uma loucura. Motos são pilotadas nas calçadas, junto aos pedestres. Muitas pessoas atravessam avenidas fora das faixas e é comum ver carros andando pela contramão, buzinando a todo tempo.

 

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Via expressa Beijing-Hong Kong

 

Deixando de lado a logística das cidades, o maior choque vem do comportamento dos estudantes na faculdade. O ritmo e disciplina dos chineses são elevadíssimos e difícil de acompanhar. A biblioteca central da universidade tem dez andares e, ainda assim, é difícil encontrar um lugar para sentar.  E quem não encontrar, provavelmente irá para um McDonalds 24h para estudar durante a madrugada. Além disso, festas, pubs, casas de show, bares ou baladas não fazem parte da rotina dos estudantes chineses, pois eles anseiam por excelência e boa imagem.


 

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National Library of China

 

Cada estudante deseja ser o melhor na sua área e procura mostrar excelência em tudo. E lembre-se, não é diferente para um intercambista. A cobrança é exatamente a mesma. Faltas são raras e atrasos não são tolerados, pois é uma ofensa grave.

Em relação a comida, será preciso se acostumar com os pratos, que são preparados com muita pimenta e pouca higiene. Até mesmo o refeitório das faculdades não aparenta ser muito limpo. Todos os pratos são tradicionais e vale a pena sair da zona de conforto para provar pratos exóticos. Para comer algo diferente, é necessário ir a algum fast-food.

 

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Comida chinesa

 

Quer saber um pouquinho mais sobre universidades? Assista nosso vídeo Faculdades na China – A China é assim.

 

Valores

No geral, transporte público é barato, variando entre R$0,50 e R$1 por passagem. Veja aqui nossas dicas de como andar de ônibus, taxi e metrô. A comida nos refeitórios da universidade também são baratas, aproximadamente R$5 por prato.

Cada universidade tem seu próprio preço, contudo, exemplos de valores para estudar mandarim se iniciam em US$ 3,000 para cursos de 4 semanas e podem chegar até US$10,000 para 24 semanas. Consulte uma agência ou a própria universidade para valores e períodos exatos.

E então? Gostou de saber um pouquinho sobre como é estudar na China? Deixe nos comentários sua opinião ou sua experiência, gostaríamos de ouví-la!

 

Por Carolina Ranzoni, diretamente da Nova Zelândia.

Fontes: G1, China Link Trading Blog

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