Importação de malas e mochilas da China

A crise financeira e sanitária atingiu em cheio o setor de turismo. Mas nem tudo está perdido. E eu posso provar! Hoje vamos falar sobre importação de malas e mochila. E aí? Será que vale a pena?

Você sabe como funciona a importação de malas e mochilas da China?

Seja de alça ou de rodinha, as malas são itens essenciais para quem gosta de viajar. 

É praticamente impossível pensar em fazer uma trip, por mais curta que seja, sem levar pelo menos uma malinha.

Por isso, neste artigo vamos mostrar como faz sentido importar malas e mochilas da China. Veja as oportunidades que sua empresa pode encontrar em importar malas da China e ainda economizar. 

Vem com a gente nessa!

Afinal: é ou não é um bom negocio comprar malas da China?

Como as malas surgiram? 

Antes de começarmos a falar sobre importação, vamos entender como as malas surgiram e porque elas são tão importantes para as pessoas na sociedade na qual vivemos atualmente.

O Homem é um ser explorador por natureza. Curioso que só!

 Então, por conta dessa necessidade de ir além do seu habitat, surgiu, também, a necessidade de transportar consigo as suas vestimentas e seus objetos pessoais.

Não há uma data específica de quando foi a primeira vez que o Homem demonstrou a necessidade de utilizar algum objeto para levar seus pertences enquanto viaja.

Mas há relatos de que os primeiros a usar algo que poderíamos, talvez, chamar de mala foram os egípcios na Antiguidade.

De acordo com o pesquisador espanhol Pancracio Celdrán, no seu livro “A História das Coisas”, para transportar seus objetis usavam baús e arcas, de difícil mobilidade por serem pesados.

Ao verem que não era fácil levar aqueles trambolhos para cima, criaram.

Na era medieval, a bagagem tinha vários tamanhos, revestidas com bexiga de animal e forradas com pele de coelho

Era um artigo de luxo, reservado para a nobreza, que utilizavam para guardar roupas finas e delicadas.

Mas foi só no século XIX que o peso das malas começou a diminuir de verdade.

O utensílio passou a ser feito de fibras de linho e cana prensada. 

Entretanto, foi o surgimento da fecho-éclair, do nylon e das fibras artificiais que causou uma revelação no mercado de artigos para viagens.

O pós Segunda Guerra Mundial e a popularização do avião comercial, as pessoas tiveram maior interesse das pessoas em viajar para outros países.

Isso fez a indústria responder a esta tendência e a elaborar melhores bagagens, com produtos com peso e volume cada vez menores.

Mas e as rodinhas? Quando elas chegam? Elas são praticamente recém-nascidas. Foram implementadas nas malas em 1970, por Bernard Sadow

Ele estava incomodado com o peso das bagagens, quando viu uma espécie de esteira com rodinhas, que fazia a mala andar sem esforço. Foi aí que ele criou o modelo com rodas.

Entretanto, o modelo mais parecido com o que usamos hoje foi criado em 1987, pelo piloto de avião Robert Plath.

Ele desenvolveu uma haste na parte de cime da mala, transformando-a numa espécie de carrinho.

Isso tornou a experiência de levar bagagens muito mais cômodas e ergométricas.

Os artigos se tornaram mais popularizados e financeiramente acessíveis para as pessoas e e tornaram item fundamental para realizar uma viagem.

Atualmente, as malas têm vários tamanhos e se adaptaram às necessidades das pessoas, como a mala de mão, criada para atender o limite de peso dos aviões.

Com o avanço da tecnologia, já existem malas que têm baterias, Bluetooth para travas inteligentes, balanças, conchas feitas de materiais sofisticados etc.

Malas passaram por grandes transformações ao longo da história (Foto: Reprodução)

Vale a pena investir em malas e mochilas durante a pandemia?

A pandemia do novo coronavírus  e a alta do dólar trouxeram grande impacto para o mercado de turismo. Por conta da quarentena, dos protocolos de saúde e do preço salgado, o número de pessoas viajando para o exterior diminuiu exponencialmente. 

Entretanto, isso não significa que o brasileiro parou de viajar. A crise deve fazer o empreendedor pensar nas transformações que o mercado proporciona e se adaptar a elas.

Ficou revelado em 2020 que as pessoas hoje estão preferindo viajar para mais perto de onde elas moram. 

O paulistano que estava acostumado ir para Jericoacoara ou Fernando de Noronha, agora vai para São Roque. O gaúcho que ia para o exterior, vai para Gramado.

As necessidades das pessoas de saírem do seu habitat, espairecer a mente e fugir da rotina permanecem com a crise.

A demanda por malas e mochilas permanecem.

A pandemia e a crise financeira mudaram a maneira de viajar (Foto: Reprodução)

Faz sentido importar mala de viagem?

Pode ter certeza que sim! Faz muito sentido importar da China. 

Do ponto de vista nacional, não temos uma fabricação consistente de malas no Brasil. Não somos um grande fabricante, muito menos exportador de bagagens.

Já as marcas americanas de malas são têm toda sua produção oriunda da China também.

Portanto, se colocar na ponta do lápis e avaliar o custo-benefício, vale a pena pensar na possibilidade de importar do país asiático, mesmo em meio à crise, como já foi explicado.

Além do acesso ao produto, a China faz malas mais baratas para revenda e atende às necessidades dos clientes.

O cliente pode personalizar a mala com a sua marca como algum tipo de design próprio da empresa, por exemplo. Com o baixo custo, pode-se precificar por um valor acessível para o comprador.

Mala ocupa muito espaço no contêiner? 

A primeira dica importante que podemos dar é sobre o medo de importar por achar que as malas ocupam muito espaço no contêiner e que isso pode ser um fator negativo para realizar a operação.

Isso é conto da carochinha! Uma dica essencial para você é: prefira comprar vários kits de malas ao invés de adquirir por unidade.

Se você realizar esta segunda opção, a fornecedora te dará três malas de diferentes tamanhos (grande, média e pequena). A vantagem é que elas podem ser colocadas dentro uma das outras.

Faz sentido importar mala desta forma porque sobra espaço para trazer mais por menos.

Importar malas e mochilas da China vale a pena (Foto: Reprodução)

Além disso, quando solicitar o produto da fornecedora, peça a remoção das rodinhas.

Isso também ajuda a ocupar menos espaço no contêiner. Deixe para instalá-las quando chegarem no Brasil.

Fazendo isso, você colocaria em um contêiner o que só caberia em quatro se comprasse por unidade e sem retirar as rodinhas.

Importação de produtos de marca

Um ponto que vale a pena destacar é de você evitar comprar da China malas de marcas conhecidas no mercado.

Para realizar a importação deste tipo de artigo, é preciso pedir autorização para a marca em questão e justificar a razão pela qual sua empresa teria o direito de revender aquele produto.

Este tipo de requerimento costuma ser indeferido porque estas empresas, normalmente têm suas lojas próprias de revenda autorizada.

Então, antes de cometer o erro de trazer produtos de marca sem autorização, saiba: “É cilada, Bino!”

Feira do Cantão

Se você já vende em grande quantidade, considere ir à Feira do Cantão.

É a maior feira multissetorial de importação do mundo.

Lá, é possível negociar com diversos fornecedores, criar uma rede de contatos e viabilizar suas compras da China.

Impostos

Uma burocracia a menos na hora de importar malas da China é que não há nenhuma restrição no que diz respeito à licença de importação, como aquelas do Inmetro, Anatel e outras.

Entretanto existem algumas taxas que serão anexadas ao valor do produto.

São elas:

  • II: 20%
  • IPI: 10%
  • PIS: 2, 10%
  • COFINS: 9,65%
  • ICMS: Varia de estado para estado. Em São Paulo, a taxa é de 18%.

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Texto de Paulo Santos, diretamente de São Vicente/SP


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