Faz sentido importar drone da China?

Neste artigo vamos entender se faz sentido importar drone da China. Um dos produtos em maior ascensão no ramo tecnológico, o produto tem despertado o interesse de muitos investidores.

Mas afinal, compensa importar drones? Quais são as vantagens e desvantagens desta mercadoria e por que importar?

Essas e outras perguntas serão respondidas a seguir. Confira!

Para que serve um drone?

Um dos produtos que tem despertado maior interesse em alguns importadores é o drone. É um item pouco volumoso, de alto valor agregado e capaz de ser muito útil.

Mas o que é um drone? Também chamado de “zangão”, os aparelhos são qualquer sistema controlado remotamente. Os drones foram inventados pelo engenheiro espacial Abraham Karem inicialmente para ser utilizado no meio militar.

Inicialmente, esses aparelhos eram usados para reconhecimento de terrenos, permitindo uma visão aérea. Já serviram como apoio, e meio de ataques e espionagem.

O uso não-comercial dos drones começou em 2006, quando passou a ser utilizado como meio paliativo em desastres, vigilância de fronteiras e combate a incêndios. 

Paralelamente, empresas começaram a usar drones para vistoriar  oleodutos e pulverizar pesticidas em fazendas. 

No mesmo ano, portanto, a FAA decidiu emitir licença para uso de drones de forma comercial.

Atualmente, o produto tem se tornado tendência porque é um produto que, quando surgiu no Brasil, foi muito usado de forma recreativa.

Entretanto, o drone passou a ser uma ferramenta essencial para  irrigar agricultura, inspeção de fábrica, transmissões, fotografia ou vídeos, e outras diversas formas. Ou seja, o drone passou a ser um utensílio profissional.

Drones precisam de diversas certificações para poder ser comercializado e colocar no ar no Brasil

Faz sentido importar drone?

Antes de entrarmos no mérito se faz sentido importar drones, é importante explicarmos quais as etapas que importador teria cumprir antes de trazer este produto.

Primeiramente, saiba que existem várias regras para importar. Várias mesmo! Antes de tudo, há uma série de certificações que precisam ser solicitadas.

Como é um item que envolve a segurança do usuário, ele precisa passar pelo controle de qualidade do Inmetro.

Contudo, não para por aí. Além da primeira licença, é preciso obter autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por ser um produto que capta sinal, assim como um celular.

Ainda sobre a Anac, é preciso cadastrar o produto no Sistema de Aeronaves não Tripuladas (SISANT).

Somado a isso, vale ressaltar que o uso do drone não é livre e indiscriminado.

Existe um controle feito pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para que os drones não sejam utilizados nas chamadas “áreas proibidas”, como penitenciárias e aeroportos.

O Decea exige que o usuário relate quando, onde e por que usará o drone, por meio do Sarpas (Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas).

Ou seja, depois disso tudo, já deu para perceber como os drones são itens dependentes de uma série de burocracias necessárias para o controle da atividade do produto, não é?

Entretanto, essas barreiras todas já seriam, por si só, um empecilho importante para quem pensa em comercializar este produto ou importar para revender. Mas não para por aí.

Fator mercadológico

Existe uma questão óbvia a ser avaliada que é do mercado: é muito parecido com o setor de aparelhos celulares, isto é, grandes marcas predominam no ramo.

Marcas como DJI e Xiomi dominam o mercado e inviabilizam a possibilidade de sua empresa desenvolver sua própria marca no produto por enquanto.

Portanto, não faz tanto sentido importar para comprar e revender estes drones, a não ser que seja para o uso agrícola, que costuma ser utilizado por clientes que adquirem para uso pessoas em suas fazendas e plantações.

Além disso, nunca é demais ressaltar que caso você cogite importar drones de marca, esqueça! 

Já falamos em outras oportunidades neste blog que importação de produtos de marca exige autorização da empresa, o que normalmente não ocorre pelo fato dela ter as suas próprias revendedoras autorizadas.

Dentro disso, você pergunta: “mas eu conheço um amigo que pode trazer pela fronteira.”

Importar drones vale a pena se for para vender ao setor agrário, que usa em larga escala para irrigação das plantações

Então aqui temos outros dois grandes problemas: primeiro que isso é crime. 

A chance dessa pessoa ser presa por contrabando é grande. Portanto, esse já deveria ser um argumento suficiente para convencer você a desistir desta ideia.

Entretanto, ainda há um outro fator estratégico importante que é o fato de que esses drones que você almeja trazer já tem circulação.

As pessoas sabem onde encontrar esses drones e com quem comprar, e com certeza não será um produto contrabandeado.

Portanto, não vale a pena importar para a comercialização, somente para uso próprio. Primeiro por conta das diversas certificações e licenças que precisam ser obtidas para uso e comercialização.

Além disso, ainda é um mercado pouco pulverizado e concentrado, em sua maior parte, nas grandes marcas. Ou seja, dificulta a vida de quem pensa em trazer itens e colocar a sua marca para fazer branding.

Impostos

Agora, se você já viu tudo sobre o uso de drone, as certificações, a realidade do mercado e, mesmo assim, acredita ser um bom negócio importar, deixaremos abaixo os impostos para trazê-lo.

  • II: 20%;
  • IPI: 20%; 
  • PIS: 2,10% 
  • Cofins: 9,65%
  • ICMS: depende de cada estado.

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Até a próxima!

Texto de Paulo Santos, diretamente de São Vicente/SP

Fonte: Marinha do Brasil


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