O Crescimento do Empreendedorismo na China

O grandioso desempenho da economia chinesa não é novidade para nenhum de nós. Desde que abriu suas portas ao mercado mundial, a China apresenta um índice de crescimento anual que, nas suas piores marcas, ainda é invejável por países como o Brasil. Conhecemos a China onde as grandes empresas ligadas ao Estado dominam diversos mercados, mas o que sabemos sobre os pequenos e médios negócios? Neste artigo, vamos compreender o crescimento do empreendedorismo na China e por que ele se tornou uma aposta para o crescimento da economia chinesa nos últimos anos.

 

O Crescimento do Empreendedorismo na China

 

empreendedorismo na China

O súbito crescimento do empreendedorismo na China parece resultar, principalmente, de dois fatores: uma mudança na mentalidade empresarial chinesa e um grande incentivo estatal aos pequenos negócios, sobretudo, no setor tecnológico.

Pesquisas realizadas no país mostram que os empreendedores procuram cada vez mais oportunidades de investimento. Nos últimos anos, quase 15% da população adulta na China está engajada em empreendedorismo, e 11% desse grupo detém ou gerencia um negócio estabelecido.

Grande parte dos empreendedores chineses são jovens – outra característica relacionada à mudança de mentalidade. O plano mais comum dos jovens chineses – se formar na universidade e trabalhar para o governo – foi substituído pela ideia de obter seu diploma e abrir o seu próprio negócio. Ideia que, indubitavelmente, tem se mostrado benéfica à economia chinesa.

“Empreendedorismo de massa” e investimento governamental

 

empreendedorismo na China
Jack Ma é um dos empreendedores mais bem sucedidos do mundo.

O conceito de “empreendedorismo de massa” foi mencionado pela primeira vez em setembro de 2014, pelo Premier Li Kequiang, em seu discurso na abertura do Summer Davos. Nesse ano, a quantidade de companhias recém-fundadas na China havia crescido quase 46% anualmente para 3,65 milhões, e o nascimento de novas empresas despontou como uma grande oportunidade de retomar o crescimento de uma economia que vinha se desacelerando.

O governo chinês reconheceu rapidamente o potencial desta tendência para sua economia em termos de geração de empregos, riqueza e suavização das pressões financeiras. Assim, a partir de 2014, comprometeu-se a incentivar a pesquisa e o desenvolvimento através de políticas públicas que favoreçam o pequeno e médio empreendedor, como a isenção tributária para empresas que desenvolvam novas tecnologias ou novos produtos. Em pouco tempo, o movimento, de fato, mobilizou a desburocratização da administração pública, começando pela eficiência do sistema de financiamento de pequenos empreendedores, até chegar à logística e infraestrutura.

 

Políticas públicas para o crescimento do empreendedorismo

 

empreendedorismo na China
Donos de pequenas empresas recebem grande incentivo governamental na China.

O ano de 2016 escancarou à China o momento inovador pelo qual seu mercado passava: o setor criou mais de 10 milhões de empregos urbanos, colaborou na manutenção da média de desemprego abaixo de 5% e as patentes cresceram 44% no país apenas neste ano. Diante do cenário promissor, o governo chinês divulgou, ainda no ano passado, novas políticas de incentivo ao crescimento do empreendedor. Alguns pontos incluídos nas reformas foram:

 

– O estabelecimento de isenções de tributos às empresas que criam novas tecnologias ou novos produtos, estimulando o desenvolvimento e a pesquisa, incluindo custos de produção de novos equipamentos e até custos de horas extras utilizadas na pesquisa, que passaram a obter suporte oficial do governo;

– A publicação de novas regras para eliminar barreiras na compra e venda de tecnologia pelo Ministério de Ciência e Tecnologia – até 2015, transações de tecnologia acima de USD 765 mil requiriam a autorização de dois ministérios diferentes;

– Não se limitando ao ramo tecnológico, o varejo e os setores off-line também contaram com grandes investimentos em estrutura, logística e estímulo à geração de empregos;

– A garantia de implementação de internet em todo o país, para que os empreendedores chineses possam se conectar com o resto do mundo.

O incentivo intenso e pontual ao empreendedorismo na China é mais uma iniciativa do gigante asiático que poderia inspirar países como o Brasil à transformação social, através da geração de empregos e renda. E você, o que pensa do assunto? Acha que práticas semelhantes funcionariam por aqui? Gostaria de maior incentivo do governo brasileiro aos pequenos e médios negócios? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!

 

Por Laís Barbosa, diretamente de Andirá, PR, Brasil

Fontes: Estadão, Forbes

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