Emissões de CO2 da China estão superestimadas, afirma estudo

Chaminés liberam fumaça de uma planta de aquecimento em Jilin, na China, em imagem de janeiro de 2014 (Foto: Reuters/Stringer)

As emissões de dióxido de carbono (CO2) pela China, o país que mais emite gases do efeito estufa em todo o mundo, foram consideravelmente superestimadas nos últimos anos, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira (19) na revista científica “Nature”.

De acordo com a pesquisa, em 2013, por exemplo, as emissões totais de carbono da China foram 14% inferiores às cifras utilizadas pelo painel de especialistas das Nações Unidas, responsáveis por fornecer o quadro científico para as negociações climáticas internacionais.

O estudo, contudo, não questiona o fato de este país ser o maior emissor do mundo, explicou à AFP Corinne Le Quéré, professora da universidade britânica de East Anglia (UEA).

As emissões totais da China “como país ainda estão bem acima das emissões do segundo maior emissor, os Estados Unidos”, disse.

“Para o período de 2000 a 2013, as nossas estimativas revisadas das emissões acumuladas de gás carbônico provenientes da China são 2,9 gigatoneladas inferiores às estimativas anteriores”, escrevem os autores desse estudo, realizado por uma equipe internacional.

Esse número representa cerca de um terço das atuais emissões globais anuais.

Para 2013, eles estimam em 2,49 gigatoneladas as emissões de CO2 por parte da China ligadas a combustíveis fósseis e à produção de cimento, ou seja, “14% abaixo” das estimativas feitas até agora pelas Nações Unidas e outros organismos internacionais.

As conclusões do estudo “sugere que as emissões de CO2 provenientes da China foram superestimadas consideravelmente nos últimos anos”, resumiu um dos seus autores, Dabo Guan, também professor da UEA, em um comunicado da universidade.

Imagem de março de 2015 mostra pedestres usando máscaras contra a poluição pesada em Pequim. A capital sofre constantemente danos devido à poluição (Foto: Ng Han Guan/AP)

Combustíveis fósseis
“Quase três quartos do aumento das emissões globais de CO2 provenientes da queima de combustíveis fósseis e produção de cimento entre 2010 e 2012 ocorreram na China”, mas as estimativas das emissões chinesas “continuam sujeitas a grande incerteza”, ressaltam os investigadores.

Até agora, a qualidade do carvão não havia sido suficientemente levada em conta. “A China é o maior consumidor mundial de carvão, mas ela queima muito carvão de baixa qualidade (…) em relação ao que é queimado nos Estados Unidos e na Europa”, afirma Guan.

“Quando você queima carvão, que contém energia, libera carbono. Quanto mais energia, mais emissões de CO2. E porque o carvão tinha pouca energia, o que significa dizer que é de má qualidade, produz emissões menos importantes”, explicou ainda Le Quéré à AFP.

Segundo ela, as conclusões do estudo também resultam do fato de que a China tem melhorado a sua coleta de dados e sua qualidade.

Cerca de 70% das emissões de gases do efeito estufa da China vêm do carvão.

A publicação deste estudo ocorre meses antes de representantes de 195 países se reunirem no final do ano, em Paris, para tentar chegar a um acordo para limitar o aquecimento global.

Fonte: G1

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