O efeito espelho das grandes potências

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Um apelo paradoxal do governo chinês está ecoando nas relações internacionais que norteiam o país com os Estados Unidos: Requisição para que um pare de espionar o cerco econômico-militar do outro. O pedido veio diretamente do governo chinês, ainda esta semana, após um avião da marinha americana ter sido interceptado no espaço aéreo chinês; Em contrapartida, a China diz que o avião encontrava-se a apenas dez metros de uma aeronave chinesa.

Os questionamentos a respeito das presenças de força militar americana no mar asiático levam em consideração o fator das duas potências estarem navegando dentro dos mares de seus países aliados, no caso o mar do Japão e o Mar Amarelo, das Coréias, limitando cercos e demonstrando seu Hard Power um perante à outra potência. Desde as denúncias de Edward Snow com a questão avançada de espionagem dos EUA com o resto do mundo, cria-se um ambiente de tensão entre todas as nações ao tocar no assunto. A manobra militar de estratégia e defesa da China, nos últimos meses, demonstra uma preocupação quanto à entrada de submarinos que monitoram as atividades do país.

O porta-voz do ministério da defesa Chinês, Yang Yujun, expressa a posição do governo quando diz que “Se os Estados Unidos realmente esperam evitar um impacto nas relações bilaterais, o melhor curso de ação é reduzir ou parar a estreita vigilância sobre a China”. Com o risco de um conflito armado sendo quase impossível, a economia chinesa pode influenciar as compras estadunidenses no mercado de matéria-prima, principalmente nas vendas da soja para mercados emergentes. A última safra recorde do ano 2014/15 quebrou o mercado brasileiro de soja, impulsionando baixos índices e expectativas. Citando esse exemplo, demonstra-se também que os EUA mantém-se prontos para qualquer eventualidade, seja um confronto direto por mercado competitivo, ou pela exploração das águas internacionais.

É muito interessante poder saber que, ao redor do fim da bipolaridade mundial, a China já decaplicou (10x) seu poderio militar e econômico, mas os EUA permanecem à frente da economia global. Um cenário de concorrência e jogo de poder muito amplo, e que ainda renderá muitas discussões ao longo do tempo.

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Este artigo foi escrito pelo graduando de Relações Internacionais, Luis Gustavo Colalto Silva, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 

 


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