Djibuti: o novo alvo dos investimentos chineses

Os chineses estão cada vez mais presentes na África. Grandes empresas do país asiático estão investindo no continente africano. Uma prova disso foi a recente declaração do premiê chinês, Li Keqiang, ao encorajar empresários chineses a investirem no Djibuti, um pequeno país no Leste da África, durante a visita do presidente do Djibuti à China na semana passada.

 

Quem é o Djibuti?

O Djibuti é uma pequena nação localizada entre Etiópia, Eritreia e Somália, com um território de apenas 23.200 km² e banhado pelo Mar Vermelho. Tem uma população com quase 1 milhão de habitantes. Ex-colônia francesa, tem como línguas oficiais o francês e o árabe, embora as línguas mais faladas cotidianamente sejam o somali e o afar, utilizadas pelas duas maiores etnias do país. O Djibuti é uma nação majoritariamente muçulmana sunita, a qual é designada pela constituição do país como a religião oficial.

 

Onde fica Djibuti?

 

O Djibuti tornou-se independente da França em 1978, sendo que o primeiro presidente do país ficou no poder por 21 anos. O crescimento das tensões entre o partido do governo e da oposição levou a um conflito armado na década de 1990, o qual apenas terminou com um acordo de partição de poder em 2000. O atual presidente, Ismail Omar Guelleh, está no seu terceiro mandato e vem enfrentando protestos organizados pela oposição, sendo que a política do país é dominada pela etnia somali.

Cercado por países instáveis e que enfrentam problemas com a militância islâmica, o Djibuti tem uma proposta econômica muito ousada: transformar-se a “Dubai africana”. O país, ainda muito desconhecido pelos turistas, conta com uma base militar dos Estados Unidos e também da Legião Estrangeira francesa e está sendo descoberta pelos homens de negócio. Sua principal missão é transformar-se num hub, uma espécie de porto regional e ser um centro logístico no Golfo do Áden, o local de maior tráfego de navios mercantes do mundo, visto que fica próximo ao canal de Suez, no Egito, que liga Europa à Ásia.

 

djibouti

 

Assim, com vários projetos bilionários de investimentos em infraestrutura, principalmente a construção de um novo aeroporto, prometem impulsionar a economia do país. Além disso, o Djibuti está investindo no turismo, construindo uma rede de hotelaria ecológica, baseada nos assentamentos nômades, mas com todo o conforto moderno, como eletricidade e que possibilita ao turista observar a Via Láctea a olho nu. O país ainda conta com paisagens naturais exuberantes, especialmente praias, e novos resorts estão sendo edificados para atenderem aos turistas. O turista também pode se encantar com o sincretismo cultural do país, visto que ele mistura tanto características francesas quanto árabes na arquitetura.

 

Quais são os interesses chineses no Djibuti?

Não é nenhuma novidade para os analistas de Relações Internacionais que a China está buscando expandir a sua presença global através de maciços investimentos. Isso acontece através do projeto da “Nova Rota da Seda” e também com os crescentes investimentos em infraestrutura e energia realizados na África.

 

Djibuti

 

O Djibuti foi escolhido como o local da primeira base militar no exterior da China. Segundo as informações oficiais, a intenção do governo chinês é ajudar na manutenção da paz e na ajuda humanitária a países africanos e do Oriente Médio. A base militar também servirá para auxiliar na cooperação militar, treinamentos navais e de resgate. Ainda não se sabe quando a base estará em pleno funcionamento ou qual o número de tropas que permanecerão nessa base. Analistas de Relações Internacionais dizem que por trás dessa base está a intenção de reforçar a presença militar chinesa, e consequentemente o seu poder de influência na África. Basta lembrar que os chineses já participam de uma missão de paz da ONU no Sudão do Sul, país rico em reservas de petróleo e alvo de interesse dos chineses. Ademais, como já dito anteriormente, o país localiza-se num ponto estratégico do comércio internacional.

O premiê chinês, Li Keqiang, disse que a sua intenção de incentivar a ida de investimentos chineses no país africano seria para fortalecer a cooperação Sul-Sul e as relações diplomáticas entre os dois países, estabelecidas desde a independência do país. Segundo informações governamentais, os investimentos chineses iriam para projetos de infraestrutura e de aumento da capacidade de produção industrial.

Para ficar por dentro de todas as notícias referentes à China, continue acompanhando o nosso blog!

 

Por Victor Fumoto, diretamente de Indaiatuba, SP, Brasil

Fontes: China Daily; BBC

Gostou desse artigo? Então confira mais conteúdos e acompanhe as novidades em nossas redes sociais:

Facebook  |  Canal do Youtube  |  LinkedIn   |  Instagram   | Twitter |  Google +


Veja Também


Deixe seu comentário