Dicas para quem está começando a importar da China!

A China é hoje a segunda maior economia do mundo, logo atrás dos Estados Unidos. Em tempos recentes, as duas maiores superpotências econômicas do mundo estão envolvidas na maior guerra comercial da história, causando reflexos na economia global. Entenda as origens dessa guerra clicando aqui. No Brasil, essa instabilidade mexe, por exemplo, com o valor do dólar, sendo a moeda estadunidense essencial para quem deseja fazer uma importação.

Apesar da alta do dólar assustar quem deseja importar da China, especialmente os pequenos empresários e quem é novo no ramo da importação, isso não deve desanimar àqueles que almejam incrementar os seus negócios por meio da compra de produtos chineses. Confira a seguir algumas dicas sobre importação da China para quem está iniciando suas operações nessa área e uma curiosidade da China para aqueles que querem viajar e conhecer mais sobre esse país!

 

importar da china

 

Posso importar da China com um valor menor?

Existe no mercado uma modalidade, chamada Door to Door (Porta a Porta), muito praticada por pessoas físicas e MEIs (Microempreendedor Individual), na qual empresas de Courier, como a Fedex, a DHL, UPS, dentre outras, fazem todo o transporte da sua mercadoria da fábrica até a sua casa.

Essa modalidade serve àqueles que não têm um capital de investimento muito alto e que necessitam trazer produtos em uma escala menor. Infelizmente, pela política tributária brasileira, quem importa menos é mais penalizado devido à alta carga de impostos cobrados em cima das mercadorias importadas.

Vale lembrar que as MEIs podem importar, por serem pessoas jurídicas, apesar de haver um limite no valor de faturamento de até R$ 60 mil por ano e desde que tenham o seu RADAR habilitado.

 

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O RADAR é um sistema utilizado pela Receita Federal e sem ele, você não pode importar da China.

 

Entenda no vídeo a seguir como funciona a relação entre a habilitação do RADAR e os impostos de importação.

Importar da China é coisa séria, então dê uma olhada no nosso canal e faça o melhor negócio possível!

 

O RADAR Siscomex

Todos que querem importar precisam ter uma habilitação no RADAR Siscomex, um sistema da Receita Federal que regula as operações de comércio exterior. Há três modalidades de RADAR: a expressa, a limitada e a ilimitada, cada modalidade atende à uma necessidade diferente do importador.

Quer saber mais sobre o RADAR? Confira o nosso vídeo explicando mais sobre o assunto aqui!

 

O que é o aluguel de container?

Uma prática comum dentro dos procedimentos de comércio exterior, oferecido por empresas de logística, as quais compram lotes de contêiner por alguns meses e acabam alugando um espaço dentro dos contêineres. Assim, a empresa pode alugar tanto um contêiner inteiro, quanto um espaço dentro dele, sendo esse último serviço similar ao processo de consolidação de carga.

 

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O aluguel de container é uma prática cada vez mais comum de quem importa da China.

 

Qual a importância da consolidação de carga na importação da China?

Você decidiu que quer importar da China, encontrou diversos fornecedores para uma mesma linha de produto ou até mesmo para mercadorias sem relação entre si. Na hora de trazer o seu produto ao Brasil, fica a dúvida de qual a melhor forma de embarcar a sua mercadoria vinda de fornecedores diferentes. Quando essa situação surge, você pode optar pelo processo de consolidação de carga, no qual a empresa transportadora irá alugar um espaço em um contêiner, no qual você poderá trazer a sua importação.

A vantagem em utilizar esse serviço é o barateamento de custos, pois você consegue fazer tudo isso num único processo de desembaraço aduaneiro e dentro de uma única nota de compra.

 

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A consolidação de cargas pode baratear o seu processo de importação.

 

Por que importar da China?

Uma das questões mais comuns e legítimas que alguém pode fazer é: por que eu devo importar? Não seria muito melhor comprar de um fornecedor brasileiro? A resposta para essa pergunta é complexa, porque é relativa.

Sabe-se muito bem que a economia brasileira anda a passos de tartaruga e que acabamos de sair da pior recessão da história do país. Então, é relevante as pessoas se questionarem se devem ou não importar da China ao invés de estimular a economia nacional, comprando de produtores brasileiros.

 

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Os produtos chineses estão cada vez melhores no quesito qualidade.

 

Colocando os argumentos nacionalistas à parte e adotando um ponto de vista pragmático, prático, fazer uma importação da China pode ser benéfica para a economia do Brasil por algumas razões.

Primeiro, deve-se deixar de lado a ideia de que os produtos “Made in China” são de péssima qualidade. As empresas chinesas estão investindo pesadamente em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e em novas tecnologias para agregar valor ao produto fabricado na China. Isso torna competitivo os produtos “Made In China” tanto no mercado internacional, quanto no doméstico, este sendo o maior do mundo, com um grande poder aquisitivo e potencial para crescer, e que está por sua vez tornando-se mais exigente.

Um segundo argumento seria sobre a necessidade da importação da China. A capacidade produtiva do Brasil não é capaz, atualmente, de fabricar tudo aquilo que a indústria e comércio brasileiro absorve. Ou seja, se deixássemos de importar agora da China, muitas atividades e setores da economia ficariam parados e prejudicados, porque a oferta nacional não é suficiente para suprir a atual demanda. Ademais, como já mencionado no parágrafo anterior, os produtos chineses estão saindo das fábricas muito melhores do que anos atrás e sua tecnologia, em alguns setores, é superior à brasileira.

 

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Importar da China pode alavancar os negócios da sua empresa!

 

O terceiro e último argumento é de que, por conta da estrutura fiscal do Brasil, é mais vantajoso para quem está começando um negócio próprio ou para o proprietário de uma micro e pequena empresa importar da China do que comprar de fornecedores nacionais. É sempre bom lembrar que a China possui uma vantagem competitiva muito grande, devido à mão-de-obra barata (uma situação que vem mudando recentemente) e o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Por isso, dependendo do produto, torna-se mais barato e rentável ao negócio importar dos chineses.

 

Qual o melhor VPN para se usar na China?

Dica valiosíssima para quem pretende visitar a China um dia!

Você sabe o que é um VPN? É uma sigla em inglês para Virtual Private Network (Rede Privada Virtual, em português). Quase todos os estrangeiros, quando vão para a China, utilizam um aplicativo desses para acessar sites que são proibidos pelo governo chinês, como o Facebook, Youtube, Instagram, Twitter e até mesmo o Google e seus derivados, como o Gmail. Já o WhatsApp, tão utilizado pelos brasileiros, funciona bem para mensagens, todavia é bem devagar para envio de fotos e vídeos.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira o nosso vídeo sobre os sites proibidos aqui!

O VPN conecta o seu computador ou smartphone com um servidor fora da China para que você possa acessar esses sites. Para quem for viajar para lá, recomenda-se comprar um serviço de VPN antes. O governo chinês tem restringido ainda mais o controle sobre a Internet e alguns VPNs já não funcionam mais. Portanto, antes de ir à China, fique atento se o seu VPN realmente funcionará para não ficar na mão! Uma vez na China, não é mais possível fazer o download de aplicativos de VPN. Mas, em emergência, busque alguém que tenha o aplicativo no celular e o transfira por Bluetooth ou infravermelho.

Algumas pessoas podem perguntar: mas os chineses não sentem falta desses sites e aplicativos proibidos? A resposta é não, pois na China há sites similares aos que são bloqueados. Por exemplo, o WeChat (微信; WĒIXÌN) funciona como o Facebook Messenger; o Weibo ( 微博; WĒIBÓ) como o Twitter e o Baidu (百度, Bǎidù), como o Google. Os chineses estão acostumados a usar esses aplicativos no seu dia-a-dia e não sentem falta das suas versões internacionais. O Wechat, por exemplo, não é apenas uma rede social, pois muitos serviços financeiros podem ser feitos através desse aplicativo, com a tecnologia We Pay. Os chineses costumam utilizar seus celulares para pagar seus compras, tanto que celular como Xiaomi possuem uma sessão chamada “Mi Wallet”, que funciona como uma carteira de cartão de créditos.

Saiba mais sobre o assunto deste artigo assistindo ao vídeo a seguir. Aproveite e se inscreva no nosso canal e acompanhe nossa nova série sobre milionários da China!

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Mande a sua pergunta para nós ou entre em contato conosco por aqui!

 

Por Victor Fumoto, diretamente de Indaiatuba, SP – Brasil

Fonte: Canal do Youtube da China Link Trading

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