As Vantagens do Corredor Econômico China-Paquistão

Em 2013, durante a visita do primeiro-ministro paquistanês à China os países apresentaram uma proposta para estabelecer a Comissão de Cooperação Conjunta de Planejamento do Corredor Econômico China-Paquistão (CECP). Com o objetivo de construir uma rede de 3 mil quilômetros de estradas, ferrovias e oleodutos, que liga Kashgar, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, e o Porto de Gwadar no sudoeste do Paquistão. Desde então, os países vêm desenvolvendo o corredor que trará vantagens tanto para os dois países, quanto para a Eurásia e a economia da região do Oceano Índico.

 

Corredor Econômico China-Paquistão

 

Corredor Econômico China-Paquistão
Corredor Econômico China-Paquistão

No ano de 2016, foram alcançados avanços positivos em infraestrutura de transporte, energia e educação, como,por exemplo, a construção do Porto de Gwadar e suas facilidades de apoio aceleraram, assim como a introdução do investimento estrangeiro aos parques industriais. Essa aceleração do progresso deve-se à pressão do primeiro-ministro paquistanês, que afirma aos seus ministros que o rápido progresso nestes projetos é necessário para tratar das falhas existentes e demandas futuras.

Ambos os governos presentes no acordo da construção do corredor se mantêm otimistas sobre as vantagens que o programa trará para os países e para a região, visto que,com as obras,a demanda de emprego aumentará e ajudará o desenvolvimento de regiões mais subdesenvolvidas dos países. Também é importante salientar que o CECP pode ser um catalisador para a conectividade econômica e integração na Ásia Central, Ásia Meridional e Ásia Ocidental.

Corredor Econômico China-Paquistão

Entretanto, o maior beneficiado do projeto seria a China. Além de exportar seu excesso de capacidade em construção, o governo chinês busca a facilitação do transporte da matéria-prima que necessita para manter sua economia crescendo: o petróleo. Ter também um porto próximo ao Golfo Pérsico permite que a China encontre uma alternativa ao estreito de Málaca, por onde passa a maior parte do petróleo importado pelo país.

Através desse projeto e da promoção do desenvolvimento econômico do Paquistão, a China procura conter a influência de grupos militares paquistaneses em Xinjiang. O projeto faz parte de um projeto de diplomacia chinesa que vai muito além da Ásia, pode-se levar em consideração o fato de que a maior parte das importações chinesas da América do Sul passa pelo canal do Panamá, lugar onde o custo do transporte aumentou ao longo dos anos. Uma alternativa para escoar os bilhões de dólares em minério de ferro e soja do Brasil para a China pelo Pacífico reduziria os custos de uma forma significativa.

Já a parte paquistanesa considera o Corredor Econômico China-Paquistão um projeto piloto do conceito estratégico de “um cinturão e uma rota” e que o corredor está se tornando em uma “chave” para o aprofundamento da colaboração econômica entre os dois países. Autoridades do Paquistão já declaram que o Corredor Econômico irá fortalecer os intercâmbios e contatos entre os dois países e que será parte da construção de uma “comunidade de destino comum” entre a China e o Paquistão. Portanto, apesar do maior beneficiado do projeto ainda ser a China, o CEPC ainda irá beneficiar consideravelmente o Paquistão.

 

Por Nathália Gasparini, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fonte: Folha, People, Xinhuanet

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