Como acessar a internet na China?

No artigo de hoje vamos entender como acessar a internet na China, onde os sites são bloqueados. Veja maneiras de como escapar da censura no país.

Como acessar redes sociais na China? Existe alguma solução? Veja isso e muito mais agora. Siga a leitura!

Por que o acesso a internet na China é bloqueado?

Se depender da China, seu acesso à internet por lá só será permitido dentro dos limites do Partido Comunista Chinês. 

Por isso, o país tem uma política de forte censura ao acesso à informação. É importante que você saiba  que o governo controla as mídias e redes sociais, para que a população saiba apenas o que o PCC quer que elas saibam. 

Isso não significa, no entanto, que não haja nenhuma plataforma digital por lá. Essas ferramentas são, geralmente, para que a Cúpula tenha todo o controle da situação. 

A mudança iniciou na era Hu Jintao, que governou o país até 2013. Entretanto, o seu sucessor, o atual presidente Xi Jinping, aumentou as restrições. 

O motivo desta política é que a China quer um país unilateral, que defenda a nação acima de tudo.

Por esta razão, o acesso à internet foi fortemente controlado, para não serem influenciados com notícias contra o regime.

O acesso à notícias também é controlado. É o Partido que decide se uma notícia é fake news, e não os meios de comunicação. 

Além disso, o Google é proibido por lá. Todos os serviços do site são bloqueados.

Desde a previsão do tempo, mapas, e-mail, até mesmo o Google Drive, usado para armazenar arquivos, não funciona.

Além disso, redes sociais como Instagram, Facebook e Whatsapp são bloqueados também.

São vedados também aplicativos de banco, blogs, sites e portais de notícia e o Wikipedia.

Sites como Google são proibidos na China. Veja as alternativas para superar os bloqueios

Como acessar a internet na China?

Portanto, em um cenário como esse, o que um estrangeiro deve fazer para ter acesso a internet e evitar um maior controle da sua internet na China?

Uma opção é um serviço de roaming, pelo qual você tem acesso a internet como se estivesse no Brasil, conectado a uma rede que não passa por essa censura local. 

O problema é que o serviço é lento e bem caro, podendo chegar a cerca de R$80 por dia. 

Outra alternativa é comprar um pacote de VPN (Virtual Private Network).

O serviço realiza uma espécie de maquiagem na sua rede de internet, de forma que faz parecer que sua conexão é de outro país.

Caso essa seja a sua opção, evite usar VPN gratuito, porque não há garantias que suas mensagens serão protegidas.

Isso porque quando usamos esse recurso, passamos nossos dados para conseguir o acesso a internet. 

Portanto, é melhor contratar um VPN pago, que é muito mais seguro e profissional. Alguns muitos usados são o Express, Strong e a Astrill VPN.

O ponto negativo do VPN é sobre a velocidade da navegação.

Por ser um sistema que usa a localização de um outro país para o seu celular na China, isso deixa a navegação um pouco mais lenta.

Entretanto, você tem a vantagem de conseguir acessar os sites que você quiser mesmo em um país em que tais plataformas são impedidas.

Nem o Google Maps, caso você esteja perdido na China, será possível usar sem um bom VPN.

Redes sociais também são têm acesso proibido pelo governo chinês, como medida de controlar o acesso à informação da população

Não deixe para comprar o VPN na China

Justamente pelo fato dos sites na China serem bloqueados, obviamente você não conseguirá comprar um serviço de VPN quando estiver por lá.

Por esta razão, opte por contratar com alguma antecedência o serviço antes de partir.

Aproveite, e busque conselhos com profissionais da área de sistema de informação para tirar todas as dúvidas e escolher as melhores opções de VPN.

Mas de todas as formas, isso já mostra que, apesar da liberdade econômica que o governo garante aos seus cidadãos, a China ainda detém todo controle de mídia e comunicação do país.

Por isso, tome cuidado para não cometer o erro de falar mal do governo durante o uso desses sites, para não correr o risco de, ainda sim, ser flagrado e deportado do país.

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Até a próxima!

Texto de Paulo Santos, diretamente de São Vicente/SP


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