Peixes chineses se destacam na exportação

O programa do canal Globo, Fantástico, mostrou no domingo (19) o terceiro episódio da série de reportagens gravadas ao longo do rio Yangtsé. A série que se chama “A Jornada da Vida” busca nos mostrar os frutos que a água deste famoso e histórico rio trouxe à região do sudeste asiático. O rio Yangtsé é o maior rio da Ásia e um dos mais famosos da China, juntamente ao Rio Amarelo e sempre possuiu uma notória importância na sobrevivência dos povos estabelecidos naquela região desde muito antes de Cristo (esta maneira de organizar o calendário é um costume cristão) e dá destaque à crescente produção de peixes chineses nas margens deste rio.

Além da grande importância de sua água para a utilização dos arrozais, tem se destacado também ao longo deste grande canal chinês a produção a nível industrial de pérolas. Estas, costumam ficar expostas em grandes mercados especializados na China onde os compradores (donos de lojas nacionais e estrangeiras) barganham de acordo com preços e quantidades, podendo reduzir os preços consideravelmente neste negócio.

A alimentação chinesa, por mais variada que seja de acordo com a região, tem em comum o hábito de se comer muito peixe. O peixe pescado e produzido no rio Yangtsé é de extrema importância para a demanda do alimento para o mercado chinês e também para o mercado internacional, hoje chegando ao índice de a cada 10kg de peixes produzidos no planeta, 7kg serem de origem chinesa.

 

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Peixe agridoce. Fonte:  youyi.com.br

 

Demanda chinesa 

Ao se tratar da China é sempre necessário um reajuste de escalas ao falarmos de quantidades e conceitos. Uma cidade considerada média na China, é considerada uma metrópole para os parâmetros populacionais brasileiros. O desafio de alimentar uma população de 1,3 bilhões de pessoas é de extrema importância para um país que já sofreu tanto com a fome em períodos anteriores. A alimentação dos chineses mudou muito com a sua ascensão econômica e também a chegada dos fast-foods nas grandes metrópoles (que abrigam a maioria da população). Diferentemente da comida americana a qual estamos acostumados no Brasil onde há um grande consumo de carne como bifes ou pratos a base de carne, os chineses costumam utilizar a carne como um adereço na maioria de seus pratos, adicionado apenas para sabor e consumo de proteína. Ainda assim, chineses são conhecidos pelo grande consumo de carne, principalmente de frango, apesar da queda do consumo ocorrida devido a gripe aviária. Esses  surtos de gripe aviária fizeram com que os chineses cultivassem o hábito de consumir mais carne de peixe e carne bovina.

Outro elemento muito importante da alimentação e da cultura milenar chinesa é o consumo do arroz que é ingerido, ao menos, em uma refeição ao dia do cidadão chinês (hábito com o qual nós, brasileiros, temos muito em comum). O arroz demanda muita água em sua irrigação, o que faz com que as  plantações se localizassem ao longo da margem do rio Yangtsé.

Consumo de carnes

As mudanças na alimentação dos chineses, como o aumento do consumo da carne de peixe e bovina, impulsionam as importações de soja, sendo que cerca de 80% da demanda de soja chinesa é utilizada na produção de ração para os animais. O Brasil, sendo o segundo maior produtor de soja (atrás apenas dos EUA), é diretamente influenciado por essa gigantesca demanda chinesa por soja devido à sua relação econômica.  Outro fator decisivo é o conflituoso comércio de carne de frango entre China e Brasil que causou neste ano a aplicação de medidas de dumping. 

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                       Peixes secos num mercado chinês. Fonte: dreamstime.com

Comércio Internacional de peixes

O consumidor brasileiro vem cada vez mais optando por peixes chineses e vietnamitas, tendo aumentado seu volume importado dez vezes entre 2010 e 2014, em um negócio que movimentou cerca de US$ 1,3 bilhão por ano. Os mais populares são os baratíssimos peixes congelados como a conhecida “polaca do Alasca”. O fator econômico que põe o peixe asiático em grande vantagem é o fato de seu preço ser menor do que os peixes nacionais, mesmo contando todos o encargos. A China e o Vietnã em 2010, somados, forneceram mais peixes ao Brasil do que o Chile (seu principal fornecedor).

Pesquisas indicam que ⅓ dos peixes congelados consumidos na Bahia vem da China, esses peixes viajam mais de 15.000 km de distância até o Brasil e os mais populares são: olaca do Alasca, filé de bacalhau e bacalhau do Pacífico.

Por Mariana M. Fidalgo Marília, SP – Brasil

Fontes: Uol; China Link Trading.

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