A China em busca da Quarta Revolução Industrial

A ideia de robôs dominarem as decisões e papeis de anos futuros assusta? Apesar do advento da internet ter marcado o início da terceira revolução industrial em âmbito mundial, as tecnologias direcionadas por big data, tais como as tecnologias de Inteligência Artificial (IA) têm sido primordiais para a chegada da quarta revolução Industrial.

Você deve estar se perguntando: “Como a largada para a quarta revolução industrial tem acontecido na China”? De fato, os rumores na China a respeito da quarta revolução industrial têm sido um assunto de grande destaque para a economia da país.

 

Robos e o advento da Quarta Revolução Industrial

 

Aspectos viabilizadores para a Quarta Revolução Industrial na China

A China é um país que se destaca em termos econômicos e tecnológicos e, por este motivo, o planejamento de uma quarta revolução industrial no país tem sido um aspecto bastante discutido e considerado pelos líderes do governo chinês. Desta forma, com o início de uma quarta revolução industrial, a China está propondo uma revitalização da fase prévia da globalização comercial.

De acordo com o Relatório da Tecnologia de Informação Global de 2016 do Fórum Econômico Mundial, a China tem demonstrado, desde então, determinação a fim de ser considerada um dos países pioneiros de uma quarta revolução Industrial no mundo e, este fato pode ser explicado devido ao crescimento da capacidade de inovar do país chinês e, também, por ter se mostrado um país bem sucedido ao investir seus ganhos de forma significante, ocasionando bom impacto econômico ou social.

 

As características da Quarta Revolução Industrial

A quarta revolução industrial será determinada pelo processo de aceleração de aspectos como automatização e conectividade, além dos aspectos relacionados à economia, tanto em nível empregatício quanto em nível de preços, considerando também a taxa natural de juros e desigualdade. Desta forma, esta revolução marcará o custo decrescente da computação e de dispositivos conectados; a facilidade de implementação de algoritmos de Inteligência Artificial (IA), assim como a queda radical no preço do sequenciamento genético. Por este motivo, apesar da China ser um país em desenvolvimento, esta também  que tem se destacado em termos de velocidade e magnitude de transformação estrutural no curso desse processo da quarta revolução industrial.

 

A Inteligência Artificial na Quarta Revolução Industrial

 

O planejamento chinês para o advento da Quarta Revolução Industrial

Por se tratar de um país ainda em desenvolvimento, a China tem se planejado para a chegada da quarta revolução industrial. Este planejamento está primeiramente relacionado ao reequilibrio de sua economia com o intuito de tornar o país menos dependente das exportações e adquirir maior peso para o consumo doméstico. No entanto, a China também tem sido cuidadosa, pois o país não pode abrir mão de atividades de fabricação intensivas em mão-de-obra barata e simplesmente viabilizar a oportunidade para outros países aplicarem esta em política de mão de obra.

O processo de reequilíbrio da China tem acontecido de forma lenta e esta transição tem o seu ponto de partida de baixos índices de consumo, baixos níveis de gastos sociais públicos e alta poupança doméstica.

 

O papel da BRICS na Quarta Revolução Industrial

Na data do dia 25 de julho deste ano, a cidade sul-africana de Joanesburgo presidiu a 10ª cúpula dos BRICS, na qual teve como foco a discussão sobre a quarta revolução industrial e o desenvolvimento das tecnologias modernas e como o tema principal da cúpula a “Colaboração para Crescimento Inclusivo e Prosperidade Comum em meio à Quarta Revolução Industrial“.  O nome BRICS refere-se ao conjunto econômico de países reconhecidos como “emergentes”, formado atualmente pelo BrasilRússiaÍndiaChina e África do Sul. Este conjunto econômico não pode ser reconhecido como um bloco econômico oficial devido ao fato de não possuir um estatuto ou registro formalizado.

Com o intuito de fomentar o diálogo de forma respectiva, as autoridades da África do Sul que foram as responsáveis por presidir o evento, convidaram diversos especialistas ao redor de todo o mundo. Desta forma, 10ª cúpula dos BRICS contou com a presença de especialistas de outros 9 países africanos, incluindo a Angola, e os Estados convidados no âmbito do projeto proposto pela China no ano passado, isto é, a Argentina, Indonésia, Egito, Jamaica e Turquia.

 

A China é um páis com potencial para participar da Quarta Revolução Industrial

 

A China, assim como os demais países pertencentes a BRICS possuem como objetivo principal compartilhar o desenvolvimento, especialmente no novo cenário imposto pela chamada quarta revolução industrial para que haja menos barreiras, mais decisões justas e, respectivamente, mais implicações para o desenvolvimento econômico das nações emergentes. Com relação ao cenário da quarta revolução industrial, embora a china e os demais países em desenvolvimento estejam se empenhando, não se pode negar que os primeiros países que serão beneficiados são aqueles desenvolvidos, como por exemplo, a Suiça e a Finlândia, entre outros.

Dado o exposto, pode-se afirmar que a China é um país em potencial para mudança da terceira revolução para a quarta revolução industrial, principalmente devido ao seu perfil inovador e tecnológico. No entanto, ainda há bastante a se organizar, principalmente em termos econômicos para que os benefícios da quarta revolução industrial sejam favoráveis à população chinesa.

E você? O que acha da Quarta Revolução Industrial e será que o Brasil está preparado para ela?
 

Fontes: Poder 360; Jornal GGN; World Economic Forum; Agência Brasil; Correio da Unesco; Diplomacia Civil; Ciso Mag; Light Up Desenvolvimento Humano.

Por Laura Mochiatti Guijo, diretamente de Marília, SP, Brasil

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