China proíbe pombo-correio em Pequim

Não abra a janela do táxi. Não compre um aeromodelo radio controlado sem autorização do chefe de polícia. E não solte seu pombo-correio. Pequim está reforçando a segurança para o importante Congresso do Partido Comunista que está por começar, e algumas das medidas parecem extremamente bizarras.

O congresso, que será aberto dia 8, apontará novos líderes para dirigir o país mais populoso e a segunda maior economia do planeta ao longo dos próximos dez anos.

A maioria das medidas de segurança foram implementadas em tempo para o início, ontem, de uma reunião do Comitê Central, o órgão com cerca de 370 integrantes que está concluindo os preparativos para o congresso.

As medidas de segurança talvez demonstrem acima de tudo que a China está tentando eliminar qualquer possibilidade de perturbação.

O governo bloqueou buscas pelo termo “18 congresso do partido” nos sites do país. Mas os internautas conseguem contornar o bloqueio utilizando ideogramas parecidos com “congresso do partido”. Um dos substitutos é “Esparta”.

Os taxistas foram instruídos a remover as maçanetas de abertura de janelas, a não circularem nas regiões de segurança da cidade e a não abrirem suas portas ou janelas ao passar por pontos importantes. Alguns taxistas, mas não todos, foram instruídos a solicitar que os passageiros assinem um termo de compromisso se desejarem ser transportados para perto da Praça Tiananmen.

Li Tianshu, que trabalha em uma companhia de investimento em Pequim, disse que não acreditou na informação de seus amigos quanto à remoção das maçanetas das janelas dos táxis até que viu por si mesma, dias atrás.

Três das quatro janelas do carro haviam tido as maçanetas removidas, conta. “O motorista me disse que a frota solicitou que ele o fizesse para evitar que passageiros distribuam panfletos”, diz.

Uma mensagem que circulou no Weibo instruía os taxistas a ficarem em guarda contra passageiros que tentem lançar balões contendo slogans ou atirar bolas de pingue-pongue com inscrições reacionárias. Não se sabe qual é a origem da mensagem, e não foi possível confirmar sua autenticidade.

Chen Jieren enfrentou problemas com as regras de segurança no domingo quando o cabo de sua faca quebrou durante a preparação do jantar.

“Fui informado pela polícia de que a venda de facas está proibida, até mesmo navalhas para apontar lápis. Tive de apanhar uma faca velha e tentar afiá-la”, disse, com ar de desânimo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Por Douglas Pazelli – Diretamente da China
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