China será a maior potência mundial?

Neste artigo vamos entender como – e se- a China irá ultrapassar os Estados Unidos como a maior potência econômica do mundo. 

Afinal, o país asiático tem condições de se tornar a nação mais rica e poderosa do planeta?

O que falta para alcançar este status?

Fica por aqui para entender!

Por que a China cresce economicamente?

Você já deve ter escutado vários comentários em telejornais, artigos, programas de rádio e até em alguns dos nossos vídeos a respeito da China tornar-se a maior economia do mundo.

Esse assunto se tornou ainda mais forte durante a pandemia do novo coronavírus.

O país se tornou referência nas medidas de combate à doença, e ante ao cenário catastrófico da economia, foi a primeira grande nação a sair da recessão e a ter apontar crescimento.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) da China deverá crescer 8,2% em 2021.

Enquanto que, a estimativa de crescimento econômico dos Estados Unidos para este ano é apenas a metade do superávit chinês, ou seja, 4%, de acordo com o Federal Reserve (Fed), banco central americano.

Esta grande projeção na economia ocorre graças aos esforços da China para ajudar a conter o novo  coronavírus e medidas para aliviar o impacto da crise e sustentar a retomada.

Ao passo que especialistas já consideram de forma cristalina a possibilidade de, em poucos anos, que a China será a maior economia do mundo e que irá superar os Estados Unidos.

PIB da China deverá ser de 8,2% em 2021, o maior do mundo (Foto: Reprodução)

Mão de obra barata

O debate sobre o crescimento da economia chinesa acontece há anos, e se fortaleceu com a abertura da economia do país, em 1979. 

De lá para cá, houve um crescimento muito veloz no desenvolvimento industrial da China, que rapidamente se tornou uma das grandes potências econômicas do mundo.

Muito disso se deve à mão de obra barata que era investida. Os funcionários recebiam pouco para trabalharem demais. 

Agora, 42 anos depois da chegada do capitalismo na China, muitas coisas mudaram.

Não é verdadeira a afirmação de que o crescimento econômico deve-se ao baixo salário pago aos seus funcionários.

É fato que muitos países investem em manufatura chinesa tendo em vista a exportação de produtos da China para outros lugares do mundo.

Entretanto, nenhum país vive de mão de obra barata e exportação de produtos prontos.

Mesmo que esta atividade agrega valor à China por gerar emprego, exportar grandes quantidades de produto, promover infraestrutura e movimentar os portos do país.

Apesar disso, a exportação chinesa não é o principal fator que alavanca a economia a ponto de promover um crescimento tão grande aos cofres do país ao ponto de chegarem a 8,2% de estimativa no PIB para 2021.

Estados Unidos x China: a guerra cambial 

Antes de mais nada, é preciso compreender que os Estados Unidos estão numa situação economicamente oposta à China por terem sido muito prejudicados pela pandemia, com enorme número de desemprego.

Além disso, os americanos travam uma guerra cambial com o país asiático devido ao grande déficit comercial entre os dois.

As companhias do país asiático dominam o mercado mundial com a exportação de  bens de consumo, como roupas e eletrônicos, commodities, como soja e ferro, e tecnologia, com empresas como a Huawei.

Com este cenário cada vez mais em evidência, a China começa, também, a confrontar grandes empresas ocidentais.

Para se ter uma ideia da sobreposição da China no comércio em relação aos americanos, o país já chegou a exportar para a maior potência do mundo, em 2018, na casa de US $500 bilhões em produtos.

Já os Estados Unidos exportaram para a China apenas US $120 bilhões, o que significou um déficit comercial jamais visto, de cerca de US $419 bilhões para os EUA.

Em 2020, o déficit comercial continuou alto. Ficou na casa de US $316,9 bilhões, com um aumento de 17,7% no superávit.

Apesar de uma queda de 3,5% em dezembro por conta da diminuição em exportação devido à pandemia do novo coronavírus.

O déficit comercial é a diferença do volume exportado entre os dois países.

Faz quatro anos que a China exporta consideravelmente mais para os Estados Unidos.

Isso é um indicador fundamental para mensurarmos o potencial chinês para os próximos anos.

População de 1 bilhão de pessoas é trunfo para crescimento da China (Foto: Reprodução)

O tesouro de 1,4 bilhões

Apesar disso tudo, o tesouro mais valioso da economia chinesa está mesmo na sua população: 1,4 bilhões de pessoas.

E por que isso é tão preponderante para o debate do crescimento econômico  ou até mesmo a respeito da ultrapassagem da China nos Estados Unidos como potência mundial?

Acima de tudo, porque quanto mais a China tiver poder de compra, mais rica ela se torna.

E com tanta gente assim com poder aquisitivo, é razoável afirmar que a economia chinesa só tem a crescer a níveis mundiais.

Por outro lado, quanto mais os chineses comprarem, menos sobra para o restante do mundo.

Isso significa que os países teriam que comprar da China para adquirem o que querem.

Qualquer um que entende o mínimo de economia sabe que, quanto menos oferta daquele produto, mais caro este fica. Lei da oferta e da procura.

Com isso, imagine 1,4 bilhões de pessoas consumindo um mesmo produto.

Quer um exemplo? É o que ocorre atualmente com as máscaras descartáveis.

Este produto está em falta no mercado porque grande parte do produto é destinado à China, fatalmente.

É o país que mais compra e mais produz máscaras no mundo.

Além da China produzir para toda essa gente, as fábricas exportam este e outros insumos para o restante do mundo.

Coloque nesta lista respiradores, cilindros de oxigênio, medicamentos, borracha para a fabricação de luvas…

Além disso, com as pessoas dentro de casa, aumenta também o investimento em internet, computadores, celulares e outras tecnologias

A China tem condição de atender estas demandas em escala mundial. É muito capital que entra e faz a economia girar.

Poder de compra chinês cresceu com aumento do salário mínimo (Foto: Reprodução)

O poder de compra chinês

Visando este cenário extremamente promissor do mercado da China, algumas medidas foram adotadas pelo governo para aumentar o poder de compra do chinês.

Logo após o atual presidente Xi-Jinping assumir o país em 2013, o país tem trabalhado para aumentar a capacidade de investir do povo chinês 

A principal medida do chefe do Executivo foi aumentar o valor do salário mínimo.

De acordo com a Euromonitor, o trabalhador industrial chinês passou a ganhar 64% mais em um período de apenas seis anos.

Atualmente, o valor da hora trabalhada na China é de US$3,60.

Tendo uma base de 40 horas semanais e levando em conta o valor do dólar atual, o chinês recebe um salário mínimo de R $2.409, 60 (cotação do dia). 

Isso é mais que o dobro do salário mínimo brasileiro, que hoje é de R$1.102,00. Aliás, a China já paga mais do que o Brasil desde 2016, quando ocorreu o último reajuste no país asiático.

Neste quesito de salário mínimo, os Estados Unidos ainda pagam bem mais do que a China.

O valor é de US $7,25/ hora. Isso dá R $4.854,60/mês. Em contrapartida, este valor não sofre reajuste desde 2009.

Contudo, o presidente dos Estados Unidos  já prometeu duplicar o valor do salário mínimo do americano até 2025.

O país injetará cerca de US$1,9 bilhões para este fim.

A China segue, todavia, em crescimento próspero e deve ter condições de realizar novos reajustes para dar mais poder de compra para sua população.

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Texto de Paulo Santos, diretamente de São Vicente/SP


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