China… o roteiro, os tranfers e a hospedagem

Minha vontade de conhecer a China é antiga, de quando eu nem ainda me imaginava viajando pelo mundo, mas tenho que confessar que, quando pensava em ir pra lá, era simplesmente porque achava que a China era o paraíso dos shopaholics, afinal, tudo que vimos hoje vem acrescido de um label ”Made in China” rsrs. Imaginava-me trazendo malas e malas de compras de lá… Bem, além do país não ser esta coca-cola toda no quesito compras-de-qualidade, como todo mundo pensa, felizmente este motivo mudou de uns anos pra cá e mais recentemente, eu queria ir pra China por ler e ouvir tantas histórias fantásticas de lá…Algumas um pouco escabrosas, é verdade, mas que me deixavam ainda mais empolgadas para conhecer este país vibrante. Eu adoro viajar por lugares exóticos, experimentar comidas diferentes, observar a cultura das pessoas e a China me pareceu o lugar perfeito para isso…

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A vontade ficou maior e se concretizou mesmo depois de eu ver os relatos e fotos da Dri Miller. A China me pareceu tão fácil com os relatos dela que então decidi que, em 2013, minha grande viagem seria pra China. Mas a China é grande demais e eu queria conjugar a viagem com outros países do Sudeste Asiático também. Então optei por conhecer o básico, mas não óbvio, eixo Pequim – Xangai – Hong Kong, com bate e volta a Macau, a partir de Hong Kong.

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Eu queria que a China fosse o último país da viagem a ser visitado, justamente por querer fazer compras, mas a passagem era muito mais em conta indo por Pequim do que pra qualquer outro destino que eu queria e assim, não teve jeito, comecei a viagem pela China e posso dizer que foi muito interessante, pois o impacto cultural é grande e, se tivéssemos ido para outros países primeiro, acho que ia perder um pouco o encanto… E depois de pesquisas e mais pesquisas,  consultas em muitos blogs e guias de viagem, tracei meu roteiro, que ficou assim:

Dia 0 – chegada em Pequim. Como a chegada era de manhã, após intermináveis 27 horas entre vôos e conexões, este dia seria sem nenhum tipo de compromisso e obrigações”, pois já sabia que o Jet lag não iria nos deixar fazer nada…

Dia 1 ao dia 3 – Pequim

Dia 4 – vôo cedinho pra Xangai pela Air China

Dia 5 – Xangai

Dia 6 – vôo à noitinha pra Hong Kong com a Hong Kong Airlines

Dia 7 ao dia 10 – Hong Kong, com um dos dias dedicado a um bate e volta a Macau

Dia 11 – vôo para Cingapura à noite com Tiger Airways

Para mim, esta programação foi suficiente para ver o principal que estas cidades têm a oferecer, mas diria que, para quem tem mais tempo, vale extender mais em Hong Kong, a Nova York do Oriente…nem precisa falar muito o porquê, né?!

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Depois que defini meu roteiro macro e micro na China e comprado as passagens aéreas internas, foi a vez de escolher os hotéis.

Em Pequim, escolhi o Sha Tan Hotel. Todas minhas reservas foram feitas pelo Booking.com. Não tinha lido sobre ninguém ter ficado aqui antes e eu o escolhi por 3 motivos principais,que foram bom custo, boa localização e boa reputação. Não me arrependi. O hotelzinho realmente era bem bom. Simples, mas com tudo que precisamos, como wifi grátis no lobby (principal pra mim, hoje em dia), uma boa cama, banheiro privado, café da manhã (cheio de toques exóticos, mas ainda assim, com o básico do café continental), frigobar e ar condicionado (essenciais nestes países mais quentes)…

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Quanto à localização, ele fica no bairro de DongCheng, que é a parte antiga de Pequim, onde estão as atrações como a Cidade Proibida, a Praça da Paz Celestial, a Wangfujing Road, etc…O único problema é que ele não ficava perto de uma estação de metrô e cheguei a pensar em não recomendar o hotel só por causa disso, já que em Pequim, é a coisa mais difícil do mundo um ocidental pegar um táxi na rua…Mas este problema não foi mais um problema depois que descobri o ônibus 109 e o 103, que passam na rua da frente. O 109 vai até a Estação de metrô DongSi e o 103 para direto na Wangfujing. E o melhor, por 1 yene, cerca de R$ 0,30. Como o hotel também ficava atrás da Cidade Proibida, ali passa o ônibus 1 e 2, que para na frente da Cidade Proibida e da Praça da Paz Celestial.  Leia mais sobre ele aqui.

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Em Xangai, ficamos no The Bund Riverside Hotel, no Bund, há poucos passos da Nanjing Road e do metrô e também recomendo fortemente. O hotel tem quartos amplos , wifi grátis no lobby, frigobar e ar condicionado e ainda reservamos o quarto com vista de Pudong, que faz toda a diferença, pagando pouco a mais por isso. A minha amiga Thais teve a grande sorte de ter upgrade de quarto e ficou numa suíte maravilhosa, com vista da cidade inteira. Fui lá conhecer e é realmente divina… E falando em Bund e Pudong, estando em Xangai fique na área do Bund, porque é aqui também que está todo o movimento da cidade.
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Nossa vista do quarto do hotel
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Já em Hong Kong, a coisa não foi das melhores, mas não por culpa do hotel, em si, que era até bem arrumadinho e super limpo, apesar dos 8m2. Por recomendação da Dri, nós ficamos no New International Guest House, na Chungking Mansion, que fica em Koolown, na Nathan Road e faço aqui algumas observações:
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Apesar do quarto ter apenas 8m2, contando com o banheiro dentro e as malas terem que ficar debaixo da cama, o hotelzinho é um dos mais “em conta” para padrões de HK e é super limpo, contando ainda com wifi, ar condicionado, TV, ventilador e frigobar. Recomendo para quem quer economizar, já que hospedagem em Hong Kong está entre as mais caras do mundo e, mesmo que você fique num hotel melhor, saiba que ainda assim os quartos serão bem apertados (o nosso pode ser considerado minúsculo), porque espaço ali vale ouro.

As Chungking Mansions são uma espécie de Galerias Pajé de Hong Kong, onde na parte de baixo funcionam lojinhas e restaurantes indianos e de outras etnias diversas e, na parte de cima, muitos hostels, que diga-se de passagem, não são consequentemente baratos. Mas tenho que dizer que aqui há a maior concentração de gente exquisita que já vi e, realmente, dá um certo arrepio a cada vez que tínhamos que passar por aqui pra acessar o nosso hostel. Mas o pior de tudo é que só há dois elevadores, sendo que um vai até os andares pares e outros até os ímpares, ou seja, apenas um elevador nos levava ao nosso hotel e, dependendo da hora e do dia, as filas são enormes. Isso ninguém tinha me contado.

Embora as Chungking também tenham uma das melhores localizações na cidade, de frente para a Estação Tsim Sha Tsui e há poucos passos da Avenue of Stars e do Star Ferry, é bom saber o que você vai enfrentar ao ficar por aqui. Em resumo, se eu voltasse pra Hong Kong, até ficaria no mesmo hotel, desde que ele não fosse dentro da Chungking Mansion, entendeu?!

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Em Macau, como fizemos bate-volta de Hong Kong, não pernoitamos por lá, mas opções não faltam!

E continue acompanhando nossas aventuras por terras chinesas…Tem muito mais por vir…


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