BRICS: Brasil e China

Há 20 anos, o BRICS (leia mais sobre a relação do Brasil e da China dentro dos BRICS clicando aqui) foi criado para dar voz e dar poder aos países emergentes, Brasil, Russia, Índia, China e Africa do Sul. Assuntos relacionados ao desenvolvimentos dos países, tecnologia, economia, educação, saúde e governança sempre estiveram no topo da agenda. Continue lendo a opinião do economista Jim O’Neill sobre o assunto!

 

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Claramente, o grupo BRICS envolve e abrange muitos assuntos e planos para os países, sociedade, comunidade quanto ao seu desenvolvimento. Contudo, neste texto, a China Link Trading focará no que tange as decisões e informações da China e do Brasil.

O’Neill, integrante da Camara dos Lordes do Parlamento Britânico e ex-secretario do Tesouro do Reino Unido, afirma o quanto a China oferece um mercado consumidor para os produtos brasileiros. Ha disputas comerciais que envolve os EUA e Brasil quanto à exportação de commodities, incluindo a soja, enquanto a China atua como grande compradora. Toda a competição e atritos entre os países querendo sempre ter vantagem financeira sobre o outro, gerou uma desaceleração na China, e mais possibilidades de investimentos e negociação com a China, principalmente no setor de infraestrutura. Além disso, o economista afirma que apostar fichas na China é uma decisão sábia. 

 

A importância da China para o Brasil

Durante o próximo “mandato rotatório”, Bolsonaro, presidente do Brasil, será o líder do grupo BRICS e, segundo a entrevista com O’Neill, o surgimento de um líder não convencional pode muda a forma como o grupo estava operando, talvez o tornando mais especifico e menos generalista.

Há alguns anos os BRICS não estão desempenhando um papel muito forte na economia dos envolvidos. O propósito pelo qual o grupo foi criado é nobre, afinal, representa a ascensão de países em desenvolvimento, contudo, infelizmente, a performance destes tem deixado economistas, professores, analistas e estudantes com o sentimento de que “os BRICS estão morrendo”.

Isso aconteceu porque, nos últimos dez anos, a economia do Brasil e Rússia não alcançavam as previsões. Porém, positivamente, a China e a Índia tem dialogado para superar desafios e discordâncias. Sendo assim, O’Neill acredita que os BRICS não morrerão enquanto a China, Índia e Rússia estiverem seguindo seus caminhos.

 

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Homem de negocios

 

A disputa entre EUA e China, segundo a opinião de O’Neill, poderá ainda fazer com que os chineses e russos deem mais foco e se importem mais ainda com o grupo do que quando ele foi criado, há 20 anos. O que precisa ser esclarecido é que o mundo precisa acomodar tanto os EUA quanto a China. E, em âmbitos econômicos, o Brasil se favorecerá em ambos os lados, mas a China tem se mostrado mais interessante, com mais possibilidades de investimento e mais flexibilidade quanto a negociações, propondo parcerias a longo prazo.

Veja nosso texto sobre o novo escritório do comércio de São Paulo que abrirá em Xangai.

A China se tornou incrivelmente importante para diversos países e, no caso do Brasil, a compra de commodities brasileiros traz um grande adianto a economia. Inclusive, para que o Brasil continue crescendo, é de extrema importância que a exportação de produtos continue sendo feita para a China, independentemente do apoio que o presidente do Brasil, Bolsonaro, tem mostrado ao grupo OCDE (mostrando apoio aos EUA).

Mesmo entrando para a OCDE (ou sendo reconhecido como potencial país participativo), simbolicamente, será um reconhecimento de “nação mais sofisticada”, o que não impede os atuais tratados com outros países, nesse caso, com a China. Então, independentemente da entrada do Brasil ou não para a OCDE, não é uma tomada inteligente do Brasil em se mostrar contra a China em qualquer aspecto.

 

Investimentos diretos chineses

A China ainda se mostra interessada e com planos sólidos em investir no Brasil, principalmente em setores nos quais o país asiático tem pouca ou quase nenhuma presença.

As empresas chinesas buscam setores para investir e, com a confiança restaurada pelo governo Bolsonaro, o mercado chave poderá, finalmente, receber a ajuda necessária para o desenvolvimento e beneficio mútuo. Esses setores são os de energia, agronegócios e infraestrutura.

O planejamento e reuniões tem se mostrado efetivas com a participação do ministro da economia, Paulo Guedes, ministro de Segurança Institucional, Augusto Heleno e o embaixador chinês Yang Wanming.

 

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Negocios no jornal

 

Desta maneira, está claro que o Brasil esta abrindo as portas para investimento externos que proporcionarão uma mudança no curso da historia do Brasil. Atualmente, politicas que promovem o investimento externo dentro o país podem ser um fator decisivo na economia, no desenvolvimento e nas negociações, principalmente com a China.

Com toda essa cooperação econômica, você já pensou em importar produtos da China? Nesse vídeo te explicamos motivos para importar.

A China quer e pode ajudar a economia brasileira nos setores de infraestrutura, energia (relacionado ao petróleo), comercio de grãos, entre outros. A previsão é de que, os anos de 2019 e 2020 sejam de consolidação e negociações para viabilizar planos e estratégias entre Brasil e China.

E você leitor? O que acha dos investimentos que a China está prestes a fazer no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

 

Por Carolina Ranzoni, diretamente da Nova Zelandia

Fontes: Economia Uol, Forbes, China Link Trading

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