Bioenergia: conheça as medidas ecológicas tomadas pela China

Atualmente, vivemos em um contexto de crescente preocupação com o meio ambiente, o que é facilmente perceptível quando olhamos as tendências mundiais seguidas pelas grandes potência, assinando acordos de compromisso com a diminuição de emissão de poluentes, por exemplo. Tendo isto em vista, a China planeja introduzir diversas medidas a fim de diminuir a quantidade de resíduos jogados na natureza a partir do investimento maciço em bioenergia.

 

O compromisso chinês com o meio ambiente

Ao longos dos anos, a intensidade de emissão de dióxido de carbono da China diminuiu, ao mesmo tempo que, dentro do consumo total de energia, houve aumento gradual em relação à parcela de energia não-fóssil, além da proibição da importação de lixo em 2018. Como já deixou claro anteriormente, a China pretende diminuir drasticamente sua emissão total de dióxido de carbono até o ano de 2030, além de estar disposta a apoiar a Convenção-Quadro das Nação Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC) e o Acordo de Paris.

A China deixou claro que pretende continuar com os esforços a fim de combater as preocupantes mudanças climáticas, introduzindo cada vez mais medidas para fortalecer a conservação energética e também reduzir as emissões de poluentes, segundo o primeiro ministro chinês Li Keqiang, pretendendo inclusive implementar incentivos fiscais para iniciativas do tipo.

Além disso, o primeiro ministro também pediu o apoio contínuo para o desenvolvimento de bioenergia, como energia eólica e solar, equipamentos de baixa emissão para sins termelétricas e carvão e siderúrgicas, bem como a construção de infraestrutura de tratamento de esgoto e lixo.

 

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Pensar em alternativas é necessário.

 

A coleta seletiva na China

Segundo o Ministério de Desenvolvimento Habitacional e Urbano Rural, a China deve investir 21,3 bilhões de yuans (3,09 bilhões de dólares, aproximadamente) na coleta seletiva de lixo em 2019. Segundo o que foi publicado no programa do Ministério, a ação tem como objetivo atingir cerca de 46 cidades até o final de 2020, sendo Pequim a primeira delas.

A abordagem contará com quatro categorias nas 46 cidades escolhidas, em que o lixo será classificado em resíduos de cozinha, resíduos perigosos, artigos recicláveis e outros resíduos. Além disso, a maioria das cidades decretaram legislação sobre a coleta seletiva de lixo, incluindo sanções para violações dos regulamentos, o que pode resultar em uma pena máxima de 200 yuan para indivíduos, e até 50.000 yuan para empresas que realizarem despejos ilegais.

Tais esforços e investimentos chineses atraíram a atenção de várias empresas europeias que, com sua tecnologia avançada e experiência na área de bioenergia, demonstraram grande interesse em tomar parte dos esforços da China.

 

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Resíduos em níveis colossais na China.

 

A criação de um mercado para a Europa

Como dito anteriormente, a preocupação chinesa com a coleta seletiva de lixo atraiu a atenção de diversas empresas europeias. Como por exemplo, o grupo alemão ALBA trouxe sua tecnologia até a cidade chinesa de Jieyang, na província de Guangdong. O processo da empresa alemã consiste em remover metais pesados, plásticos, lixo tóxico, areia, pedras e água, de forma que as substâncias recicláveis extraídas são esmagadas e reformadas em blocos de combustível verde, transformando completamente o que seria desprezado em bioenergia.

Esse programa conta com a colaboração entre a empresa alemã, a Zhongde Metal Group e a Guangdong Rising Assest Menagment, além de também receber o apoio do governo local, devido os resultados obtidos. A quantidade de lixo produzida sempre foi um problema para várias cidades da região. Para termos uma ideia, no ano de 2018, o volume diário de lixo de uma cidade era, em média, de 1,500 toneladas.

A usina em questão, a qual começou seus testes em 2018, terá capacidade de processar 1,000 toneladas de lixo por dia após completar sua primeira fase, passando para 2,000 toneladas após completar a segunda.

 

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Degradação ambiental é grande no gigante asiático.

 

A maior usina de bioenergia do mundo na China

Além de todos os esforços citados anteriormente, a China também está construindo a maior usina de produção de bioenergia a partir do lixo, na cidade de Shenzhen. A previsão é de que a usina comece a operar ainda no ano de 2020, sendo capaz de processar cerca de 5 mil toneladas de lixo por dia, o que representa um terço do que é produzido pela região por dia.

O objetivo da usina de Shenzhen é capturar o calor gerado a partir da incineração dos resíduos, o qual será utilizado para acionar uma turbina e, assim, gerar eletricidade. Além disso, a planta também produzirá energia solar, contando com cerca de 20 mil m² de painéis solares instalados em seu teto.

Atualmente, na China, o país conta com mais de 300 plantas do tipo em operação, sendo que a capacidade de produção de bioenergia do país cresceu 26% por ano nos últimos cinco anos. Segundo o Conselho Mundial de Energia (WEC, em inglês) esse setor um valor de mercado de cerca de 40 bilhões de dólares em 2023.

 

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a China também está construindo a maior usina de produção de bioenergia a partir do lixo, na cidade de Shenzhen

 

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Por Caroline Malheiros, diretamente de Bauru, SP – Brasil

Fontes: Época Negócios, People.cn

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