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NOTÍCIAS DE MERCADO

Taiwan, a ilha "rebelde" que desafia a China

18/11/2015

 Para a China, a ilha de Taiwan é apenas uma província rebelde fadada a se juntar com o restante da China continental, porém Taiwan exibe uma economia pujante que foi ajudada pela presença americana na Ásia durante o período da Guerra Fria e reivindica sua independência.
Apenas 22 países - a maioria composto por pequenas nações da América Central e Caribe-, reconhecem a ilha como um Estado independente da China , diferente da República Popular da China que tem reconhecimento oficial da ONU, incluindo um poderoso assento permanente no Conselho de Segurança.  A China por várias vezes ameaçou intervir em Taiwan, caso declarem independência formal.

 Há uma série de relações extraoficiais com a ilha, embora a maioria dos países do globo não reconheçam Taiwan como independente da China.   A lista também inclui o Brasil e os Estados Unidos, cuja ajuda econômica a Taiwan "motivou" a província a pertencer nos chamdos Tigres Asiáticos, grupo de países na região que teve um crescimento economico na segunda metade do século XX. 
A ilha está a frente de países desenvolvidos no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU e ficaria em 21º lugar no raning mundial, caso fosse reconhecida formalmente.

O panorama das relações entre Taipé e Pequim começou a mudar em 2009, quando resolveram trocar mensagens pela primeira vez desde a separação.  Desde 1990, quando a ilha tornou-se uma democracia, o Partido Democratico Progressista (PDP), que defende a independência formal, ocupou a presidência por oito anos (2000-8), no entanto sob um regime que obrigou a legenda a moderar seu discurso separatista.  Taiwan irá as urnas em janeiro e o PDP sai novamente como favorito.   De acordo com Yu Wen, editora do Serviço Chinês da BBC, os separatistas creem que Pequim possui a intenção de influenciar no resultado das eleições.
 Alguns analistas, no entanto, enxergam esta nova relação como uma tentativa de ambos os líderes intermediarem o fim de uma disputa de mais de meio século.

 Taiwan já recusou uma versão da fórmula utilizada por Hong Kong proposta pela China, ou seja, autonomia em uma série de aspectos após a devolução do Reino Unido no ano de 1997.  De acordo com pesquisas recentes de opinião, a maioria dos taiwaneses parecem estar mais satisfeitos com uma solução mais "neutra", isto é, nem uma reunificação e tampouco uma indendência formal porque a China representa o principal destino das exportações taiwanesas (27%, o dobro do que vai para os Estados Unidos).  Estes números refletem uma aproximação econômica acelerada desde 2008.  Voos entre a ilha e a China foram restabelecidos e as próprias empresas de Taiwan operam na China.
 Apesar desta relação um pouco mais amistosa, a história mostra que a relação entre o "dragão chinês" e a "ilha rebelde" é um jogo mais duro do que parece no cenário internacional.