A visão da China, sobre a posição da Rússia e o conflito na Crimeia

Crimean-flags-EPA

O conflito na região da Crimeia, na Ucrânia, tem se intensificado cada vez mais nas ultimas semanas, e foi aprovada a criação de uma força-tarefa militar Russa a qual realizará bombardeios massivos em Donetsk e na própria Crimeia, o que intensificaria ainda mais o conflito e aumentaria drasticamente o número de mortos, que já passa de 2 mil.

Nesse sentido, segundo o jornal El Pais, as sanções à Russia, certamente se tornarão mais rígidas nos próximos meses.

A China, na última reunião do Conselho de Segurança da ONU acerca do assunto, se absteve de votar contra o referendo que viabilizaria a adoção de medidas políticas de aplicação de sanções duras à Rússia.

O ministro das Relações Exteriores Chinês Quin Gang, afirmou que votar contra o referendo apenas traria mais conflitos para a região da Crimeia e também que a China não está de acordo a tomar medidas de confronto.

A posição da China tem sido pró-Russia, visto que esta possui laços comerciais importantes com o país, principalmente no que tange o quesito energético.

Vale ressaltar que China e Rússia, firmaram um acordo de distribuição de gás natural em Maio deste ano, com duração 30 anos, pelo valor de 400 milhões de dólares.

Os recursos naturais russos interessam muito aos Chineses, e com a anexação da Crimeia à Rússia, o território de exploração do recurso natural aumentaria.

Desta forma, o jornal El Pais afirma que a posição da China, em “apoiar ambos os lados” é justificável, já que a guerra da Crimeia proporcionaria vantagens e desvantagens em inúmeros aspectos (econômicos e políticos, majoritariamente) para o país.

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Este artigo foi escrito pela graduanda de Relações Internacionais, Nayara Chrisnam das C. Melo, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 

 


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