June 05 2018

Vinho: China é o maior comprador do produto brasileiro

Posted by Ana Yamashita

A importação de vinhos por parte da China tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Em 2012, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as exportações de vinho brasileiro para a China cresceram em 86%, transformando o país asiático no principal destino da bebida nacional. Quer saber mais sobre o assunto e se vale a pena exportar vinho para a China? Continue lendo o artigo!

 

 

O mercado de vinho na China

Atualmente, a importância da China no mercado internacional vem crescendo expressivamente. O país não tem marcado presença apenas como um forte exportador, mas também como um grande importador. No que se refere ao vinho, o gigante asiático tem se tornado, cada vez mais, um importante produtor mundial. A atual área de vinocultura da China já corresponde ao dobro da existente em Portugal – que é um dos 10 maiores produtores de vinho do mundo. Os vinhos chineses são industrializados, e os vendedores investem em marketing e em produtos de alta qualidade.

Apesar de ainda ser recente, o mercado de vinhos na China tem apresentado uma alta dinamicidade. De acordo com a Wine Export China, as decisões de compra se baseiam na marca, nas preferências pessoais, no país de origem, na apresentação e no valor do produto. Nos últimos anos, o consumo de vinho por parte dos chineses quadruplicou, colocando o país entre os maiores consumidores de vinho (incluindo vinho tinto, branco, doces, fortificados e espumantes) do mundo, ficando atrás apenas do líder Estados Unidos, seguido pela França, Alemanha e Itália. A expectativa dos importadores é de que o consumo continue a crescer, o que pode, muito em breve, transformar o gigante asiático no maior consumidor mundial de vinho.

 

Então vale a pena exportar vinho para a China?

Qualquer aumento do número referente ao consumo per capita chinês de vinho representa uma enorme oportunidade aos exportadores do produto. Ainda que este volume não seja muito alto – cada habitante bebe aproximadamente 1,5 l por ano –, a população chinesa, que vem aumentando, soma 1,35 bilhão de habitantes, cada vez mais concentrados em áreas urbanas, exatamente onde o vinho tem ganhado maior popularidade.

Pesquisas indicam que só no ano de 2012, a China consumiu um total de 1.865 garrafas de vinho tinto, crescendo 142%, ao passar dos 313.900 litros do primeiro semestre de 2011 para 760.300 litros no mesmo período de 2012. Os jovens adultos chineses pertencentes a uma classe média crescente e cosmopolita, de elevado nível de escolaridade e que se encontram na faixa etária de 30 a 45 anos, impulsionam as estatísticas anualmente, colocando a China em quinto lugar no ranking mundial de consumo da bebida. Para atender a essa demanda, o país já importa em torno 500 milhões de litros/ano.

Sendo assim, vários produtores brasileiros de vinho já estão de olho nessas várias oportunidades, e o mercado brasileiro pode vir a encontrar novas formas de desenvolver o setor, por meio de um aumento da exportação de vinho para o continente asiático.

 

 

Antes de mais nada, por se tratar de um alimento, é necessário que a empresa de vinho tenha um registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).  Tendo  esse registro, o primeiro passo que a empresa precisará tomar para que possa exportar seu vinho é adquirir uma habilitação do RADAR (Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) – veja aqui como consegui-la – junto à Receita Federal. Assim, a companhia poderá apresentar documentos que provem a sua existência física, bem como a sua capacidade financeira.

É muito importante que o exportador esteja atento às normas de exportação brasileira, e conheça os procedimentos e documentos necessários para o desembaraço dos produtos no exterior.

Nesta etapa, é interessante consultar órgãos governamentais brasileiros e chineses que possam esclarecer melhor os procedimentos necessários para exportação. Além disso, contar com o auxílio de uma empresa experiente para a realização da operação pode ser um ótimo caminho para o sucesso da sua exportação.

 

 

Quem pretende vender vinho pra China, além de se preocupar com os aspectos técnicos que envolvem a exportação, também precisa considerar as peculiaridades do mercado chinês, principalmente no que se refere às preferências dos consumidores.

Para suprir a demanda chinesa de vinho (que não é pequena), os exportadores deverão considerar fatores como o tamanho do mercado de vinho da China, que pode exigir quantidades expressivas; a oferta de preços competitivos ao mercado interno do produto; bem como os aspectos que dizem respeito à apresentação do produto. Os consumidores chineses tendem a ser atraídos por embalagens chamativas, assim o vendedor precisará levar em conta a produção de rótulos atrativos e de vinhos que tenham cores vivas.

E aí, tem interesse em exportar/importar vinhos para a China e precisa de mais informações? Entre em contato com a China Link Trading e tire as suas dúvidas!

 

Por Lys Brittes, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Exame, Época Negócios, Blog Vinis

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