Vantagens e desvantagens de terceirizar a mão-de-obra para a indústria chinesa

foto-linha-de-producao-chinaO que seria do mundo sem a poderosa superprodução do Dragão do Oriente? Certamente, não possuiríamos tantos modelos de gadgets eletrônicos, mobiles com preços tão acessíveis (dependendo da região). A superpopulação chinesa é vantajosa, principalmente, para o resto do mundo e, de certa forma, triste para o povo chinês. Sendo o país mais populoso do planeta, as indústrias têm a possibilidade de pagar extremamente pouco com a certeza de que sempre terão novos empregados “na fila” (Se alguém achar ruim tem muitos outros visando sua vaga).

Para os grandes empresários, especialmente os brasileiros, principalmente donos de indústrias, um dos maiores empecilhos e gastos é sobre a questão da mão-de-obra. Os custos gerados com produtos primários e com a força de trabalho de cada funcionário encarecem consideravelmente o produto final, sem a certeza de um “operário” de boa qualidade profissional. Portanto, torna-se difícil lançar ao mercado preços competitivos, interferindo no crescimento da companhia.

Uma ótima alternativa é transferir o setor de mão-de-obra para a gama de funcionários chineses. Pois, além da grande jornada de trabalho, são altamente qualificados, baratos e incrivelmente numerosos. Proporcionando a companhia em questão, oportunidade de produtos de qualidade e muito mais atraentes, sem prejudicar a margem de lucro.

A despeito dos funcionários chineses, são reconhecidos também pela incrível velocidade que produzem. Como exemplo desse alto dinamismo e uma das histórias da Apple, bem curiosa, conta como o iPhone original, de 2007, ganhou a sua tela de vidro.

Algumas semanas antes do lançamento do gadget, Jobs chamou seus executivos da para a sua sala, tirou um protótipo do celular do bolso e o mostrou em um ângulo que possibilitasse a eles verem o monte de riscos na tela, então de plástico. Ele foi bem direito, disse que não venderia algo do tipo, que as pessoas carregam o celular no bolso junto com chaves, e que eles tinham seis semanas para se virar. Um dos executivos pegou um voo para Shenzhen, na China, e pouco depois, 8 mil funcionários começaram a trabalhar, após tomarem uma xícara de chá e comerem biscoito, na produção das novas telas. Em 96 horas, a planta já produzia 10 mil iPhone por dia.

Contudo, com a ascensão do mercado chinês, a grande prole do oriente começa a exigir condições melhorias, como aumento de seus salários e redução das jornadas de trabalho. No último dia 3 de novembro, cerca de 300 chineses que trabalham na empresa Foxcom, ameaçaram cometer suicídio coletivo caso não tivessem os salários elevados. Esses casos escurecem a visão que o restante do mundo possui com relação “sino-indústria”.

Não obstante, a revista Estadão, afirma que essa condição deixará de existir, e logo, os trabalhadores chineses não serão tão baratos como são atualmente, apesar de algumas significativas mudanças já implementadas.

Como conseqüência, os produtos orientais com preços arrasadores, irão encarecer. Resta-nos saber a quem, de fato, o encarecimento  irá realmente favorecer. Somente as grandes companhias – que terão novamente preços competitivos no mercado – ou o aumento da competitividade irá beneficiar também os consumidores?

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  Por Felipe Alexandre – Direto de Florianópolis, Brasil.

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