July 12 2018

Universidades chinesas: exemplos de qualidade

Posted by Ana Yamashita

Hoje, ter um diploma de nível superior é essencial para encontrar um bom emprego. Às vezes, é necessário inclusive fazer um curso de pós-graduação. Muitos brasileiros sonham em passar nas grandes universidades públicas brasileiras, e alguns mais afortunados conseguem fazer a sua graduação no exterior. O principal destino universitário para os brasileiros no exterior atualmente são os Estados Unidos. Todavia, você já pensou em estudar na China? Sabia que o país possui excelentes universidades? Este artigo busca desbravar um pouco sobre as universidades chinesas e quem sabe inspirá-lo a se matricular em uma delas.

 

universidades chinesas 1

 

As universidades chinesas e a política pública de educação

Em mandarim, universidade se diz “dàxué” (大学), que em português poderia ser traduzida literalmente como “grande escola”. A evolução das universidades chinesas faz parte de uma arrojada política pública do governo comunista chinês em desenvolver a economia do país. Seguindo os mesmos passos de seus vizinhos Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, os chineses sabem que a chave para um crescimento consistente do país, juntamente com a redução da desigualdade social e da pobreza, é uma educação pública de qualidade. Desde a instalação do regime comunista de Mao Zedong, o nível de analfabetismo no país despencou em quase todas as regiões, apesar de permanecerem altas em zonas rurais.

Em 2012, a China atingiu a sua meta de investir 4% do seu PIB em educação. Atualmente, o país tem investido o que equivale a US$250 bilhões, equivalente a aproximadamente 925 bilhões de reais na formação de capital humano. Esse montante despendido em educação reflete também a mudança do perfil demográfico da China, com uma população, especialmente jovens, mudando do campo para a cidade, e o governo tem a preocupação de garantir uma educação pública de qualidade para essas pessoas, inclusive através das universidades chinesas, muitas das quais têm se destacado em rankings internacionais.

 

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O número de universidades chinesas mais do que dobrou na última década, atingindo o número de 2409. Além de tudo, o plano quinquenal do Partido Comunista Chinês, o qual se estende até 2020 prevê o fortalecimento e a melhoria na qualidade dos institutos de ensino superior do país, afim de atrair cada vez mais estudantes estrangeiros, como, por exemplo, através do desenvolvimento de tecnologias que ampliem a competitividade das universidades chinesas em relação aos seus pares no Ocidente. Entre outros projetos ambiciosos do governo chinês na área da educação estão o “Project 211”, que visa trazer cerca de 100 universidades chinesas para o ranking das melhores do mundo, e o “Project 985”, o qual também é conhecido como “C9 league”, em que almeja a criação de uma “Ivy League” chinesa. Para quem não sabe, a Ivy League é um grupo de 8 universidades de elite dos Estados Unidos, que inclui Harvard, Yale, Princeton, Columbia, dentre outras.

Existe 39 universidades chinesas na QS World University Rankings 2018, o mais respeitado ranking universitário internacional. Com a abertura da China ao mundo, a sua pujante economia e o seu crescimento como um “player” no cenário internacional, o governo chinês tem interesse na internacionalização de suas universidades, através da atração de estudantes estrangeiros para o país. Em 2016, cerca de 440 mil estudantes de outros países vieram fazer a sua graduação na China, ao passo que a meta até 2020 é incrementar esse volume para 500 mil.

 

Os atrativos de estudar  em uma universidade chinesa

 

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Segundo a Times Higher Education, entre os atrativos de cursar o ensino superior na China estão a possibilidade de imersão na rica cultura chinesa, além dos custos de se estudar no país asiático serem mais baixos do que na Europa. Ademais, muitas dessas universidades oferecem bolsas de estudo para esses estudantes.

As universidades chinesas que compões o “C9 League” são as universidades de Fudan, Nanjing, Peking, Shanghai, Tsinghua, Xian, Zhejiang, a Universidade de Ciência e Tecnologia da China e o Instituto de Tecnologia de Harbin. Destas, as 3 melhores são as universidades Tsinghua, Peking e Fudan, as duas primeiras localizadas em Beijing e a terceira, em Shanghai.

 

Dicas para quem quer estudar na China

Se você é um estudante brasileiro e deseja estudar na China, confira algumas dicas:

  • Idioma: a língua falada nas regiões onde se localizam as melhores universidades chinesas obviamente é o chinês, nos seus dialetos mandarim, cantonês e hokkien, dos 3 o mais falado é o mandarim, o qual é o dialeto oficial utilizado pelo governo chinês. Saber falar fluentemente o mandarim certamente seria o mais indicado para uma pessoa que gostaria de estudar na China, todavia sabemos que o idioma é um grande desafio para os estrangeiros. Mas não se exaspere! Se você tiver pelo menos o seu inglês fluente, consegue se virar nas aulas, visto que em muitas universidades há aulas oferecidas em inglês. Ademais, muitos universitários chineses também falam inglês com fluência, então certamente conseguirá se comunicar por lá. Apenas antes de se aplicar, faça o TOEFL ou o IELTS. Já, se você sabe mandarim, precisa fazer o HSK.
  • Custo de vida: A China é emergente e, como consequência, o custo de vida tem subido. Porém, em relação às universidades, ainda compensa estudar por lá, pois a taxa de matrícula é mais baixa que na Europa e nos Estados Unidos, por volta de US$3500 por ano, em Beijing, por exemplo. Cabe lembrar que mesmo as universidades públicas cobram essa taxa, mas a um preço mais baixo que as particulares. Além da taxa de matrícula, outro custo são os dormitórios, geralmente dentro da faculdade e que custam em torno de US$ 200 a 300 por mês.
  • Admissão: para se inscreverem nas universidades chinesas, os estudantes podem utilizar o CUCAS (China’s University and College Admission System) ou os próprios sites das universidades. Também dentro do CUCAS, o estudante consegue se aplicar a um programa de bolsas de estudo do governo chinês. Confira o link do CUCAS aqui.
  • Visto: assim que souber da sua admissão, o aluno deve comparecer a um consulado chinês e pedir o visto de estudante, caso fique mais de 6 meses, ou o visto de negócios, caso fique menos. Caso a resposta da universidade não chegue a tempo de fazer o seu visto, você pode pedir o visto de turista e quando chegar na China convertê-lo para um visto de estudante.

E aí, gostou de saber mais sobre as universidades na China e como estudar por lá? Ficou interessado? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!

Por Victor Fumoto, diretamente de Indaiatuba, SP, Brasil

Fontes: Top Universities, Times Higher Education

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