Turma da Monica na China

Não é que a dentucinha mais esquentada do Brasil resolveu cruzar o mundo e conhecer o oriente?

Nessa semana fui ao consulado do Brasil e me deparei com o gibizão (porque é do tamanho de um caderno universitário) com a Monica e o Cebolinha estampados na capa. Que delicia abrir a revista e ver nosso personagens por aqui. Só não consegui ler, já que ele estava em mandarim. O gibi tipo almanaque tem de tudo, as tirinhas, jogo dos 7 erros, caça palavra, carta enigmática.

Pelo que entendi, ele já foi editado há alguns anos, mas nunca tinha visto ao vivo e a cores. E na carta de apresentação, O cônsul brasileiro explica que é uma forma de proporcionar a crianças brasileiras filhas de chineses que vivem aqui, um contato com a nossa cultura. Uma ideia fabulosa, mas ainda acho que deveria ser bilíngue. Além de tudo haveria essa interação entre as duas línguas, mas de todo jeito fiquei feliz de ver essa publicação aqui.

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Como sou curiosa, comecei a levantar a revista e encontrei mais duas publicações interessantes sobre o Brasil e em mandarim: ‘ Brasil em resumo’, que entendi ser uma coletânea de dados históricos e culturais do Brasil, já que depois do titulo na capa e um mapa com os nomes das cidades brasileiras, nada mais está em português. E o outro é uma brochura, muito bonita que, pelas fotos, deduzi serem os principais pontos turísticos brasileiros, pois caímos na mesma questão do mandarim. Então repito meu protesto de que as edições deveriam ser bilíngue, primeiro para podermos saber sobre do que se trata o texto e em consequência, podermos interagir com os chineses, tentando salientar esse ou aquele ponto que está sendo mostrado.

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Sei que estamos na China, e que é nossa obrigação falar o idioma local, mas vamos combinar que falar mandarim é uma coisa e escrever e ler os caracteres é outra completamente diferente. Quem está na universidade consegue aprender a língua escrita, mas quem faz cursos particulares (claro que existem exceções) geralmente aprende a falar e reconhecer o pinyin. Aí trouxe dois livros para dar ao meu motorista e minha avó, só que eu não sei o que está escrito, apesar de conseguir falar para ela que era sobre o Brasil, meu país. Ok, concordo, isso não tira o mérito do projeto, de maneira alguma, mas seria mais uma forma de integração entre as culturas.

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Geralmente todos órgãos federais no exterior, de qualquer pais, tem suas publicações, formulários, informação na língua mãe e na do pais que está atuando. Acho o mais diplomático e interessante.

Logo que cheguei aqui, lá mesmo no consulado, recebi uma antologia poética de Mario Quintana, um livro lindo de ler e de ver, já que está escrito nos dois idiomas. Fiquei super empolgada e orgulhosa. Primeiro porquê sou fã dele de carteirinha e segundo por ver meu idioma ao lado do mandarim, comparar os poemas, não sei explicar, mas tenho o livro na minha mesa da sala e mostro para as pessoas com orgulho. Ai, gente… esses sentimentos são coisas bem piegas mesmo que acontecem com a gente quando estamos fora do
nosso país. De repente dá aquela sensação de estar mais perto de casa, é uma coisa tão difícil de explicar… só sei que é real.

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Mas valeu! Adorei ver a turminha na China, aquela alegria boba que descrevi acima, um orgulho meio sem razão (afinal gibi da turma da Monica, tem em qualquer banca de jornal…no Brasil!). E fica a dica para nossos representantes de fazerem as edições bilíngue das nossas publicações.

 Zài Jiàn!

Fonte: China Na Minha Vida

foto minha  3 x 4 nova

Por Romero Castro – Direto de Pelotas – RS, Brasil.

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