Turismo Religioso na China e seus Belos Templos

O turismo religioso é uma das primeiras formas de turismo na história da humanidade. Desde os primórdios, os seres humanos têm viajado para locais sagrados. Historicamente, cidades como Jerusalém, Roma e Meca são destinos de peregrinação de judeus, católicos e muçulmanos, e continuam atraindo milhões de pessoas todos os anos. No entanto, engana-se quem pensa que só os adeptos de determinada religião procuram o turismo religioso. Muitos turistas, de diferentes credos procuram destinos religiosos por curiosidade, ou para conhecer mais a cultura dos países que visitam. Um grande exemplo é o Vaticano que, embora tenha um significado especial para católicos, atrai milhões de não católicos todos os anos, tanto por sua espiritualidade, quanto por sua beleza arquitetônica.

 

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O Budismo atrai milhões de turistas à China todos os anos

 

Na Ásia existem, também, inúmeros destinos considerados religiosos, os quais, complementados por fatores culturais ou naturais, atraem milhões de pessoas todos os anos. Podemos pensar, por exemplo, nos templos budistas e hinduístas, ou nos ashrams da Índia, Tailândia, Camboja e Indonésia. Como não poderia deixar de ser, a China é, também, um grande destino do turismo religioso, graças aos seus templos e monumentos conhecidos no mundo todo.

 

Turismo Religioso na China

Além das grutas budistas, montanhas e outros pontos turísticos religiosos, como o Buda gigante de Leshan, os templos chineses são destinos muito procurados pelos turistas que visitam o país e que se interessam não só pelas religiões, mas também pela herança e cultura budista da China. Confira agora cinco importantes templos chineses que podem fazer parte de sua próxima viagem.

 

Templo do Céu, em Pequim

Localizado no Parque Tiantan Gongyuan ao sul de Pequim, o Templo do Céu é constituído por um complexo de templos taoístas situados em jardins e repletos de bosques de pinheiros. Construído no ano de 1420, o lugar foi utilizado, tanto na Dinastia Ming quanto na Qing, para pedir a intercessão celestial nas colheitas durante a primavera e agradecer os frutos obtidos no outono. Reconhecido pela UNESCO em 1998 como Patrimônio da Humanidade, sua configuração espacial simboliza a relação entre a Terra e o Céu, ou seja, entre o mundo humano e o mundo de Deus.

 

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Templo do Céu, em Pequim

 

Por isso, o Templo é rodeado por uma muralha interior e outra exterior, ambas formadas por uma base retangular que representa a Terra, e por formas arredondadas, que representam o Céu. Esse Templo inclui a Sala de Oração pelas Boas Colheitas (ao norte), o Altar Circular (ao sul), e a Abóbada Imperial Celestial (ao centro). Além de admirar a bela arquitetura do templo, os visitantes têm acesso a um grande parque em que podem praticar Tai Chi Chuan. O Templo é considerado o mais sagrado de todos os templos imperiais da China.

 

Templo Nanshan, em Sanya

 

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Entrada do templo Nanshan, em Sanya

 

Um dos principais atrativos do Templo Nanshan é a estátua de Guan Yin Buda de 108 metros de altura, maior que a Estátua da Liberdade. Historicamente, Nanshan foi considerada uma terra auspiciosa e abençoada pelo budismo. Durante sua permanência em Nanshan, o Mestre Jianzhen, famoso monge da Dinastia Tang, montou um templo e fez um grande trabalho missionário. O Mestre japonês Konghai também desembarcou em Nanshan em seu caminho para aprender o Budismo durante a Dinastia Tang. Todas essas histórias demonstram a importância de Nanshan para o Budismo, ambientado em uma montanha em frente ao mar. Sua riqueza histórica e cultural se une às belezas naturais e fazem do Templo de Nanshan um dos mais visitados na China e um dos mais importantes pontos de turismo religioso no país.

 

Templo de Putuo Sul, em Xiamen

Situado nos pés de Wulaofeng e de frente para o mar, o Templo Putuo Sul, além de um ponto de turismo religioso na China, é um dos locais mais visitados em Xiamen, na Província de Fujian. Mesmo que você não esteja interessado no Budismo, encontrará um destino com muita história e de uma beleza arquitetônica digna da China. O Templo, que já foi chamado de Templo de Puzhao (Templo da Graça Universal), foi construído inicialmente durante a Dinastia Tang, mas foi destruído mais tarde durante a Dinastia Ming. Durante o domínio do Imperador Kangxi de Qing, um general mandou reconstruí-lo, nomeando-o de Templo de Nanputuo.

 

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Templo de Putuo Sul, em Xiamen

 

O Templo cobre 30.000 metros quadrados e possui quatro construções principais no eixo norte-sul. Entre tais construções estão a Sala Devajara (Salão dos Reis Celestiais), o Salão Mahavira (Daxiongbaodian), o Salão Dabei (Salão da Grande Compaixão), e um Pavilhão construído em 1936, no qual estão escritos budistas, imagens do Buda da Birmânia, esculturas de marfim e outras obras de arte. O Templo ainda conta com dormitórios, bibliotecas e salas de estudo para monges.

 

Templo Famen, em Xi’an

O Templo Famen é muito conhecido pelas relíquias budistas que guarda em seu museu. Muitas relíquias budistas foram enterradas no local pelo Imperador Xizongin durante a Dinastia Tang, dentre as quais estão estátuas do Bodhisattva, cerâmicas históricas e seda. O Templo, considerado sagrado pelos budistas, foi construído no fim da Dinastia Han oriental, e, juntamente com os Guerreiros de Terracota, é um dos lugares obrigatórios para se visitar em Xi’an.

 

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Templo Famen: além dos Guerreiros de Terracota, é também atração imperdível em Xi’an

 

O Templo também é conhecido por armazenar o verdadeiro osso do dedo do Buda Sakyamuni e está localizado no Condado de Fufeng, na Província de Shaanxi, a 120 quilômetros de Xi’an e 96 quilômetros de Baoji. Com uma história de 1700 anos, a área do Templo Famen compreende quatro setores e não apenas o próprio Templo: a Praça do Portão, a Avenida Foguang, o Templo Famen e a Dagoba Namastê (museu e memorial que guarda relíquias budistas).

 

Templo Jokhang, em Lhasa

Jokhang significa “Casa de Buda”. O Templo, localizado no centro da cidade antiga de Lhasa, a capital do Tibet, é o destino mais sagrado dos peregrinos budistas tibetanos e foi construído em 647 D.C. O local é conhecido por ser o escolhido pela esposa do Rei Songtsan Gampo, a Princesa Wen Cheng, para a construção de um templo que afastasse as forças malignas que, teoricamente, viriam da região do Lago Wutang. O Templo possui uma estátua do Buda em tamanho real e recebe todos os anos o Grande Festival de Oração entre Janeiro e Março.

 

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Templo Jokhang: destino imperdível em Lhasa, na capital do Tibet

 

Quer saber mais sobre os templos budistas da China? Fique ligado no blog!
Logo mais apresentaremos mais cinco templos importantes para o Budismo chinês que não podem faltar em sua viagem!

 

Por Ana Yamashita, diretamente de Americana, SP, Brasil

Fontes: Tourism & More; China Highlights; China Tour Guide; Travel China Guide; Visit Our China

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