Relações China e África: interesse econômico

shutterstock_52181971Desde a década de 80, em que se tornou membro do Banco Mundial e da Organização Mundial do comércio, a China abriu seu mercado para negociações e parcerias internacionais. De um país somente exportador de petróleo, tornou-se um dos principais consumidores do recurso fóssil no mundo. Isso se deve pela crescente demanda do povo Chinês, e para atender essas necessidades são necessárias grandes quantidades de recursos naturais para suprir seus habitantes e suas indústrias.

A China – e também outros países – compram grandes quantidades de hectares, não só africanos, como de países pobres asiáticos para a produção de recursos agrícolas, com finalidade a atender a demanda interna de suas respectivas nações. Como não há precedentes históricos de colônia ou colonizado entre africanos e chineses, esses últimos são muito bem recebidos.

Além de petróleo, a China importa também algodão bruto, cobre, minério de ferro, platina e madeira dos países africanos. Em “troca”, investe em projetos de infraestrutura, tais como a reconstrução de linhas de trem na Angola, incluindo aquela para o porto em Benguela, usada para escoar o cobre do Zâmbia. Novos projetos de barragens estão sendo financiados na Zâmbia, Sudão, Congo-Brazavile e Etiópia. A China também está financiando o desenvolvimento de projetos como hospitais e escolas.

Partindo desta premissa, o Dragão chinês encontrou na África não só uma fonte vasta de commodities, como um grande parceiro econômico hoje e com potencial muito maior para o futuro. Uma vez que os países europeus enxergam o continente africano pelo prisma da pobreza e de grandes necessidades “altruístas”, a China, por outro lado, aposta na parceria comercial e de visão a longo prazo. Tratando os africanos não somente como um povo pobre, mas como mercado de extremo potencial.

No entanto, especialistas e críticos não veem o estreitamento demasiado dos dois países com bons olhos. A China quer tornar o continente africano numa grande região de influência, não só comercial como midiática. Todavia, tratando-se de um partido Comunista e altamente interventor, com medidas fortes de censura, estudiosos e políticos liberais prezam e discutem a manutenção da melhoria dos direitos humanos naquela região, que são violados frequentemente devido às tradições tribais e a grande quantidade de corrupção e violência existente em todo continente.

A relação sino-africana é altamente benéfica para ambas as nações, de um lado a África, fraca no que tange a tecnologia, infraestruturas gerais e geração de renda, todavia, com grandes números de commodities e recursos energéticos para exportação. Do outro, a China, tendo, como moeda de troca, suas inovações tecnológicas modernas e sistema de construção altamente avançado e eficiente; sedenta por recursos naturais para manter a alta produção de manufaturados e atender a demanda global, consolidando-se ainda mais como a grande potência econômica mundial do momento.

A China Link Trading acredita muito no mercado Africano e vem aumentado sua parceria e volume de importações para alguns países. A inspeção de qualidade e preocupação com evitar problemas ainda não é tão cultural quanto nós no Brasil, mas isso é um cenário que deve mudar com o aumento de compras da China.

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  Por Felipe Alexandre – Direto de Florianópolis, Brasil.

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