Setembro 11 2018

Confirmado quarto surto de gripe suína na China

Posted by Victor Fumoto

No último dia 23 de agosto foi confirmado pelo Centro de Saúde e Epidemiologia Animal da China o quarto surto de gripe suína africana no país que não acontecia desde o ano de 2009. No surto em questão averiguou-se que pelo menos três propriedades em Yueqing, na província de Zhejiang, foram atingidas cerca de 1500 km de distância dos primeiros casos registrados no país há quase uma década. Mais de 300 animais foram mortos pelo vírus H1N1 nas três propriedades, como foi comunicado pelo Ministério da Agricultura da China em sua página oficial. Fora os 300 animais atingidos, outras áreas afetadas sacrificaram pelo menos 8 mil animais em uma tentativa de conter a doença, informou a Organização Mundial de Saúde Animal.

 

Investigação para surto de gripe suína

A investigação começou semanas antes na província chinesa de Liaoning com a intensificação das inspeções de porcos e mercados em diversas fazendas locais reforçando conjuntamente o monitoramento do transporte de suínos logo após o primeiro caso de gripe suína africana do país ter sido reportado na região.  As autoridades locais logo se lançaram em inspeções de emergência em todas as fazendas de porcos, mercados de suínos, matadouros e locais de tratamento na província, relatando qualquer pequeno incidente que era descoberto e principalmente os casos de mortes de porcos por razões desconhecidas de acordo com as instruções passadas pelo departamento de saúde animal. O governo da província também fechou temporariamente todos os mercados relacionados a suínos vivos e matadouros no distrito de Shenbei, onde o surto foi descoberto, conforme informado pelos noticiários locais sendo permitido apenas a distribuição de forma interna dentro da cidade de Shenyang enquanto os produtos que vinham de fora deviam passar por uma rigorosa quarentena com o objetivo de contem o vírus da gripe suína o máximo possível.

 

Gripe Suína

Image by ShutterStock.


 

Como foi tal surto no passado

No ano de 2009 aconteceu o primeiro surto de gripe suína quando o vírus da influenza A (H1N1) entrou na China no mês de maio sendo o segundo país a registrar casos no continente asiático. Alguns dias depois o governo chinês confirmou o primeiro caso no país com um estudante de 30 anos, que voltou dos Estados Unidos, e foi contaminado pelo vírus. Depois disso, foram confirmados outros 120.940 casos e 800 mortes pela gripe suína, chegando à situação do governo de Hong Kong informar aos seus habitantes que não viajassem ao México se fosse absolutamente necessário após as investigações revelarem que o primeiro caso reportado foi o de um mexicano que voou desde Shanghai. Como medida de prevenção, utilizaram-se máquinas para tomar a temperatura em todos os postos de controle para identificar passageiros com febre e sintomas respiratórios. Os passageiros que tiverem temperatura elevada e febre entraram em quarentena e foram enviados aos hospitais públicos para outras investigações. Na época, o Secretário para a Alimentação e a Saúde, Dr. York Chow, confirmou total atenção especializada aos passageiros que venham de países aos quais a infecção humana se apresentava como casos confirmados, atingindo Hong Kong até o dia 7 de maio de 2010 o Hong Kong e confirmando outros 33.109 casos e 80 mortes pela gripe suína.

 

Gripe Suína

Image by Philippe Lopez/AFP.

 

Como o surto afeta o país também economicamente

A doença pode elevar, com o tempo, os preços globais de carne suína em um caso de escassez do produto na China, uma vez que o país é o maior produtor e consumidor mundial. No mês de abril deste ano o país reagiu impondo tarifas retaliatórias contra o produto norte-americano e as aumentou para 62% meses depois, sendo os Estados Unidos um dos principais fornecedores de carne suína para a China, significando que as tarifas tornaram o país asiático ainda mais dependente do produto local. A distância entre as propriedades afetadas mais recentemente e a área onde o vírus foi encontrado pela primeira vez indica que ele se propagou mais do que se imaginava. Dessa forma, o impacto negativo causado pela gripe suína sobre os preços domésticos no curto prazo se mostra como inexorável, embora a febre suína africana não afete os humanos, mas costuma ser fatal para suínos, além de ser uma doença altamente contagiosa que, consequentemente, coloca em risco a produção chinês de mais de 400 milhões de animais que não podem ser curados uma vez que não existe um tratamento para a doença para os suínos, restando às autoridades apenas o sacrifício dos animais na tentativa de erradicar a doença. Os criadores chineses devem enviar um maior número de animais para o abate por temores de que a doença chegue às suas fazendas. Isso vai elevar a oferta de carne suína e pressionar as cotações no mercado doméstico, além da infecção se espalhar mais e mais e por consequência mais animais serão sacrificados e a demanda por carne suína produzida na China provavelmente vai diminuir, resultando em maior procura por carne importada.

 

O que você acha sobre o preocupante fantasma da gripe suína que paira na China?

 

Por Lucas Fortes Mulati, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: IstoÉ, Terra, Wikipédia

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