Importação de lixo e sua proibição na China tem impacto na indústria mundial de reciclagem

Em julho de 2017, a China anunciou a proibição da importação de lixo – incluindo plásticos, papel e produtos têxteis. A lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2018, dando um tempo para os maiores exportadores de lixo se organizarem e acharem alternativas para a medida aplicada pela China.

 

importação de lixo
A China é o maior importador de lixo reciclável do mundo

 

A China é o maior importador de lixo reciclável do mundo. Só em 2016, o país importou mais de 7,3 milhões de toneladas de plásticos. De acordo com uma reportagem da NPR, o maior exportador da China era a União Europeia, que exportava mais de 40% de seus plásticos descartados para China. A Irlanda sozinha exportou 95% de seus resíduos plásticos para a China em 2016. Enquanto isso, os Estados Unidos exportavam cerca de um sexto de seus recicláveis para o país. Nesse mesmo ano, os EUA enviaram mais de 16 milhões de toneladas de commodities de sucata para a China no valor de mais de US$ 5,2 bilhões.

 

Importação de lixo na China
Importação de lixo na China

 

A importação de lixo pela China

O Brasil também tem participação nas importações da China; em 2017 o país vendeu para a China 25,3 mil toneladas de papéis para reciclagem.

Somente em 2015, o gigante asiático comprou 49,6 milhões de toneladas de lixo, de acordo com dados do governo.

 

importação de lixo

 

A proibição envolve o impedimento das importações de mais de 20 categorias de resíduos sólidos, incluindo papeis, plásticos e têxteis.

A notícia da proibição da importação de lixo fez com que muitos países buscassem alternativas e soluções sobre como suas instalações domésticas poderiam lidar com sua capacidade residual sem o auxílio chinês.

Na China, algumas empresas de reciclagem tiveram que demitir funcionários ou fechar devido à perda de negócios.

 

Por que a China tomou essa decisão?

Segundo Pequim, o objetivo da proibição é proteger o meio ambiente chinês do lixo sujo e perigoso que chega ao país. As autoridades também declararam que a produção nacional de lixo reciclável já é suficiente para a demanda da indústria.

Foi percebido também que as grandes cidades chinesas estão em suas capacidades, e algumas delas estão desviando os lixos produzidos em pequenas cidades e povoados vizinhos.

 

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Tal fato foi descoberto recentemente por um caso judicial em que três pessoas foram condenadas à prisão por terem despejado lixo ilegalmente de Shanghai numa área cênica, a cerca de duas horas de carro, na Ilha Xishan. A ilha está localizada dentro do Lago Tai.

Do final de 2015 até o início de 2016, os acusados haviam despejado até 12 mil toneladas de lixo e ganharam entre 7 a 10 yuanes (cerca de US$ 1,08 a US $1,54) por cada tonelada que trataram; tal ação contaminou o meio ambiente da China.

Segundo informações, Shanghai está sobrecarregada com lixo há vários anos; em 2013 a cidade gerava mais de 20 mil toneladas de lixo diariamente. Outras grandes e médias cidades também estão no limite; Pequim e Guangzhou (Cantão) produzem mais de 18 toneladas diariamente cada uma.

 

Alternativas

Segundo a agência responsável por cuidar da reciclagem internacional – Escritório Internacional de Reciclagem -, novos mercados para a importação desses produtos estão sendo estudados, como, por exemplo, Tailândia, Vietnã, Camboja, Malásia, Índia e Paquistão estão sendo considerados.

 

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Entretanto, ainda há muito trabalho pela frente para deixar esses países consolidados e desenvolvidos quando o assunto é a importação de lixo. Segundo informações, 2018 será um ano decisivo para a indústria da reciclagem, tanto em relação a novos mercados, quanto a novas alternativas para o descarte de lixo, como a queima de materiais para a geração de energia.

Os desafios lançados com a proibição da importação de lixo pela China abrem caminhos para se pensar em novos programas de reciclagem e novas formas de utilizar as toneladas de lixo reciclável que são descartados hoje em dia.

Quer saber mais sobre a China e importação? Fique ligado no blog e não se esqueça de compartilhar sua opinião conosco nos comentários!

 

Por Nathália Gasparini, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Isto É, BBC Brasil, El País Brasil, Jornal do PC Chinês, Epoch Times

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