O princípio do passado

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Pergunta: Como um país unipartidário, restritamente fechado, com uma economia internacional gigantesca, dono dos maiores índices de importação/exportação dos últimos 15 anos, que vive em um regime pseudo-republicano (que na verdade, é uma ditadura social de estratificações), pode manter sua população, que ultrapassa a barreira dos bilhões de pessoas, com a ideia de que, por muitas vezes ilusória, vive um regime socialista de mercado, no qual todos possuem certa congruência para que suas condições sociais sejam julgadas  igualitárias?

Desde que assumiu o governo, o partido comunista Chinês tem adotado uma série de inserções dentro da cultura milenar da China. Uma delas, talvez a maior, é o mito da unificação social como fator histórico crucial para que a China de hoje seja governada do jeito que é. O que não passa de uma máscara governamental. As lendas dos imperadores amados e aclamados, generais bondosos  e afáveis, e um povo camponês que lutava em nome da terra, são altamente alteradas pelo ramo governamental, que possui uma espécie de ministério da História, no qual negam e jogam no descrédito historiadores que fogem ao ‘script’ planejado pelo ministério, que impõe a nova era de ouro da história chinesa.

Trezentos milhões de contingentes ativos no exército; Cem milhões na reserva. Pena de morte como método fácil e rápido de eliminar descasos da sociedade. Limitação de nascimento, com priorização ao gênero masculino. Medidas de prevenção para evitar caos e manter a segurança, ou na verdade, dispositivos de contenção do governo ao povo. Tudo isso, pode apostar, influencia na escolha da história que o governo passa para a população.

Por mais que esses reflexos sejam próximos com a história de qualquer país, não há acesso para redescobri-la. No Brasil, a mudança em prol da realidade (como no caso dos vestígios de desembarque nas terras brasileiras antes de 1500), pode acontecer. Na China, não. E o governo não faz questão nenhuma em que o povo não escute apenas o que eles estão protestando. É o povo quem sabe as duas realidades.

No entanto, manter relações com a China são necessárias e indispensáveis para países como Brasil nos dias de hoje.

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Este artigo foi escrito pelo graduando de Relações Internacionais, Luis Gustavo Colalto Silva, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 


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