Poluição na China: seus efeitos econômicos

Mais uma vez, a poluição na China fez o país entrar em alerta vermelho.  A situação é tão alarmante que o índice de poluição em Pequim, por exemplo, poderá atingir 500 microgramas por metro cúbico, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 25 microgramas por metro cúbico.

poluicao na china

Em razão da emergência, uma grande área do país será atingida do centro até o leste acarretando o fechamento de escolas, diminuições na produção das fábricas, retirada dos caminhões das estradas.  A agência de Meio Ambiente da cidade determinou um sistema de trânsito alternativo com o objetivo de limitar a poluição.  Segundo a The Economist, respirar o ar de Pequim equivale a fumar quarenta cigarros por dia.
A China anunciou o primeiro alerta vermelho em 7 de dezembro junto com uma série de medidas restritivas de poluição, porém não foi o suficiente para evitar uma nova onda de poluição na China.

 

Conferência do Clima da ONU

e a poluição na China

Ironicamente, ocorre a cúpula do clima da ONU em Paris. O alerta vermelho revela a gravidade da poluição na China, maior emissor mundial de CO2.  No entanto, as medidas das autoridades de Pequim leva a China em um nível de consciência sobre a importância de um ar mais limpo aliado a imagem que a capital chinesa tem sobre o resto do mundo.

Nesta sexta-feira, o porta-voz da diplomacia chinesa, Hong Lei, disse que Pequim estava “trabalhando duro no tema” e que vem tomando “medidas necessárias” para amenizar a poluição.

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O presidente chinês, Xi Jiping, junto com Barack Obama, combinaram trabalhar juntos para aplicar o acordo alcançado na cúpula do clima de Paris (COP 21) durante uma conversa ao telefone, de acordo com Pequim.  Há 195 países participando desta cúpula climática com a tentativa de limitar o aquecimento global.  Nesta tentativa, a China deseja participar mais com as partes envolvidas, incluindo os Estados Unidos, a fim de conseguir uma aplicação efetiva do acordo de Paris.

China e Estados Unidos são os maiores emissores mundiais de carbono, embora se calcule que o gigante país asiático emita quase o dobro que os Estados Unidos. O governo chinês prometeu que as emissões de gases do efeito estufa irão atingir seu máximo em 2030, porém irá diminuir a partir daí.

O acordo da COP 21 prevê ajuda financeira dos países industrializados aos países em desenvolvimento. Com isso, os países em desenvolvimento receberão um mínimo de 100 bilhões de dólares a partir de 2020, podendo ser revisado em 2025.  Em razão deste novo pacto, o acordo de Paris finda décadas de negociações entre países ricos e pobres sobre uma melhor forma de implementar uma política com a finalidade de amenizar o aquecimento global e enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

Ar como produto na China

O “desespero” na procura de ar limpo é tamanho que há pessoas vendendo ar na China. Um restaurante foi pego cobrando taxa de ar puro na conta porque o seu dono instalou um filtro de ar e começou a cobrar o “serviço”, mesmo sendo considerado ilegal na China.

Uma dupla de empresários ficou famosa por vender garrafas de alumínio com ar puro comprimido das montanhas canadenses. Estas garrafas custam em torno de R$ 40 a R$ 200.  Segundo os donos, os chineses acabaram com seus estoques e ainda fazem fila de espera para adquirir o produto.

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Em 2012, outro empresário ficou milionário ao vender ar em latinhas de  refrigerante. Em apenas dez dias, o empresário vendeu nada mais, nada menos que dez milhões de latas por R$ 3,00.

O desafio chinês será enorme ante a sua enorme carga de CO2 que impacta em todo o mundo.  Será que as autoridades estão de fato corretas em presumir que a poluição irá diminuir a níveis satisfatórios após 2030? Acho difícil!

Por Romero Castro – Direto de Pelotas, RS, Brasil

Fontes: G1, BBC, Mundo Gump, rfi

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