Março 13 2017

Patrimônios da Humanidade na China

Posted by Camila Sakamoto

A China possui 45 Patrimônios da Humanidade, que pertencem à lista de ‘Patrimônio Mundial da UNESCO’. É o segundo país que mais possui patrimônios, perdendo apenas para a Itália (que possui 49) e seguida pela Espanha (com 44) no ranking mundial. A China ratificou a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural em 12 de dezembro de 1985, que incluem locais de recursos valiosos e ricos da China, além de locais de turismo.

Desses 45 locais, 31 são patrimônios culturais, dez são patrimônios naturais e quatro são chamados de mistos (patrimônios que são culturais e naturais ao mesmo tempo). Desde 2004, a China está investindo nas reformas em grande escala nesses tesouros da história. Os seis primeiros, situados em Pequim, foram: os Túmulos Ming, a Grande Muralha, a Cidade Proibida, o Templo do Céu, o Palácio de Verão, bem como o “Homem de Pequim” em Zhoukoudian.

Além disso, a China tem um patrimônio cultural imaterial rico, com vários deles inscritos na lista de Obras Primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Para quem tem curiosidade, a lista completa pode ser encontrada nesse link. Nesse artigo exploraremos alguns desses Patrimônios da Humanidade chineses. O Brasil, para fins de comparação, possui 19 patrimônios da humanidade reconhecidos pela UNESCO.

 

Patrimônios da Humanidade

 

Cidade Proibida

 

Patrimônios da Humanidade

A Cidade Proibida é um dos mais famosos Patrimônios da Humanidade em território chinês

 

A Cidade Proibida (紫禁城 – zǐ jìn chéng), que literalmente significa “Cidade Proibida Púrpura”, foi o palácio imperial da China desde meados da Dinastia Ming até ao fim da Dinastia Qing. Fica localizada no centro da antiga cidade de Pequim. Durante quase cinco séculos serviu como residência do Imperador e do seu pessoal doméstico, sendo o centro cerimonial e político do governo chinês.
Construído entre 1406 e 1420, o complexo consiste em 980 edifícios sobreviventes, com 8.707 seções de salas e cobre 720.000 metros quadrados. O complexo exemplifica a arquitetura palaciana tradicional chinesa, tendo exercido influências culturais e arquitetônicas desenvolvidas na Ásia Oriental. A Cidade Proibida foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade em 1987, estando listado pela UNESCO como a maior coleção de antigas estruturas de madeira preservadas no mundo.
O título de Cidade Proibida surgiu pelo fato de somente o imperador, sua família e empregados especiais terem a permissão para entrar no conjunto de prédios do palácio. Trata-se de uma “cidade dentro de outra cidade”. Sede de um governo burocrático que comandou o império mais populoso da Terra, é o maior palácio do planeta, cujos rumores sempre apontavam a existência de 9.999 divisões.
No século XX, a Cidade Proibida sofreu uma transformação extraordinária. O século começou com o fim de uma dinastia e a expulsão do último imperador, Puyi. A sua queda em 1912 marcou o fim de séculos de imperialismo e 500 anos da Cidade Proibida como capital do Império Chinês. O palácio foi aberto como museu em 1925, mas sofreu com a ofensiva japonesa em 1931, quando cerca de 19 mil caixas contendo artefatos foram retiradas da Cidade Proibida. Os objetos voltaram a Pequim após a Segunda Guerra Mundial, mas o palácio estava totalmente degradado. O trabalho de recuperação começou em 1950. Notáveis e inesperadas descobertas ainda estão sendo feitas à medida que técnicas antigas são combinadas com a tecnologia moderna para restaurar um dos palácios mais magníficos da Terra.

 

Palácio de Mukden ou Shenyang Gugong

 

Patrimônios da Humanidade

Palácio de Mukden, Beijing, China

 

Em 2004, o palácio foi declarado como um dos Patrimônios da Humanidade pela UNESCO, como extensão do sítio Palácios Imperiais das Dinastias Ming e Qing em Pequim e Shenyang.
O Palácio de Mukden ou Shenyang Gugong, também conhecido como Palácio Imperial de Shenyang, é o antigo Palácio Imperial da Dinastia Qing (1616-1910). Fica localizado no centro da cidade de Shenyang, antiga Mukden, no leste da China.
A construção do palácio teve início em 1625, durante o reinado do fundador da Dinastia Qing, Nurhaci. Em 1631 foram acrescentados outros edifícios por ordem do Imperador Huang-Taiji. Os três primeiros imperadores Quing chegaram ali entre 1625 e 1644.
Em 1955, o Palácio de Mukden foi convertido num museu com o nome de Museu Palácio de Shenyang. O Palácio de Mukden foi projetado para se assemelhar às tendas do povo Manchú, enquanto que o tamanho tinha a ambição de copiar a Cidade Proibida de Pequim. No palácio são evidentes alguns elementos dos estilos arquitetônicos próprios das populações da Manchúria e do Tibete.
Em 1644, quando a Dinastia Qing substituiu a Dinastia Ming em Pequim, o palácio perdeu o seu status de residência oficial, tornando um simples palácio regional. Em 1780, o Imperador Qianlong mandou construir novos edifícios, ampliando o palácio.

 

Mausoléu do Primeiro Imperador da Dinastia Qin

 

Patrimônios da Humanidade

Mausoléu do Primeiro Imperador da Dinastia Qin, lar do Exército de Terracota

 

Exército de TerracotaO Mausoléu do Primeiro Imperador Qin (Qin Shi Huang) está localizado a 30 quilômetros a leste de Xi’an na China, província de Shaanxi e foi construído ao longo de 38 anos, 246-208 AC. Situa-se debaixo de um túmulo em um monte de 76 metros de altura. O layout do mausoléu baseia-se na capital de Qin Xianyang, divididos em cidades do interior e exterior.

A circunferência do centro da cidade fica a 2,5 km e o exterior é de 6,3 km. O túmulo está localizado no sudoeste do centro da cidade. O compartimento principal, câmara do túmulo do caixão e artefatos funerários são o núcleo do complexo arquitetônico do mausoléu.
A tumba em si ainda não foi escavada. Explorações arqueológicas concentram-se atualmente em vários locais da necrópole extensa em torno do túmulo, incluindo o Exército de Terracota, a 1,6 km a leste do monte (túmulo). O Exército de Terracota serviu como uma guarnição para o mausoléu e ainda não terminou de ser escavado.
Em 1987, o Exército de Terracota e o mausoléu foram listados como Patrimônio Mundial da UNESCO.

 

Grutas de Mogao

 

Patrimônios da Humanidade

Grutas de Mogao nos arredores de Dunhuang

 

Situadas nos arredores da cidade de Dunhuang, na província de Gansu, no noroeste da República Popular da China, compõe-se de 735 covas com mais de 45 000 metros quadrados de pinturas murais, que as tornam o maior conjunto de arte budista do mundo.
Elas ficam num ponto estratégico ao longo da Rota da Seda, caminho importantíssimo para o comércio da Idade Média, com variadas influências intelectuais, culturais e religiosas. Os 492 santuários nas cavernas e grutas em Mogao são famosos por suas estátuas e pinturas rupestres, abrangendo cerca de mil anos de arte budista. Também conhecidas como as “Cavernas dos Mil Budas”, as Grutas de Mogao foram escavadas no ano de 366, na encosta da Montanha Mingshashan.
Estendem-se de norte a sul por quase dois quilômetros. Ao mesmo tempo em que se esculpiam as esculturas exteriores, as covas interiores iam sendo preenchidas com as estátuas dos budas. Os murais com temas budistas mostram narrações dos sutras e representações de budas e personagens mitológicos oriundos da Índia, Ásia Central e outras partes da República Popular da China.
Consideradas pelos peritos como uma “Enciclopédia da Idade Média” (séculos IV a IX), foram incluídas na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1987. Nos 20 anos seguintes ao descobrimento desse precioso sitio, desapareceram cerca de 40 mil passagens dos sutras, assim como incontáveis murais e esculturas. Como consequência das expropriações na China, só se conserva a terceira parte do que originalmente havia nas cavernas.
A erosão natural provocada pelo vento, pela chuva, pelas tempestades de areia, assim como os danos causados pelas próprias pessoas, tem afetado gravemente os delicados afrescos, que sofrem com mudanças na coloração e na sua estrutura. Com o objetivo de proteger este valiosíssimo legado humano, a Academia de Dunhuang da República Popular da China trabalha para introduzir o programa “Dunhuang Digital”, no qual também participam organizações e centros de pesquisa do Reino Unido, França, Rússia e Estados Unidos.

 

Monte Tai

 

Patrimônios da Humanidade

Monte Tai, ao Sul da cidade de Jinan

 

Situado a sul da cidade de Jinan, no centro da província de Shandong, o Monte Tai (chinês: 泰山, pinyin: Tài Shān) estende-se por mais de 200 km na direção leste-oeste com uma superfície de 426 km². No leste da planície do Huabei, o pico do Monte Tai, Yuhuangding, apesar de ter uma altitude de apenas 1545 metros, sobressai, entretanto, das baixas colinas e planícies que se encontram a seu redor num raio de várias centenas de quilômetros quadrados.
É uma das Montanhas Sagradas da China, sendo considerada a mais sagrada de todas e associada ao nascimento e renovação por ser a mais oriental. Foi um local de peregrinação imperial durante quase dois mil anos, e as obras-primas artísticas contidas lá estão em harmonia perfeita com a paisagem natural. Sempre foi uma fonte de inspiração aos artistas e estudantes chineses e simbolizou as antigas civilizações e crenças do país.

 

E você, se empolgou em visitar a China depois dessa lista de Patrimônios da Humanidade?
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Por Ariel Oliveira, diretamente de Garça, SP, Brasil

Fonte: UNESCO

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