Occupy Central with Love & Peace

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Hong Kong vive dias de tensão. A disputa é pela forma como será escolhido o próximo líder da ilha chinesa em 2017. O movimento “Occupy Central with Love & Peace” prega a desobediência civil em defesa de eleições democráticas que cumpram normas internacionais. Hong Kong está sob domínio chinês. Os protestos podem fazer alguma diferença? Até os organizadores do movimento admitem que é pouco provável que consigam influenciar o governo central da China, mas podem ter um papel importante em Hong Kong: o início de mudanças no país.  

Muitos veem o direito de protestar nas ruas como uma forma de forçar mudanças, e alguns protestos foram bem-sucedidos, forçando a revogação de uma polêmica lei de segurança nacional e de aulas de “educação patriótica” nas escolas.

No entanto, as demandas do “Occupy Central”, que giram em torno da representação democrática, são mais sensíveis, porque se relacionam à forma como a ilha é governada e podem ser vistas como um desafio direto à autoridade exercida por Pequim.

A polícia vem realizando ataques contra o movimento. Hong Kong registrou novos confrontos nesta segunda-feira (13) entre manifestantes pró-democracia e grupos contrários ao movimento. Centenas de pessoas, algumas usando máscaras e armadas com pés de cabra e objetos cortantes derrubaram barreiras no distrito comercial.

“Estou irritado porque este movimento é dos estudantes de Hong Kong. A polícia não deveria ser nossa inimiga, e sim nossa amiga”, reclamou Kim Kwan, estudante de 21 anos. “A polícia se nega a conversar com a gente e faz o que tem vontade”, afirmou Wong King-wa, de 25 anos.

“Vamos continuar aqui até o fim”, prometeu John, um manifestante de 25 anos, enquanto recolocava barreiras retiradas.

O movimento representa a mais grave crise política em Hong Kong desde que o território foi devolvido à China pela Grã-Bretanha em 1997.

 

Como se dividem as opiniões em Hong Kong?

As manifestações atuais pró e contra a influência de Pequim têm reunido milhares de pessoas, mas as que são favoráveis ao governo são menos comuns – e, segundo a imprensa local, repletas de pessoas que foram pagas para estarem lá.

Mas Hong Kong é uma cidade com visão empresarial, e muitos temem que enfrentamentos com Pequim prejudiquem os negócios na ilha.

Em contrapartida, um número significativo de pessoas anseia por mais democracia e expressou seu desgosto pela decisão chinesa de limitar os candidatos políticos.

Quem são as peças-chave dos protestos?

Os principais apoiadores do movimento são Benny Tai, professor de direito, Chan Kin-man, professor de sociologia, e Chu Yiu-ming, representante eclesiástico.

Eles são considerados figuras moderadas do movimento pró-democracia.

O “Occupy Central” também é apoiado por partidos políticos e por grupos estudantis.

A decisão de Pequim de restringir as candidaturas políticas fez com que aumentasse o apoio popular ao Occupy, já que muitos viram as restrições como antidemocráticas e inaceitáveis.

No outro espectro, autoridades de Pequim e grupos empresariais tendem a ser contrários ao Occupy.

O que pensa a China?

O Partido Comunista Chinês não quer que um movimento popular seja visto como uma ameaça a sua autoridade. E Pequim se preocupa com as crescentes tensões políticas e com o sentimento anti-China em Hong Kong.

A imprensa estatal do país acusa “forças externas” de se intrometerem em assuntos de Hong Kong e de fomentar “sentimentos separatistas” na ilha.

O presidente Xi Jinping, no poder desde 2013, parece ter adotado uma abordagem mais dura contra a dissidência, e especula-se se Pequim fará alguma ofensiva contra o “Occupy Central” caso considere insuficientes as ações das autoridades locais.

Mas acredita-se que o envolvimento direto do governo central seria um último recurso, tendo em conta as possíveis repercussões internacionais e impactos nos negócios.

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Leticia  Por Letícia Osti – Direto de Marília-SP, Brasil.

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