O massacre da Praça da Paz Celestial – China Link Blog de Importação

Num contexto de final de Guerra Fria em que o mundo dividia-se entre capitalistas e socialistas, muitas nações ao final do acontecimento prezavam pela democracia e o fim de governos opressores. Como o que ocorreu com os protestos na China entre os dias 15 de abril à 4 de junho de 1989.

O protesto reuniu manifestantes de diferentes grupos, desde intelectuais a operários, que acreditavam ser o governo vigente do Partido Comunista repressivo e corrupto, além de manter uma política econômica ineficaz que trazia inflação e desemprego.

Começando com pequenas caminhadas pelas ruas de Pequim, o movimento ganhou força contendo mais de 100 mil participantes. Entretanto, a resposta do governo chinês não foi positiva, ao invés de usar o diálogo e atender às reivindicações, ele optou pelo uso da força mandando tanques de guerra e a infantaria do exército para a Praça de Tian’anmen (Praça da Paz Celestial), onde os manifestantes se encontravam.

O resultado dessa solução violenta foram cerca de 1 mil mortos e mais de 7 mil feridos, com maioria de estudantes. Não só um massacre foi resultado dessa ação, o país já muito conservador quanto à liberdade de expressão e imprensa, expulsou a comitiva internacional do país, controlou a mídia nacional (de maioria estatal) e prendeu os líderes do movimento.

praça da paz celestial 2013

A imagem símbolo desse protesto foi registrada pelo fotógrafo Jeff Widener, em que “o rebelde desconhecido” e desarmado fez com que um fila de tanques parasse, um dia após o massacre (05 de junho de 1989).

o jovem desconhecido

Apesar das mais de duas décadas do ocorrido, apesar do desenvolvimento e crescimento do país, apesar do fenômeno globalização e apesar da China tentar ser um exemplo internacional para com os Direitos Humanos. O governo, em pleno século XXI ainda controla a liberdade de expressão e informação de sua população.

Durante a semana que lembrou o ocorrido, o governo chinês bloqueou a busca em redes sociais de palavras como “4 de junho”, “massacre”, “praça da paz celestial”, “lembrança” e até “grande pato amarelo” (sátira feita a imagem símbolo do massacre). Demonstrando que mesmo sendo uma grande potência econômica, a China, mas principalmente sua população ainda tem muito pelo que lutar, seu povo ainda tem um vasto espaço a conquistar, o governo muito a reformar e fazer melhorar seu setor político e social.

“Estivemos sentados durante muito tempo e chegou a hora de esticarmos as pernas” era o que diziam os cartazes dos milhares de manifestantes.

Taiame-souza

Por Taiame Souza – Direto de São José dos Campos/Brasil
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