Negócios entre China e Brasil neste fim de ano

Ministros brasileiros visitam a China para prospectar negócios com o país. Enquanto isso, o Brasil tem a frente um governo que diz não fazer negócios com países com governos de esquerda, mesmo tendo a China como principal parceiro comercial. Veja a seguir como agiu o governo chinês quanto a essa situação conjuntural brasileira, como andam as consequências da guerra comercial e também o crescimento econômico chinês.

 

Negócios na primeira feira de importação

Com o objetivo  de se aproximar ainda mais do mercado chinês e realizar mais negócios com o país, uma delegação brasileira de ministros partiu neste domingo (4) para Xangai. A delegação brasileira que irá inaugurar estande na histórica primeira feira de importação da China  é composta por Marcos Jorge (ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), Aloysio Nunes Ferreira (ministro das Relações Exteriores), Blairo Maggi (ministro da Agricultura) e representantes da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos). No dia 4 de novembro se encontraram com 120 representantes da Fiesp em Xangai e jantaram com o presidente Xi Jinping em Xangai . O objetivo dessa missão de negócios é diversificar a pauta exportadora sino-brasileira, aumentando-a. Marcos Jorge irá se encontrar com o Ministro chinês da Indústria e Tecnologia da Informação, Miao Wei. A feira tem a particularidade de ser uma das únicas no mundo em que o foco é importação.O enorme mercado interno chinês de 1.3 bilhão de pessoas torna o sucesso desta missão ainda mais relevante para a inserção da economia brasileira na China.

 

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Xi Jinping no Fórum Econômico Internacional 2018

 

Negócios com o Japão

Além do Brasil, o Japão também estreitou seus laços com a China após 7 anos sem realizar negociações bilaterais, principalmente devido ao atrito quanto à expansão chinesa no oceano Pacífico. A visita de líderes japoneses juntamente a 500 empresários à China  e o encontro com o ministro da economia chinesa levou a mudanças e avanços importantes no relacionamento entre os dois países, pois ambos são grandes parceiros que competem pelo mesmo mercado asiático. O Japão tem se posicionado juntamente à China para a reunião do G20 que promete ser tensa devido à situação da economia global com a guerra comercial dos EUA.

 

Perpsectivas para a relação entre China e Brasil

Durante a Exposição Internacional de Importações que acontece essa semana em Xangai,  Xi Jinping reafirmou seu incentivo à abertura do mercado chinês à importações para um auditório lotado de representantes globais (como Bill Gates e a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde). Prometeu um ambiente de negócios de classe mundial, o que traz otimismo para a delegação brasileira e outras que competem pelo investimento chinês. O investimento chinês no Brasil  é cada vez maior e esta feira é uma ótima oportunidade de manter esses índices ou até mesmo aumentá-los.

 

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Inspeção de conteiners em porto na China. Fonte:  Johannes Eisele/Pool/Reuters 

 

O porta-voz de Relações Exteriores da China afirma sua intenção de manter a parceria estratégica com o Brasil, como dois grandes países emergentes, demonstrando o primeiro passo do governo chinês do relacionamento comercial com o Brasil e seu futuro governo.

 

Ritmo do desenvolvimento da indústria chinesa é fraco

Após dois anos a China registra o seu mais baixo índice de crescimento da industrial no período de outubro, sendo o nível mais baixo desde julho de 2016. Esse fato se deve às consequências do entrave comercial travado com os Estados Unidos  e a desaceleração das demandas internas e externas. O déficit comercial (exporta-se menos do que importa-se) dos EUA aumenta e bate recorde neste mês de setembro na China. O índice do crescimento foi abaixo do esperado pela Reuters, que era de 50,6. A queda de mais esse índice demonstra ainda mais a tendência de queda da economia chinesa nesse final de semestre, tendo caído também o crescimento do setor de serviços no mês de setembro. No terceiro trimestre de 2018 o crescimento foi de 6,5 por cento, o ritmo mais fraco de crescimento desde a crise financeira global.

 

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Produtos importados dos EUA em mercado chinês. Fonte: AP Photo/Andy Wong

 

Governo chinês muda política de empresas privadas

Com o desaceleramento da economia chinesa, novas estratégias e medidas são tomadas pelo governo chinês. As empresas privadas recebem atenção nesse fim de semestre de 2018 como nunca haviam recebido nas outras etapas das novas políticas da economia chinesa. Essa é a resposta das autoridades chinesas aos baixos índices que vêm sido apresentados neste período. O presidente Xi Jinping prometeu às empresas privadas que estejam sofrendo dificuldades ajuda financeira e corte de impostos, demonstrando seu apoio ao setor privado. Serão também expandidos os canais de financiamento para ajudar empresas que tenham boas perspectivas.

 

Fontes: G1, Agência Brasil, Folha de S. Paulo,  Reuters

Por Mariana M. Fidalgo, diretamente de Marília, SP – Brasil

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