Liberdade na razão?

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Zygmunt Baumann, um dos maiores filósofos da atualidade, põe sempre em suas pautas a questão do equilíbrio entre segurança e liberdade. Enquanto uma sociedade torna-se segura para a vivência de seus cidadãos, a tendência de sofrer delimitações quanto às escolhas políticas, físicas e demográficas torna-se muito mais comum. Em contrapartida, a liberdade de opções sócio-culturais para os cidadãos, gera pluralidade e maioridade vertente entre as pessoas. Mas a segurança de uma unidade mais uniforme, e uma zona de conforto manobrável é desvanecida nestas condições liberais. Se rotularmos a República Popular da China dentro desta breve tese, podemos levantar uma Questão: Até que ponto o povo chinês abdica de sua liberdade de expressão para poder usufruir de um regime governamental estável?

Comecemos pelo acesso à internet: O provedor é do governo chinês, ou seja, não há empresas de capital estrangeiro no ramo de tecnologia, que não sejam ligadas a fornecer micro- componentes para produtos chineses (toda a mão-de-obra, manutenção e criação são de exclusividade do governo; Pedaços de peças e ponteiros, por exemplo, são o que o governo importa como “tecnologia estrangeira”, no ramo da informática). Desde aí, já vê-se que manifestações em redes sociais de expressão, como o facebook e o twitter, não acontecem, como aconteceram nos eventos da primavera árabe e da Occupy Wall Street, estabelecimentos de participação social direta e ativa nas decisões contra a má organização do governo.

A rede televisiva, que é rara nos lares das famílias chinesas, é de controle totalmente estatal; Assim como as estações de rádio. Tudo que os mais de um bilhão de chineses vêem, ouvem e comentam, possui interferência governamental. Porém, os índices de segurança no país, muito pouco divulgados pelo governo, deveriam ser um motivo de grande divulgação pelo país: Com raras exceções no interior manufaturado do país, a taxa de homicídio vem caindo drasticamente desde 2000. E, por mais manipulável que pareça, a prestação de serviços no exército tem um índice de mais de 80% de aprovação entre os jovens. Todos querem colaborar na manutenção da segurança da população.

Como a maior economia exportadora entre o eixo sul-sul do globo (além de atingir picos no primeiro lugar de economia mundial), a China não é isolada do resto do mundo, com uma espécie de “cortina de ferro” bem mais alcançável à visão do exterior do que a  da antiga União Soviética. O ramo econômico, carecido de fontes proteicas como a carne suína e de aves, busca em soluções americanas o contrabalanceamento das necessidades do povo.

Desta forma, formula-se como um novo horizonte de pesos e medidas com a liberdade do povo chinês, uma vez que, sua aprovação mediante ao governo, forçada ou não, é cada vez mais aceitável ao longo do tempo.

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Este artigo foi escrito pelo graduando de Relações Internacionais, Luis Gustavo Colalto Silva, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 

 


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