Abril 05 2018

Lâmpadas de LED: como importar da China?

Posted by Victor Fumoto

A importação de lâmpadas de LED da China é um negócio crescente, com muitas expectativas e boa margem de lucro, mesmo com a alta concorrência no mercado. A partir de janeiro deste ano, algumas categorias do produto necessitam da certificação do Inmetro, por isso explicaremos como importar LEDs da China, respeitando a legislação, e como aproveitar todo o potencial do produto. 

 

 

Como importar LED da China?

Para não ter problemas com a importação, é preciso ter algumas noções básicas quanto: aos custos logísticos; à classificação fiscal do produto; aos impostos que cairão sobre a mercadoria; ao investimento necessário para importar; ao tempo de embarque de importação; entre outras questões.

 

 

Primeiramente, é preciso ter noção do valor do seu investimento. Se contar com um capital um pouco limitado, a recomendação é importar de sites como DHgate/Ebay/Amazon/AliExpress, devido à garantia de receber um produto de qualidade por um valor acessível. Se contar com um capital maior, descubra o valor importado ao longo dos últimos anos, saiba quais são os valores FOB por quilo (kg) importados nos últimos anos e verifique se há uma tendência de aumento ou diminuição das importações. Descubra a logística de importação utilizada pelos importadores atuais, analise os valores FOB médios importados por cada (aero)porto e questione se os volumes importados por cada modal estão ligados às questões estratégias, como a localização do mercado consumidor. Descubra aonde se localizam os maiores importadores atuais do produto. Analise os valores FOB médios importados por cada Estado. Questione se os volumes importados por Estado estão ligados às questões estratégicas, como localização do mercado consumidor e benefícios fiscais. Entenda quais são os impostos que incidem sobre a importação. Descubra a alíquota dos impostos incidentes na importação do produto em estudo e visualize o impacto que os impostos podem ter no custo total da importação.

 

ETAPAS DE UM PROJETO DE IMPORTAÇÃO

1. Levantamento das oportunidades de importação – produtos existentes e novos produtos;

2. Estudo da concorrência – o que estão importando e de onde;

3. Levantamento de base de potenciais fornecedores;

4. Contato com potenciais fornecedores para solicitação de cotações;

5. Simulação de custo de importação – análise logística, financeira e tributária;

6. Embarque de amostras para homologação do produto;

7. Solicitação de Radar (habilitação de importação);

8. Estruturação do departamento de importação;

9. Embarque piloto;

10. Feedback da qualidade dos produtos e serviço do importador;

11. Planejamento logístico – embarques pontuais.

 

Alguns conselhos para a importação

Para evitar custos desnecessários no início do projeto e aplicar de forma planejada o seu capital disponível, é preciso detalhar os impostos incidentes na importação; indicar o tratamento administrativo na importação (necessidade de registro e cadastro do importador, licença de importação, entre outros); simular cenários de custos de importação; indicar o lote econômico que traz o melhor custo x benefício para a importação; verificar possíveis barreiras de entrada; analisar as estatísticas de importação indicando: origem dos produtos importados, localização dos importadores e logística de importação; analisar as opções de Importação Direta e Importação Indireta – suas vantagens e desvantagens; detalhar a logística de importação – prazos, procedimentos e rotinas; e estudar a legislação vigente sobre os produtos a serem importados são alguns exemplos para obter uma visão completa do projeto de importação.

Antes de importar, é essencial buscar as informações necessárias para a tomada de decisões. Além de tempo, a entrada em um novo negócio demanda investimento e isto vem acompanhado de riscos. A análise de viabilidade de importação tem como objetivo fazer um levantamento preliminar das principais informações sobre a importação daquele produto, o que possibilita vislumbrar um cenário completo sobre o ambiente de negócio dentro da sistemática de importação. 

 

 

Quando visitar alguma das plataformas apontadas acima, encontrará diversos fornecedores e produtos para escolher. Para fazer uma boa escolha, é preciso fazer um pequena investigação dos fornecedores e selecionar os melhores de sua escolha, para comparar preços, reputação e a qualidade do produto.

Em seguida, é fundamental saber onde está a base desses produtos de LED e sua qualidade. Se o fornecedor for de Guangdong, Shenzhen ou Zhejiang, existem algumas vantagens:

  • Guangdong: a base está na cidade de Zhongshan. Sua vantagem está na experiência em iluminação doméstica e o cara a cara com o mercado de baixo custo na China.
  • Shenzhen: sua vantagem é que nessa região existem diversas pessoas vendendo lâmpadas LED, de diferentes qualidades, então basta seguir os passos anteriores para fazer um boa escolha de fornecedor.
  • Zhejiang: sua base está em Ningbo. Tem LEDs de todos os tipos com uma qualidade média/alta. Enfrenta o mercado da União Europeia e dos Estados Unidos. Ningbo é uma cidade portuária e exporta esses produtos de iluminação de forma satisfatória. Além disso, como é uma área muito poderosa no setor de plásticos e ferramentas, o preço tem uma grande vantagem em comparação com outras cidades.

Na Feira de Yiwu, uma das maiores e mais importantes feiras de negócio da China, existe uma seção completa voltada somente para LEDs, onde muitos fornecedores vendem diversos tipos de lâmpadas de LED, por isso, além das informações citadas anteriormente, é fundamental saber as exigências técnicas na questão de cores, voltagens, tamanhos e tudo mais, pois se você chegar no fornecedor e não souber respondê-las, ele perceberá que você desconhece o mercado e pode se aproveitar disso. Conheça também outras Feiras de Negócio da Ásia.

 

LED

Feira de Yiwu – terceira maior feira de bens de consumo da China (Imagem Yiwu Fair).

 

Posteriormente, é preciso fazer uma lista dos produtos que você vai comprar e enviá-la para os fornecedores. Alguns deles oferecem um tratamento muito profissional e transparente. Outros, no entanto, podem ser mais complicados. Deixe-se guiar pela sua investigação e intuição para escolher o melhor provedor. Normalmente, os produtos mais baratos escondem-se atrás de fornecedores com bom serviço e qualidade, mas não é uma regra aplicável em todos os casos.

Depois de aprovar as ofertas, é hora de pedir amostras para verificar a qualidade do produto. Neste estágio, você poderá selecionar os provedores que oferecem um serviço melhor e deixar em segundo plano aqueles que colocam você em desacordo. Quando as amostras chegarem, tente tê-las o maior tempo possível para testar os LEDs e verificar se são da qualidade esperada.

Finalizado o teste de amostras, você poderá concluir facilmente quais serão seus fornecedores principais e secundários. É possível, inclusive, classificá-los de acordo com a qualidade da amostra e decidir, dependendo do valor e da qualidade, quais produtos são melhores para você. A maioria dos fornecedores estará disposta a negociar e cooperar com novos clientes, logo, aproveite-os.

 

 

Provavelmente, a fase de maior preocupação é o tempo de pagamento, pois todos os fornecedores precisam de um pagamento inicial, que é entre 20% – 100% do valor total do produto. É importante cumprir os prazos de pagamento para gerar uma boa impressão e também para que não duvidem de sua capacidade de fazer negócios.

Além disso, é essencial se preocupar com o design do pacote. Cada fornecedor terá seu logotipo especial para que os consumidores possam se lembrar facilmente. Se a quantidade do pedido for grande e o fornecedor for novo, você pode solicitar uma amostra do pacote para verificar sua segurança e garantir que seu pedido chegue em perfeitas condições. Por fim, antes de carregar todas as mercadorias nos contêineres, você pode pedir ao seu fornecedor o envio de uma ou duas amostras idênticas aos produtos que você receberá, para verificar se está tudo em ordem com a mercadoria.

 

Certificação do Inmetro

Desde 17 de julho de 2017, somente as lâmpadas LED com o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro poderiam ser comercializadas por atacadistas e varejistas, e, para os estabelecimentos comerciais cadastrados como micro e pequenas empresas, o prazo foi até 17 de janeiro de 2018.

 

LED

Etiqueta Nacional de Conservação de Energia do Inmetro (Imagem Jota Jota Blog).

 

A regulamentação é aplicável às lâmpadas LED com dispositivo integrado à base ou corpo, constituindo uma peça única, não destacável, sendo destinadas para operação em rede de distribuição de corrente alternada de 60 Hz, para tensões nominais de 127 V e/ou 220 V, ou em corrente contínua (DC ou CC) em qualquer faixa de tensão. Excluindo: as lâmpadas com LED coloridos, com lentes coloridas, que emitem luz colorida; RGB, que possuem invólucro coloridos e decorativas, e emitem luz colorida; lâmpadas de LED com dispositivo de controle incorporado que produzam intencionalmente luz colorida; e OLED (Organic Light Emitting Diode).

Além de segurança, a certificação leva em conta a eficiência energética das lâmpadas LED, no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), e a sua durabilidade. Em relação à eficiência, o requisito de eficiência mínima varia de 45 a 100 lm/W, a depender do tipo e da faixa de potência da lâmpada. No que diz respeito ao tempo de vida, exige-se como vida mínima de 15 mil a 25 mil horas, a depender do tipo de lâmpada.

A fim de esclarecer dúvidas de consumidores, fabricantes, importadores e comerciantes, o Inmetro elaborou, ainda, um guia que reúne as principais dicas e informações para o consumidor a respeito do uso das lâmpadas LED, opção com maior durabilidade, qualidade de iluminação, consumo de energia até 85% menor do que as já existentes no mercado. Com conteúdo didático e de fácil entendimento, a publicação está disponível aqui.

O Inmetro acompanha o cumprimento da Portaria 144/2015. Através das Superintendências e dos órgãos delegados, que compõem a Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade do Inmetro (RBMLQ-I), são realizadas ações de fiscalização, não só no mercado, mas também nas fábricas, importadores e centros de distribuição, em busca de irregularidades. Além da fiscalização, outra atividade de vigilância de mercado é o Programa de Verificação da Conformidade (PVC), pelo qual o Inmetro obtém amostras de produto no comércio e as submete a ensaios. Esse Programa, além de identificar produtos que, apesar de certificados e registrados, não atendem aos requisitos técnicos, também tem como objetivo fazer uma análise mais aprofundada de toda a medida regulatória a fim de identificar, por exemplo, a necessidade de aperfeiçoamento dos Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC).

A punição para aqueles que descumprirem o regulamento, cujas infrações podem ensejar as penalidades previstas na Lei nº 9.933/1999, contempla a aplicação de multas que podem chegar até R$ 3 milhões, se consideradas as situações agravantes, como, por exemplo, a reincidência da infração pelo mesmo fornecedor.

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Por Jéssica Mensalieri Amaral, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Destino China, Productos Cusan, Inmetro, IBSolutions.

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