Gigante chinesa Huawei tem negócios afetados pela guerra comercial

 

Huawei e os negócios da China

No dia 14 de maio, dando continuidade aos entraves nos negócios da China devido aos atritos com os Estados Unidos, o governo da China afirmou, por meio do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país, que não deseja uma guerra comercial, ao contrário dos Estados Unidos. Afirmou ainda que estaria disposta a ir até o fim na busca por defender os seus interesses no comércio internacional.

 

O pronunciamento de Donald Trump

Além da guerra comercial, está em jogo há um bom tempo o controle das redes 5G. Os Estados Unidos lideram uma campanha de alcance global para obter o domínio das redes 5G e impedir que os negócios da chinesa Huawei, que tem conseguido assumir uma postura de liderança no desenvolvimento desta tecnologia. No dia seguinte a China pediu para que os Estados Unidos encerrassem tal prática hostil contra as empresas chinesas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, afirmou que este movimento não é nada amigável e deteriora as relações entre os países, afetando os negócios da China.

Já no dia 16 de maio, em meio às tensões entre os dois países o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou por meio de uma emergência nacional, a proibição de companhias americanas de usar equipamentos de telecomunicações fabricados por empresas que estavam em busca de espionar o país. Apesar do presidente não ter nomeado nem uma empresa na época, a declaração incide diretamente sobre empresas como a Huawei, de origem chinesa, e ocorre em meio as tensões entre os dois países.

 

O controle das redes 5G em jogo

O acirramento entre os dois países prosseguiu nos dias posteriores, em que pese o anúncio do Google de que deixaria de vender componentes e software para a empresa chinesa, o perfil do Android afirmou que apenas estariam cumprindo com ordenamentos do governo norte-americano. A resposta da chinesa Huawei foi feita por meio de um pronunciamento, em que afirmou que a empresa fez contribuições substanciais para o desenvolvimento e crescimento do Android, sendo parceiros cruciais e que geravam benefícios mútuos para ambas as empresas.

 

Disputa Mundial pelas Redes 5G

 

O veto do governo dos Estados Unidos e da Google a empresas como a Huawei frustrou sob certos aspectos as pretensões da empresa em se tornar a número 1 (um) em fabricante de telefones do mundo, estando muito perto de alcançarem as vendas as Samsung. A empresa, prevendo que os Estados Unidos assumissem o papel de tentar frear seus negócios mundiais de celular, já teria afirmado em março que estariam desenvolvendo um sistema operacional próprio, a fim de reduzir (e até encerrar) sua dependência de fornecedores dos Estados Unidos, mas ainda sim o veto veio com força no sentido de atrapalhar parte de suas vendas.

Entretanto, no dia 21 de maio, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos suspendeu por 90 dias as sanções que incidiram diretamente sobre os negócios da gigante chinesa Huawei e suas filiais, segundo comunicado, a suspensão temporária ocorreu para que às empresas tivessem um período de transição e se adequassem melhor as novas prerrogativas. Apesar de um pronunciamento afirmar que certas atividades continuarão a funcionar normalmente, a exportação das tecnologias só poderão ocorrer por meio de uma autorização especial. O Departamento de Comércio prosseguiu com o discurso do presidente e afirmou que as exportações só podem ocorrer por meio de licença, e podem ser vetadas, pois incidem diretamente sobre a segurança do país. A onda de veto também levou outras fabricantes a vetarem a Huawei, como a Intel. Cabe ressaltar ainda que os EUA pressionaram a União Europeia a fim que de o bloco também impusesse restrições à China, na tentativa de bloquearem a ascensão da Huawei.

 

A Huawei vem impulsionando os negócios mundiais da China

 

A gigante Huawei vem impulsionando os negócios da China
Fonte: Notícias ao Minuto

 

Ainda no dia 21 de maio, o fundador e atual CEO Huawei, gigante tecnológica e que tem impulsionado tanto a China quanto suas projeções de negócios internacionais, negou que os últimos vetos afetem as projeções da Huawei de implantação da tecnologia 5G, pois a empresa estaria cerca de dois anos a frente de suas concorrentes, afirmou ainda que já estavam preparados para tal sanção. Por último, ele afirmou que a responsabilidade dos vetos e do futuro dos negócios não é endereçado às empresas, que mantiveram negócios prósperos em tempos de paz durante anos, mas que a responsabilidade recai toda sobre os políticos.

No dia seguinte, dia 22 de maio, Steve Bannon, um ex-estrategista do governo de Donald Trump afirmou que a atitude dos Estados Unidos sobre o decreto estava correta, pois era necessário proibir os equipamentos de telecomunicações dentro do país, a fim de conterem tais aparelhos que serviriam para espionagem. Ainda sobre este assunto, ele teria afirmado que a Huawei se colocava como um risco não só para os Estados Unidos, mas para todo o mundo.

 

O caso Huawei pode ser prejudicial para os negócios da China

O caso da Huawei, por mais espinhoso que seja, é apenas mais um dos capítulos desse emaranhado que ocorre entre os Estados Unidos e a China, uma guerra comercial que se arrasta por muito tempo e que vem prejudicando de forma exponencial os negócios da China para com o resto do mundo.

 

Por Lucas Lima da Cruz, diretamente de Marília, SP – Brasil

Fontes: China Link Trading, Agências EFE.

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