HONG KONG, A CHINA INGLESA

Quanto contraste! Mar e montanha, feições ocidentalizadas e traços orientais, cantonês e inglês, shoppings de luxo e mercadões de pechincha, britânicos e chineses, caos e tranquilidade, eletrônicos e incenso, carros de mão inglesa e barcos, ônibus de dois andares e bondes, arranha-céus e templos, Buda e Mickey. Hong Kong é assim, vai de oito a oitenta num piscar de olhos. Foi a parte da China que ficou sob domínio da Inglaterra depois da Guerra do Ópio. Em 1997 foi devolvida aos chineses, com a condição de permanecer por mais 50 anos como Região Administrativa Especial, ou seja, com autonomia, moeda própria e leis diferentes do resto do país. Com isso, tornou-se um dos principais destinos turísticos do país.
  
Divirta-se! Hong Kong tem programas para todas as idades.

CIRCULANDO PELA CIDADE

O território que compõe Hong Kong é formado pela península de Kowloom, pela ilha de Lantau, pela região dos chamados “novos territórios”, por outras ilhotas (mais de 200), além, é claro, da ilha de Hong Kong. O agitado coração da cidade é formado por Kowloom – a Meca do consumo – e pela ilha de Hong Kong – a Meca dos negócios. Essas duas partes são separadas pela “Baía de Vitória” ou “Victoria Harbour”, braço do Mar da China Meridional que separa a ilha do continente.

 

Prepare-se para a chuva que é tão corriqueira em Hong Kong que nos hotéis há sempre um guarda-chuva à sua disposição.

Para atravessar a baía basta subir num ferry e fazer rapidamente o trajeto. Eles são a maneira mais barata de chegar ao lado oposto do porto. Em Kowloom, a embarcação pode ser tomada próximo ao Clock Tower e na ilha de HK fica no terminal do Star Ferry, no Central. Mas, também é possível sair de Kowloom e descer no Convention Center a bordo de um desses charmosos barquinhos verdes que são considerados atrações para quem visita a cidade.
O “miolo” da ilha de HK tem um trânsito caótico, pois um grande número de carros de mão inglesa compete com uma frota gigantesca de táxis vermelhos, além de ônibus de dois andares. Mas, para esquecer do tráfego é só olhar para o alto e ver os arranha-céus cheios de letreiros coloridos, olhar para o mar lotado de embarcações e observar o povo andando pelas ruas. Tudo é tão interessante que nem dá para se preocupar com os congestionamentos.
   
A quantidade de taxis e ônibus de dois andares é enorme.


 
Bondes circulam pela ilha de Hong Kong.


No meio do agitação, uma parada para o almoço. Pato faz parte do cardápio dos chineses sempre.

Em Kowloom, que é a área do continente que faz fronteira com a China propriamente dita, é impressionante a quantidade de lojas, shoppings e mercados, especialmente, na região à beira-mar.
 
Pelas ruas de Kowloom.


Para fugir da pirataria basta entrar numa das tantas lojas de grife espalhadas pela cidade.



OS ATRATIVOS DE HONG KONG

Para os mais consumistas ir a Hong Kong significa, de imediato, fazer compras. Especialmente, computadores e outros produtos eletrônicos, que devem ser comprados sempre com alguma indicação para evitar transtornos com falsificações. Mas, engana-se quem reduz a cidade a um gigantesco shopping.
 
Produtos eletrônicos na China só podem ser comprados em Hong Kong.



Os mercadões de eletrônicos vivem lotados e vendem de DVD à computador.
Para começar, uma boa visão geral de HK pode ser conseguida do alto do Peak Tower, um refúgio montanhoso, com brisa refrescante e que guarda uma grande área verde. Desde os tempos da colônia, este é considerado o melhor lugar para se viver na ilha. Muitas mansões localizam-se nessa área e são consideradas das mais caras do mundo. Para chegar lá no topo se pode tomar o bondinho vermelho “Peak Tram”, subir a pé..ufa…ou ir de táxi. O bonde é poético, apesar da fila, percorre seu trajeto numa super inclinação de 27 graus entre a Catedral de St. John e o Victoria Gap há mais de cem anos. O Pico de Victoria abriga uma imponente área comercial com vista panorâmica espetacular (geralmente coberta por nuvens e poluição), além do museu de bonecos de cera “Madame Tussauds” e do “Ripley’s Believe It or Not” coleção de coisas bizarras encontradas pelo mundo afora.
 
O Peak Tram faz o trajeto até o Victoria Peak há mais de um século.


A cidade vista do Victoria Peak, habitualmente nublada.
O Madame Tussauds fica no shop 101, The Peak Tower, 128 Peak Road e o telefone é (0852) 2849-6966. O Ripley’s Believe It or Not fica no terceiro andar do Peak Tower, 128 Peak Rd, o telefone é (0852) 2849-0668, http://www.thepeak.com.hk/ A ilha de Lantau continua sendo uma área pouco explorada, mesmo tendo o dobro do tamanho da ilha de Hong Kong. É lá que ficam a Disneylândia e o Monastério de Po Lin. Isso é que faz o contraste de Hong Kong parecer ainda mais espetacular. Incenso e meditação dividem espaço, serenamente, com montanhas-russas e personagens de Walt Disney. O monastério fica no planalto de Ngong Ping. O maior Buda sentado do mundo encontra-se no alto de seus 750 metros, o Giant Tian Tan Buddha. A estátua tem 220 toneladas, 26 metros de altura e é toda feita em bronze. Para se alcançar seus pés é preciso subir uma escadaria de quase 270 degraus. Mas, se estiver com saudades do Mickey e da Minnie é só andar mais um pouquinho e entrar no parque temático da Disney, do outro lado da ilha de Lantau.
Vila pesqueira, na ilha de Lantau.


O grande Buda da ilha de Lantau, no Monastério de Po Lin.


Monastério de Po Lin, na ilha de Lantau, Hong Kong.


 
O Templo de Man No fica na Ladder Street. No seu interior, imensos espirais de incensos pendurados no teto espalham fumaça e bênçãos. Foi construído em 1847 e dedicado a duas divindades Man e Mo – deuses da literatura e da guerra – tidos como pessoas reais, suas estátuas podem ser vistas no fundo da ala principal. Não pode faltar um passeio pela Nathan Road, principal rua de trânsito e de comércio de Kowloom. Ela é conhecida como “Golden Mile” por ter tantas lojas e hotéis ao longo de seu percurso. Vale ressaltar que há lojas de padrão muito mais alto e áreas bem mais sofisticadas no Central. Mesmo assim, a multidão de compradores, a quantidade de lojas tanto de grife quanto de produtos chineses torna imperdível uma caminhada por essa região.
 
Em Nathan Road, vitrines elegantes enfeitam as tantas lojas de grife.


Uma típica rua de comércio da cidade, nos arredores da Nathan Road.


Farmácia… e agora? Que será isso?


Em Kowloom, uma transversal da Nathan Road vende frutos do mar desidratados. Eles são comuns em HK e usados para tratamento de saúde.



Barbatana de tubarão, afrodisíaco, segundo os chineses.


 
Mais alimentos desidratatos consumidos pelos chineses.
À noite, depois de um bom jantar em um dos tantos restaurantes da cidade nada melhor do que fazer a digestão andando pelo calçadão de Kowloom à beira-mar, tendo como cenário os prédios iluminados da ilha de Hong Kong. Muita gente passeia por lá diariamente. Se der sorte, pode-se ver a “Sinfonia das Luzes”, show com canhões de luzes e som nos prédios que ficam espalhados pelo porto.
Hong Kong à noite durante a Sinfonia das Luzes.


 
Indicação de hotéis e restaurantes 

O Hotel The Península é o mais tradicional e sofisticado da cidade. Nos quartos um amuleto chinês vermelho aguarda os hospédes desejando uma boa estada na cidade. Os banheiros são impecáveis e o serviço de quarto é um dos melhores que já vi mundo afora. O café da manhã é servido num salão muito charmoso. No lobby, o chá da tarde é concorridíssimo, vale a pena fazer uma reserva para se deliciar com as guloseimas.

O restaurante Félix, decorado por Philippe Starck fica no 28 andar do hotel, tem uma vista deslumbrante da baía, para um bom jantar, é perfeito. Fica em Kowloon, na Salisbury Road, Tsim Sha Tsui. O telefone é (0852) 2910-1628 http://www.peninsula.com/

Quarto do Hotel Península, o mais tradicional da cidade.


Muito chá é consumido na China. Bom lugar para degustar seu chá é no Hotel The Peninsula.


Vista noturna da ilha de Hong Kong. Foto tirada do calçadão de Kowloom, mas é essa a vista que um hóspede do The Peninsula pode ter se ficar em um dos quartos de frente.

Do outro lado da ilha, indico o hotel Grand Hyatt. Os quartos são decorados em estilo bem moderno com madeira clara. Uma janela imensa em vidro deixa o visual encantador, especialmente à noite, nos quartos que ficam de frente para a baía. O café da manhã é maravilhoso. O endereço é 1 Harbour Road, Wan Chai, o telefone é (0852) 2588-1234.


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