A polêmica da homossexualidade na China

A China é um país mundialmente conhecido por seus avanços em tecnologia, mas também devido as suas tradições bastantes conservadoras, como o casamento tradicional chinês. A aceitação do homossexualismo tem sido um dos assuntos amplamente discutidos em diversos países, sendo um destes países o gigante asiático.

Apesar dos esforços de diversas sociedades e movimentos para a aceitação dos relacionamentos homossexuais, a homossexualidade na China ainda é visto como algo negativo. Você ficou interessado em saber como a homossexualidade é vista e tratada pelos chineses? Leia este artigo e fique por dentro das curiosidades da China!

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A homossexualidade na China

Na China, a união entre pessoas do mesmo sexo não é apreciada pela sociedade, sendo a homossexualidade interpretada e tratada como um tema tabu, principalmente entre os mais idosos e tradicionais. Estes, vindos do interior e com costumes conservadores, são adversos aos relacionamentos homossexuais.

No ano de 1997, a China tornou legal o sexo gay e, após quatro anos, ou seja, em 1981, o gigante asiático removeu a homossexualidade da lista de doenças mentais. Apesar desses avanços, a China ainda é um país extremamente conservador, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é bem visto pela maioria.

 

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O homossexualismo na China nos dias de hoje. Fonte: Super.Abril

 

Atualmente, muitos casais homossexuais na China preferem ocultar a relação de seus pais, aceitando a condição de casamentos de conveniência com homens ou mulheres que também são gays. A triste realidade dos casamentos de conveniência tem sido buscados por diversos jovens da China e este tipo de união é arranjada por meio de fóruns na internet cujo objetivo é colocar homens e mulheres chineses que vivem um relacionamento homossexual em contato.

 Um exemplo de fórum chinês de mensagens on-line é o “QQ”, o qual foi fundado a fim de ajudar jovens gays a encontrar o par ideal para um casamento de conveniência.

Alguns jovens que vivenciam relacionamentos homoafetivos recorrem a sites criados para arranjar os casamentos de conveniência, como por exemplo, o ChinaGayLes.com, que apresenta cerca de mais de 400 mil usuários e realizou 50 mil uniões em mais 12 anos.

 

Aspectos negativos causados pelo casamento de conveniência

Não é sempre que os jovens homossexuais da China aprovam a união de conveniência. O motivo desta reprovação é que ao fingirem ser heterossexuais e se beneficiarem das vantagens sociais disso, os jovens chineses não apoiam os demais membros da comunidade LGBTI (sigla que corresponde a grupos como Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros e Intersexuais) frente à pressão imposta pela sociedade tradicional e a homofobia. Ou seja, estes permanecem acobertados pela heterossexualidade do casamento por conveniência e a causa LGBTI continua sem grandes avanços na sociedade chinesa.

 

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O casamento de conveniência é uma maneira dos homossexuais serem aceitos pela sociedade tradicional chinesa. Fonte: Brasil.Elpais

 

Por que a China é considerada um dos 10 dos piores países em todo o mundo os homossexuais?

Conforme descrito no relatório elaborado pela Associação Internacional de Gays e Lésbicas, aproximadamente 72 países ao redor do mundo discriminam a homossexualidade. Alguns destes países punem os jovens homossexuais com penas de morte e/ou cárcere privado.

A homossexualidade na China não é considerada um crime e/ou uma doença mental desde 1997. Com o decorrer do tempo, a população heteronormativa aumentou e, hoje em dia, Xangai possui até uma parada do orgulho LGBTI em prol da aceitação da homossexualidade na China. As leis não têm sido encaradas como um problema para os jovens que apoiam o homossexualismo na China, e sim a cultura tradicional das famílias chinesas.

A homossexualidade na China é interpretada como uma vergonha e uma falta de honra no seio familiar, especialmente porque o relacionamento homossexual não gera filhos. Um aspecto bastante comum é que pais e mães escondam seus filhos homossexuais da sociedade nas vilas afastadas de grandes cidades.

 

Os efeitos da rejeição da homossexualidade na China

 

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A rejeição do homossexualismo chinês / Fonte: Poe na Roda

 

De acordo com uma pesquisa conduzida na Beijing Normal University, feita com 732 estudantes LGBTI de 29 províncias da China, cerca de mais de 70% dos jovens homossexuais da China ainda não contaram para seus parentes, pais e professores sobre suas opções sexuais. Os dados deste estudo também demonstraram que cerca de 85% dos estudantes entrevistados que são parte da comunidade LGBTI sofrem de condições clínicas como a depressão. Além disso, os estudos também sugeriram que aproximadamente 40% destes jovens já pensaram em suicídio e que apenas 2,9% destes recebiam apoio dos professores das instituições de ensino.

 

A censura da homossexualidade nas redes sociais chinesas            

A China socialista apresenta diversas restrições relacionadas ao uso da internet do país, como por exemplo, a falta de acesso livre a redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram ou YouTube.

 

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A censura da homossexualidade nas redes sociais da China. Fonte: Brasil.ElPais

 

A homossexualidade ainda tem sido censurada na China, e esta censura tem impactado a visibilidade da comunidade LGBTIs. No ano de 2018, a China’s Netcasting Service Association (CNSA) proibiu conteúdos homossexuais na internet, sendo a homossexualidade na China classificada como “comportamento anormal”.

Além disso, a maior rede social da China, conhecida como Sina Weibo, também iniciou a remoção de todos os conteúdos relacionados à homossexualidade, sendo um bom exemplo o desaparecimento de uma página direcionada ao público lésbico, que tinha mais de 143 mil membros. No entanto, a população homossexual não ficou calada frente a isso, reagindo como milhares de tags como #IAmGay e #IAmGayNotPervert para protestar contra essa decisão. Além disso, várias fotos foram postadas com namorados/namoradas e emojis de arco-íris.

Relembre, com nosso vídeo do canal, um momento triste da história das mulheres lésbicas e solteiras na China, a proibição de terem filhos.

Conheça nosso canal.

 

Por Laura Mochiatti Guijo, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: O Globo, Isto é, Super.Abril, Brasil.Elpais, Wikipedia, China Link Trading, Poe na Roda.

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