Março 21 2017

China descarta possibilidade de Guerra Comercial com os EUA

Posted by Camila Sakamoto
guerra comercial

EUA e China disputam forças, podendo gerar uma guerra comercial

 

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde antes de sua posse vem fazendo críticas e ameaças contra a China que poderiam desencadear uma guerra comercial entre as primeiras economias do planeta, como já mostramos aqui no blog.  Entretanto, a China declarou que descarta a guerra comercial com a principal potencia econômica do mundo.

A principal crítica de Trump se refere ao suposto desequilibro das relações sino-americanas e acusa Pequim de manipular suas divisas para estimular exportações chinesas, além de ser um “competidor desleal” das empresas norte-americanas. O presidente chegou até cogitar a possibilidade de impor uma taxa de 45% aos produtos importados da China.

Entretanto, segundo o próprio ministro do Comércio chinês, uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos só causaria danos, provavelmente afetando a confiança de exportadores e investidores de todo o mundo, podendo prejudicar as duas grandes potências. O primeiro ministro da China, Li Keqiang também declarou que uma guerra comercial entre os dois países não tornará as trocas comerciais entre eles mais justas e que as duas potências devem “defender interesses estratégicos”.

Caso ocorresse, a guerra prejudicaria ambos os lados, e é bem difícil saber qual lado sairia mais prejudicado, hoje os dois países têm uma estreita relação comercial visto que a China exporta mais para os Estados Unidos do que os Estados Unidos para a China. Além disso, ambos teriam “armas” que afetariam um ao outro.

Guerra Comercial: Possíveis Consequências

 

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Primeiro – ministro chinês Li Keqiang

 

A China, por exemplo, pode parar de comprar aviões norte-americanos, impor um embargo aos produtos de soja oriundos dos EUA e desfazer-se das obrigações do Tesouro norte-americano e de outros ativos financeiros. As empresas chinesas poderiam reduzir a procura por serviços empresariais norte-americanos e o Governo poderia persuadir as empresas a não comprarem produtos americanos. Além disso, a China é o principal provedor de empregos dos EUA e uma guerra poderia custar milhões de empregos norte-americanos.

Por outro lado, a China está em pleno processo de transição econômica, e uma queda de suas exportações tornaria esse processo ainda mais complicado. Outro fator desfavorável seria que o país também poderia sofrer com as represálias à soja americana exportada à China, fato que prejudicaria ambos os países.

Um confronto comercial entre os Estados Unidos e a China vai também afetar os fluxos de investimento bilaterais. Os EUA podem alegar receios em torno da segurança nacional para bloquear investimentos chineses. Podem também travar as compras do governo a empresas chinesas , como a Huawei, e obrigar as companhias chinesas e os indivíduos ricos a reduzirem os seus investimentos, algo que até agora tem impulsionado os preços dos ativos norte-americanos.

Observando o cenário desfavorável para as duas potências, o primeiro-ministro chinês, além de declarar que não quer uma guerra comercial com a maior potência do mundo, tem intenção de fortalecer o diálogo com os EUA para resolver essas diferenças.

 Podemos levantar diversas perguntas sobre a guerra comercial entre os EUA e a China, e apesar da conclusão popular e do primeiro ministro chinês sobre essa possível guerra comercial, devemos esperar a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se mostra empenhado em “frear” a China em seu crescimento econômico.

Por Nathália Gasparini, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fonte: G1, Jornal de Negócios, UOL

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