Games: o mercado de e-Sports na China

A China, devido à sua numerosa população, aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas, é um potencial mercado para qualquer produto. Por isso mesmo, não poderia ser diferente no que diz respeito a games. Mundialmente falando, desde 2007, a indústria de games ultrapassou em faturamento a gigante Hollywood, e em 2017 deve alcançar 100 bilhões de dólares; dos quais a China deve representar, aproximadamente, 25% (25 bilhões de dólares).

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A indústria chinesa de games é uma das maiores do mundo

O país foi um dos primeiros a ver seu mercado de games sair do patamar de hobby para adentrar, então, no terreno profissional. Na China, o consumo de vídeo games ainda no fim dos anos 90 se tornava assunto sério. Além de companhias interessadas no mercado, o governo chinês também abraçou o mercado com a intenção de promover investimentos na indústria de Tecnologia da Informação. Para se ter uma ideia, já em 2003 a China reconhecia e-Sports como uma modalidade ligada a seu Ministério dos Esportes. Hoje, estimasse que o país conte com aproximadamente 100 milhões de fãs nas diversas modalidades existentes.

Na última década vimos o crescimento do mercado chinês impulsionado não só pelas companhias nacionais, mas também por gigantes do cenário internacional como Blizzard e Riot Games, que buscam novos players e fãs entre jovens e adultos. Jogadores têm se tornado estrelas, como é o caso do chinês Zhang Xiangling (player de Warcraft III), escolhido para ser um dos carregadores da tocha olímpica nos jogos de 2013, e assim, vão fazendo crescer cada vez mais a cena de games e do pro-gamming no país.

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O time de e-Sports da China em 2015, na 7ª Copa do Mundo de e-Sports, na cidade de Seul, na Coreia do Sul

Além do cenário competitivo de games na China, podemos observar também o mercado de consoles chineses. O governo, preocupado com a saúde das crianças chinesas caso fossem expostas por muito tempo a jogos, baniu em 2000 os consoles do mercado nacional, só retomando tais vendas recentemente, em 2014. Esta proibição fez surgir uma indústria ilegal que atingiu até o Brasil com equipamentos como o PolyStation e o Chintendo VII. A suspensão permitiu que Sony e Microsoft entrassem no mercado chinês e acabassem com essas marcas, mas o simples surgimento das mesmas mostra a força desse mercado no país. Hoje, a China é a maior exportadora dos grandes nomes do mercado (PlayStation e Xbox) e de seus games; mesmo assim jogos chineses não são tão comuns para as plataformas.

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Campeonato Mundial de “League of Legends” de 2015

Outro mercado importante dentro da indústria de games que deve ser mencionado são os Mobiles, também conhecidos como jogos para celular. Diferente dos jogos para consoles, games chineses desenvolvidos para celular fazem relativo sucesso no Ocidente, e tem grande potencial de crescimento. Exemplo disso é o aumento da presença chinesa no ranking dos 1000 jogos mais populares para mobile nas lojas de aplicativos: de 47 jogos em 2015 para 84 em 2016.

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A equipe chinesa Wings vence torneio internacional de Dota 2 em 2016, derrotando a americana Digital Chaos

O mercado brasileiro é um grande consumidor de jogos mobile chineses: em 2015, foram 10 jogos chineses entre os 10 mais baixados nas lojas de aplicativos. O player brasileiro também mostrou forte inclinação para gastar dinheiro dentro desses jogos. Neste sentido, o maior problema enfrentado pelas empresas chinesas são os métodos de pagamento que dominam o mercado, os quais fazem com que uma porcentagem relevante dessas vendas fique nas mãos de operadoras de crédito. Outros mercados bastante relevantes para os jogos chineses voltados a mobile são Rússia, Índia e Indonésia; todos com boa presença chinesa em suas lojas de aplicativos.

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A China tem uma imenso potencial para se tornar líder do mercado mundial de games

Todas essas variáveis juntas tornam a indústria chinesa de games uma das mais importantes do mundo; seja no cenário competitivo com suas equipes temidas no Ocidente, ou na produção de hardware dos principais consoles do mercado. Por isso, quando tratamos do mercado de games da China, devemos ficar atentos às oportunidades que devem surgir com o crescimento dos e-Sports, e aos jogadores casuais que usam seus smartphones para passar o tempo.

Por Vittor Melo, diretamente de São Paulo, SP, Brasil

Fontes: BBC; Campaign Asia; Country Meters; Web Notícias; TecMundo; China Policy Institute Analysis; Venture Beat

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