Outubro 24 2018

Fiscalização de importados e disputa na OMC

Posted by Victor Fumoto

Aumenta a entrada de produtos ilegais no Brasil e, com isso, aumenta-se a fiscalização. Além disso, entenda também a disputa entre Brasil e China na OMC.

 

Fiscalização de produtos importados aumenta no fim de ano

As importações chinesas no Brasil  aumentam 10% no Natal (a maioria feita em sites chineses) e, por isso, mais produtos são barrados na alfândega. Segundo a Polícia Federal, a maioria são barrados por serem de marcas falsificadas e então, aplica-se a destruição do produto (cigarros com altas doses de nicotina, tintas com componentes de chumbo, aparelhos eletrônicos – que podem causar incêndio). Existem alguns produtos, como brinquedos e maquiagens, que não são falsificados mas não respeitam a legislação brasileira e, portanto, são barrados na alfândega. É apreendida também uma grande quantidade de drogas e materiais que necessitam de autorização do exército para importação (como coletes a prova de balas e artigos de munição) nessas remessas postais internacionais.

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Contâineres de exportação.

 

Os produtos barrados na alfândega podem ser destruídos ou taxados pela Polícia Federal de acordo com a legislação sobre importação do Brasil. A principal dica para não ter seu produto barrado  é conversar com o fornecedor para que este faça uma declaração de valor real para que o preço declarado menor não seja barrado na alfândega com a comparação de preços internacionais e se certificar de que o produto atende às normas brasileiras.  É altamente recomendado a auditoria das fábricas dos fornecedores com os quais se pretende fechar negócio para checar, além de sua existência, se esta tem estrutura para produzir de acordo com as exigências da legislação brasileira. A China Link realiza serviços de auditoria de fábricas, além de resolver outras questões essenciais como a busca de fornecedores. Esses serviços podem ser encontrados na aba “Serviços” de nosso site, ou clicando aqui .    

 

Disputa entre China e Brasil na OMC

O Brasil, que até 2016 era o maior fornecedor de açúcar da China, acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) acerca das barreiras impostas por Pequim à importação de açúcar. Serão realizadas consultas bilaterais e, caso esta não resulte num acordo, o Itamaraty pedirá avaliação independente, através de um painel. A expectativa é de que o processo seja longo devido a crise enfrentada pela OMC devido a falta de juízes e o veto de Donald Trump para contratações. A motivação veio da queda das exportações de açúcar brasileiro desde que o produto foi taxado em 45% pelo governo da China em 2017 e a reação já havia sido anunciada.

 

 

Crescimento trimestral chinês é o menor em 9 anos

A economia chinesa passa por uma perda de ritmo que já vem sido prevista por analistas desde o começo do ano, devido aos obstáculos com as tarifas dos EUA e a queda da demanda de países emergentes. Segundo Kota Koyama, economista sênior de mercados emergentes do SMBC Nikko Securities, para a Reuters: “A tendência de desaceleração está se fortalecendo apesar da promessa das autoridades chinesas de encorajar o investimento doméstico para sustentar a economia, demanda doméstica está mais fraca do que as exportações inesperadamente sólidas”. O PIB chinês subiu 6,5% no terceiro trimestre, mostrando uma desaceleração em comparação com os dois primeiros trimestres de 2018, segundo o ONE (Escritório Nacional de Estatísticas). O pior resultado trimestral em 9 anos indica um crescimento frágil que não é visto desde 2009.  Reflexo do consumo, o aumento das vendas em varejo acelerou em 9,2%.

 

Primeira feira Internacional de Importação e Feira de Cantão

A estagnação e desaceleração da economia chinesa, causada em parte pela guerra comercial travada com os EUA e suas tarifas no comércio internacional, a China investe cada vez mais em feiras internacionais de fornecedores, que movimenta não só a economia interna como também atrai muitos empresários estrangeiros. Ocorre neste momento a 124ª Feira de Cantão, ou Canton Fair de outono, e, segundo a InfoMoney, amplia a abertura do mercado chinês a compradores de todo o mundo. Para Xu Bing, vice-diretor geral do Centro de Comércio Exterior da China, a feira o fará com a promessa de realizar compras e vendas globais através de uma só plataforma, o que faz com que esta feira seja imperdível para aqueles que desejam ampliar seus negócios.

 

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A China Link Trading te leva para a Canton Fair

 

A novidade do ano fica por conta da Primeira Feira Internacional de Importação da China, a CIIE (China International Import Expo), que ocorre em Xangai e trará novidades ao comércio internacional e, quem sabe, novos ares para o desenvolvimento econômico chinês.

Fontes: G1, Canal Rural UOL, Diário Comércio Indústria & Serviços, InfoMoney, Exame

Por Mariana M. Fidalgo,  diretamente de Marília, SP – Brasil

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