Primeira Feira Internacional de importação da China

A primeira Feira Internacional de Importações da China, CIIE (China International Import Expo) vai acontecer no Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai entre os dias 5 e 10 de novembro de 2018. Com o apoio de instituições como a OMC, UNCTAD e UNIDO, na Feira estarão presentes fornecedores de produtos agrícolas, alimentícios, automóveis, eletrônicos de consumo, remédios e cuidado com a saúde. Cerca de 150.000 compradores são aguardados em Xangai para esta Feira, que permitirá que sejam ainda mais fortalecidos os negócios de importações chinesas, colocando o país em uma boa posição na economia global. A China em 2017 importou RMB 12,5 trilhões e durante o ano de 2017, seus índices de importação aumentaram de maneira impressionante, em grande parte graças aos produtos alimentícios e agrícolas, como soja, vinho e fórmula infantil. Caso você se interesse em ser um expositor  dessa Feira, clique no link: http://www.ciie.org/zbh/en/.

 

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Feira Internacional de Importação da China.

 

Xangai é parte da China?

O município chinês Xangai ou Shanghai (上海) tem uma cultura próxima à europeia, sendo assim mais ocidentalizada do que o resto da China e esta característica desperta interesse não só dos chineses como também de estrangeiros, que acabaram transformando a cidade em um importante ponto turístico.  É uma cidade que pertence à República Popular da China e engloba uma de suas áreas mais metropolitanas, o que é essencial para o diálogo da China com o resto do mundo. O município é hoje um dos maiores da China e também o maior centro financeiro da região, além de ser a cidade com maior número de habitantes (cerca de 24 milhões). Tudo isso faz com que Xangai seja uma cidade de grande destaque no percorrer das reformas na economia feitas pelo governo chinês, e uma de suas maiores beneficiadas também.

 

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Shanghai. Fonte: Chinatour

 

Surto de peste suína africana e o impacto na importação

Colocar produtos estrangeiros disponíveis no comércio de seu país é sempre uma ação delicada que deve ter seu risco calculado, uma vez que suas consequências para a economia, a política ou a vida social do país tem de ser consideradas. A importação de porcos da Bulgária para a China foi proibida, além de terem sido devolvidos ou destruídos os produtos enviados daquele país, como os javalis. Esses produtos foram proibidos de serem importados à China devido ao risco de disseminação e transmissão da peste suína africana, devido a um surto desta doença ocorrido na Bulgária, segundo o WeChat da Administração Geral das Alfândegas da China no dia 28 de setembro (data a partir da qual entram em vigor essas determinações). A gripe aviária foi também encontrada em uma fazenda no sul da Bulgária, o que preocupa os chineses, que conhecem os efeitos devastadores dessas epidemias. Além de os porcos e javalis e outros produtos búlgaros de visitantes também estarem sendo banidos da China, todo e qualquer transporte de porcos vivos da região em questão foi proibido. Essas medidas foram tomadas com o objetivo de não só proteger a sociedade chinesa de uma potencial epidemia nacional como também proteger a indústria pecuária chinesa.

 

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gripe suína afeta importação de carne.

 

615 suínos foram infectados em Lianyungang desde 15 de agosto, demonstrando o potencial de estarmos à beira do terceiro surto de peste suína africana na China. Na mesma cidade, no dia 19 de agosto, foram anunciadas 88 mortes de suíno causadas pela peste. A FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, realizou uma reunião de emergência em Bangcoc com o objetivo de articular uma reação regional, uma vez que a probabilidade que essa peste atravesse as fronteiras chinesas é muito grande.

 

Aprendendo com os erros

Segundo o Ministério de Agricultura da China, que não respondeu de forma imediata suas ações para o controle da disseminação da peste, medidas emergenciais como abater e desinfetar esses animais estão ajudando no controle do surto no distrito de Haizhou. É a primeira vez que esta doença é identificada no leste asiático, ela não é transmitida para humanos e não possui vacina disponível. Os surtos têm ocorrido em cidades como Zhengzhou (capital da província de Henan), Liangyungang e Liaoning, onde foi detectado o primeiro caso do surto. A China, por ter uma imensa população que realiza uma quantidade tão grande quanto de trocas comerciais com o exterior é um país extremamente vulnerável à epidemias e transmissões de doenças, como já foi provado em casos anteriores de males como a gripe aviária e a gripe suína.

 

Por Mariana M. Fidalgo, diretamente de Marília, SP – Brasil

Fontes: G1, UOL Economia

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